== DEFINIÇÕES ==
O Autismo ou Transtorno do espectro autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento que aparece nos três primeiros anos de vida e interfere no desenvolvimento cerebral normal das habilidades sociais e da comunicação. O transtorno do espectro autista costuma apresentar uma grande variedade de sintomas diferentes. Atualmente ainda não são conhecidas as causas desse transtorno e as pesquisas sugerem que existe uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
Segundo dados do CDC O diagnóstico propriamente dito é estabelecido a partir dos critérios clínicos de sistemas classificatórios, dentre os quais o mais consagrado é o '''Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Center of Deseases Control and PreventionDSM), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos5ª edição''', existe hoje que indica um caso conjunto de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que critérios para o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistasdiagnóstico do TEA.
O A detecção precoce do autismo é fundamental para que as intervenções possam ser realizadas, principalmente ao considerar-se que a resposta positiva ao tratamento (DSM-Vem termos de linguagem, desenvolvimento cognitivo e habilidades sociais) define é mais significativa nos casos de intervenção mais imediata. Isso se dá em função da plasticidade cerebral, assim como das experiências precoces nos primeiros anos de vida do bebê, fundamentais para o funcionamento das conexões neuronais e para o desenvolvimento psicossocial. O tratamento do autismo com os seguintes critérios:deve ter caráter multiprofissional e necessita da participação e do engajamento dos familiares. == SERVIÇOS DE ATENDIMENTOS NO SUS ==
* A Linha de Cuidado do TEA na Criança desenvolvida pelo Ministério da Saúde é composta por diferentes níveis de assistência são eles: unidade de atenção primária, atenção especializada, unidade de pronto atendimento, serviço de atendimento móvel (Problemas de interação social ou emocional alternativoSAMU)e unidade hospitalar. A atenção especializada é realizada pelo CAPS, CAPSi, CER, unidade ambulatorial e entidades do 3º setor.
* A Portaria do Ministério da Saúde (Graves problemas MS) 793/2012 instituiu, no âmbito do SUS, a rede de cuidados à pessoa com deficiência, sendo financiamento definido pela Portaria MS no. 835/2012 <ref>[PORTARIA MS/GM no. 793, de 24/04/2012 - Institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde]</ref>; <ref>[PORTARIA MS/GM no. 835, de 25/04/2012 - Institui incentivos financeiros de investimento e de custeio para manter relações)o Componente Atenção Especializada da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde.]</ref>.
* (Problemas de comunicação não verbal)== ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DE CADA PONTO DE ATENÇÃO ==
* (Comportamentos repetitivos O acesso ao usuário para atendimento nos serviços de atendimento de pessoas com Di/TEA, perpassa pelos diferentes níveis de atenção e restritivos) competências administrativas. Caberá a cada esfera administrativa exercer suas atividades conforme a seguir especificadas e de acordo com o fluxo estabelecido.
A detecção precoce do autismo é fundamental '''Atenção Primária à Saúde:''' São atribuições e competências da Atenção Primaria a Saúde (APS): I. Prestar atendimento integral para que as intervenções possam ser realizadaspessoas com DI/TEA e compartilhar o cuidado, principalmente ao considerar-se nos casos de necessidade de reabilitação, para os serviços que compõem a resposta positiva ao tratamento (em termos Rede de linguagemcuidados a Pessoa com Deficiência; II. Realizar acompanhamento dos marcos do desenvolvimento, desenvolvimento cognitivo e habilidades sociais) é mais significativa nos casos registrando-os na Caderneta de Saúde da Criança; III. Realizar triagem de acordo com a faixa etária para estabelecimento de indicadores de intervenção mais imediatarisco para a DI/TEA; IV. Isso se dá em função da plasticidade cerebral, assim como das experiências precoces nos primeiros anos Identificar o local para encaminhar o usuário com suspeita de vida do bebê, fundamentais DI/TEA para avaliação conforme pactuado na macrorregião; V. Preencher o funcionamento das conexões neuronais protocolo de encaminhamento (Anexo XII) com as informações necessárias e endereçar para a SMS para solicitar o desenvolvimento psicossocial. agendamento no SISREG;
O tratamento do autismo deve ter '''caráter multiprofissional VI. Receber o usuário com DI/TEA encaminhado da referência, para ordenar novas ações e necessita articulações com os outros pontos da participação e do engajamento dos familiares'''rede conforme cada caso.
