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(Sobre a Hidrocefalia:)
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A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia.  
 
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia.  
  
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica. <ref> Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. </ref>
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A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.
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Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como "hidrocefalia interrompida". Neste caso, a manobra é desnecessária. <ref> Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. </ref>
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== Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): ==
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A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.
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Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido.
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== Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: ==
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Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:
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'''Pressão fixa:''' é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);
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'''Auto ajustável:''' drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;
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'''Programável:''' Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. <ref> Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM. </ref>
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=='''Referências'''==
 
=='''Referências'''==

Edição das 15h16min de 23 de julho de 2026

Sobre a Hidrocefalia:

A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia.

A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.

Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como "hidrocefalia interrompida". Neste caso, a manobra é desnecessária. [1]

Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP):

A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.

Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido.

Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal:

Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:

Pressão fixa: é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);

Auto ajustável: drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;

Programável: Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. [2]


Referências

  1. Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022.
  2. Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM.