Mudanças entre as edições de "Eletroneuromiografia (ENMG)"

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Se trata de um exame dinâmico que exige interpretação em tempo real pelo médico neurofisiologista. Durante a execução, frequentemente há necessidade de ajustes no planejamento inicial, com redirecionamento das hipóteses diagnósticas em resposta aos achados obtidos. Estudos demonstram que a ENMG resulta em mudanças na hipótese diagnóstica inicial em 52% dos casos e alterações no manejo clínico em 63% dos pacientes (Lindstrom & Ashworth, 2018).
 
Se trata de um exame dinâmico que exige interpretação em tempo real pelo médico neurofisiologista. Durante a execução, frequentemente há necessidade de ajustes no planejamento inicial, com redirecionamento das hipóteses diagnósticas em resposta aos achados obtidos. Estudos demonstram que a ENMG resulta em mudanças na hipótese diagnóstica inicial em 52% dos casos e alterações no manejo clínico em 63% dos pacientes (Lindstrom & Ashworth, 2018).
  
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As principais indicações da eletroneuromiografia abrangem a investigação de neuropatias periféricas, sejam elas compressivas, metabólicas, inflamatórias ou hereditárias, além de radiculopatias, plexopatias e lesões traumáticas de nervos.
  
 
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Edição das 19h41min de 15 de setembro de 2026

A Eletroneuromiografia (ENMG)

A eletroneuromiografia (ENMG) é o principal exame de neurofisiologia clínica disponível para avaliação funcional do sistema nervoso periférico e da musculatura esquelética. Trata-se de um procedimento diagnóstico que integra duas técnicas complementares: os estudos de condução nervosa (ECN) e a eletromiografia com agulha (EMG).

Enquanto os ECN avaliam a integridade funcional das fibras nervosas mielinizadas por meio de respostas à estimulação elétrica, a EMG com agulha registra a atividade elétrica muscular em repouso e durante contração voluntária, oferecendo informações sobre a unidade motora e o músculo em si.

Na prática clínica, a relevância da ENMG reside em sua capacidade de localizar a lesão, determinar o tipo de comprometimento — como axonal, desmielinizante ou misto e ainda fornecer dados prognósticos. Isso posiciona o exame como ferramenta indispensável no raciocínio diagnóstico de sintomas como fraqueza, parestesias, dor neuropática e atrofia muscular, situações frequentes tanto no ambulatório especializado quanto na enfermaria neurológica.

O exame de Eletroneuromiografia é regulamentado no Brasil pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC) e definido no Projeto Diretrizes (iniciativa conjunta do Conselho Federal de Medicina - CFM e da Associação Médica Brasileira - AMB) como uma avaliação eletrodiagnóstica, sendo precedido por anamnese e exame físico dirigidos, ambos enquadrados como atos médicos nos termos da Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013).

Se trata de um exame dinâmico que exige interpretação em tempo real pelo médico neurofisiologista. Durante a execução, frequentemente há necessidade de ajustes no planejamento inicial, com redirecionamento das hipóteses diagnósticas em resposta aos achados obtidos. Estudos demonstram que a ENMG resulta em mudanças na hipótese diagnóstica inicial em 52% dos casos e alterações no manejo clínico em 63% dos pacientes (Lindstrom & Ashworth, 2018).

Indicações da ENMG

As principais indicações da eletroneuromiografia abrangem a investigação de neuropatias periféricas, sejam elas compressivas, metabólicas, inflamatórias ou hereditárias, além de radiculopatias, plexopatias e lesões traumáticas de nervos.

Etapas da ENMG

O exame de ENMG é composto por duas etapas principais:

- Neurocondução: Utiliza estímulos elétricos captados por eletrodos fixados à pele, podendo contar com o auxílio de técnicos supervisionados pelo médico.

- Neuromiografia: Realizada exclusivamente por médicos, utiliza eletrodos de agulha para avaliação da atividade elétrica muscular, não podendo ser substituída por eletrodos de superfície.

A ENMG depende de manipulação direta do paciente e dos equipamentos, além da aplicação de estímulos elétricos e uso de agulhas para registro da atividade elétrica muscular, procedimentos que requerem interação presencial entre médico e paciente.

Durante o exame, o médico deve estar presente para identificar possíveis intercorrências e garantir a segurança do paciente, em conformidade com o princípio ético de "primum non nocere" (primeiro, não prejudicar).

Padronização do SUS

Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do procedimentos com finalidade diagnóstica em neurologia:

02.11.05.008-3 - ELETRONEUROMIOGRAMA (ENMG)

Descrição: CONSISTE NO EXAME QUE AVALIA OS NERVOS E MÚSCULOS PARA COMPLEMENTAR O DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS NEURO MUSCULARES. O EXAME É FEITO COM CHOQUES ELÉTRICOS DE BAIXA INTENSIDADE E AGULHAS QUE VAI ANALISAR A ATIVIDADE ELÉTRICA DOS MÚSCULOS E A CONDUÇÃO DOS IMPULSOS NERVOSOS. PODE SER FEITO EM QUALQUER LOCAL DO CORPO, DEPENDENDO DA SUSPEITA CLÍNICA.

Referências


1. Nota Técnica Eletroneuromiografia da Sociedade Brasileira de Neurofisiogolgia Clínica. Em: https://sbnc.org.br/wp-content/uploads/2025/04/NOTA-TECNICA-SOBRE-A-REALIZACAO-DE-ELETRONEUROMIOGRAFIA-ENMG-.pdf

2. Orientação do exame de eletroneuromiografia da SBNC. Em: https://sbnc.org.br/area-do-paciente-2/?e-filter-a75cdb8-area_do_paciente=eletroneuromiografia

3. Eletroneuromiografia: indicações, interpretação e limites. Em: https://portal.afya.com.br/neurologia/eletroneuromiografia-indicacoes-interpretacao-e-limites