'''Secretaria Municipal de Saúde:'''
São atribuições e competências da Secretaria Municipal de Saúde:
== PSICOLOGIA E AUTISMO ==I. Configurar a agenda no SISREG para a regulação do 1o atendimento/avaliação;
II. Receber o protocolo de encaminhamento para o Serviço de DI/TEA;
Na área da psicologia , a '''psicologia comportamental inclui a terapia cognitivo comportamental, III. Inserir o ABA e Denver'''. Na intervenção com TEA, uma das abordagens mais difundidas para a intervenção é a '''Terapia Cognitivo-Comportamental processo no Sistema de Regulação (TCCSISREG)'''. com as informações prestadas pela APS;
A TCC baseia-se na identificação de pensamentos disfuncionais, que envolvem comportamentos disfuncionais, prejudicando a vida IV. Comunicar ao usuário do indivíduo. No caso de pessoas com TEAseu agendamento no Serviço, a TCC é difundida pois apresenta resultados mais rápidos e que podem ser observados. '''O modelo DENVER devera retirar seu protocolo de Intervenção Precoce (ESDM)''' foi desenvolvido para oferecer resposta intensiva de intervenção precoce completa a crianças com TEA, a partir da idade de detecção de risco, até 48 meses de idade. É um dos poucos métodos de intervenção precoce com eficácia cientificamente comprovada para crianças com Perturbações do Espectro do Autismo.agendamento;
V. Realizar o processamento dos códigos SIGTAP recebidos dos serviços de gestão municipal, buscando solucionar inconsistências, corrigindo possíveis erros, para posterior encontro de contas;
== '''O método ABA''' (Applied Behavior Analysis) ==IV. Realizar o matriciamento como uma ferramenta de articulação intersetorial entre a atenção especializada e a atenção primaria.
A ABA – Applied Behavior Analysis – é uma abordagem da psicologia comportamental que foi adaptada e aplicada ao ensino de crianças com autismo. Baseia-se nos princípios de reforço positivo, solicitações graduais, repetição, e as divisões das tarefas em pequenas partes, ensinadas inicialmente em separado.As técnicas da ABA visam aumentar os comportamentos adequados e reduzir aqueles que possam causar danos ou interferir no aprendizado. O método ABA em por finalidade identificar habilidades que o autista já domina e ensinar aquelas que ele ainda não domina.Basicamente, o ABA trabalha no reforço dos comportamentos positivos. Uma vez que o aluno esteja familiarizado com o comportamento alvo, a solicitação é sistematicamente diminuída até que o aluno seja capaz de responder corretamente por conta própria. O uso da Análise Comportamental Aplicada voltada para o autismo baseia-se em diversos passos:- Instruções iniciais e imediatas;- Garantir sucesso;- Avisos desaparecem com o tempo;- Aluno capaz de responder por conta própria;- Diminui a frustração e aumenta a motivação;Através do ensino intensivo e individualizado das habilidades necessárias para que a criança autista possa adquirir independência e a melhor qualidade de vida possível, a terapia ABA permite desenvolver as habilidades e comportamentos que estão interefindo no desenvolvimento e integração do indivíduo com autismo, tais como:- Comportamentos sociais, tais como contato visual e comunicação funcional;- Comportamentos acadêmicos tais como pré-requisitos para leitura, escrita e matemática;- Atividades da vida diária como higiene pessoal;- A redução de comportamentos tais como agressões, estereotipias, autolesões, agressões verbais, e fugas.Durante o tratamento comportamental (ABA), habilidades geralmente são ensinadas em uma situação de um aluno com um professor via a apresentação de uma instrução ou uma dica, com o professor auxiliando a criança através de uma hierarquia de ajuda (chamada de aprendizagem sem erro). As oportunidades de aprendizagem são repetidas muitas vezes, até que a criança demonstre a habilidade sem erro em diversos ambientes e situações. A principal característica do tratamento ABA é o uso de consequências favoráveis ou positivas (reforçadoras).'''A terapia ABA pode ser aplicada em diferentes configuraçõesServiço de Regulação: em casa, na escola ou em clínicas especializadas. Geralmente, é conduzida por um terapeuta certificado, que trabalha diretamente com a criança. A família também desempenha um papel fundamental, colaborando com os terapeutas e implementando estratégias em atividades diárias.'''
== Outras terapias complementares == '''Terapia Ocupacional São atribuições e Autismo'''A Terapia Ocupacional pode atuar nos '''modelo Denver, ABA, na terapia de integração sensorial de ayres, Floortime'''. A terapia de integração sensorial de ayres é indicada nos casos que é identificada a DIS (desordem no processamento das informações sensoriais recebidas do meio).'''O Floortime''' (também conhecido como DIRFloortime) é uma intervenção que é usada para promover o desenvolvimento de um indivíduo através de um processo respeitoso, lúdico, alegre e envolvente. Diversos aspectos que caracterizam o Floortime são compatíveis com os princípios competências da Terapia Ocupacional, como a utilização do brincar como ferramenta no processo terapêutico, por exemplo. Regulação:
'''Fonoaudiologia e Autismo'''A terapia fonoaudiológica permeada pelos princípios da '''Análise Aplicada do Comportamento (ABA)''' apresenta grandes resultados, segundo várias pesquisasI. O Método '''PROMPT: “Prompts for Reestructuring Oral Muscular Phonetic Targets”''' tem como objetivo trabalhar a facilitação do planejamento motor dos sons da fala, melhorando o encadeamento e a inteligibilidade da mesma. É indicada para quaisquer distúrbios Regular os processos no SISREG conforme Protocolo de produção da fala, mas principalmente para indivíduos com Apraxia Classificação de Fala e disartrias pois estes não se beneficiam das técnicas convencionais. Risco;
'''A Comunicação Alternativa (PECS)''', tem como definição qualquer forma de comunicação que não seja a fala. Inclui gestos, expressões, escrita, símbolos pictográficos e fotos dentre outrosII. Dentro desse recurso, encontramos Agendar o método PECS (Picture Exchange Communication System) que tem como definição a troca de figuras por meios usuário para consulta de imagens (pictográficas ou fotos) com o objetivo reabilitação nos serviços de aumentar pedidos e estimular a interaçãoreferência conforme pactuado.
'''Serviços de Reabilitação Intelectual de Modalidade Única, Centros Especializados em Reabilitação, outros serviços:'''
== SERVIÇOS DE ATENDIMENTOS NO SUS ==São atribuições e competências dos Serviços de Reabilitação:
'''Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)''' I. Reabilitar o usuário com DI/TEA agendado por meio do SISREG;
Os CAPS são dispositivos da atenção à saúde mental previstos no SUS através da Portaria 336, de 19/02/2002 <ref>[Ministério da Saúde, PORTARIA Nº 336, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002: Estabelece os Centros de Atenção Psicossociais]</ref>.Os CAPS e os CAPS-i (Serviço de atenção psicossocial para atendimentos a crianças e adolescentes), podem ser constituídos do tipo I e do tipo II, dependendo da população de abrangência. As características básicas dos CAPS-i são:Realizar o PTS;
''a - constituir-se em serviço ambulatorial III. Atender o usuário de atenção diária destinado a crianças e adolescentes forma integral, com transtornos mentaistodas as ações realizadas, registradas pelos profissionais no prontuário único do paciente;
b - possuir capacidade técnica para desempenhar IV. Cumprir o papel Termo de regulador da porta compromisso e garantia de entrada da rede assistencial no âmbito do seu território acesso e/ou do módulo assistencialas cotas, definido na Norma Operacional de Assistência à Saúde (NOAS), de acordo com a determinação do gestor localrespeitando o limite financeiro contratual;
c - responsabilizar-se, sob coordenação V. Cumprir as normas técnicas e operacionais do gestor localserviço, pela organização da demanda e da rede preconizadas na Linha de cuidados em saúde mental de crianças Cuidado e adolescentes no âmbito do seu territórionas normas vigentes;
d - coordenarVI. Apresentar mensalmente o BPAI, por delegação do gestor localpara SMS, as atividades de supervisão de unidades de atendimento psiquiátrico a crianças em meio magnético e adolescentes no âmbito do seu territórioimpresso, para possibilitar o processamento e posterior pagamento da produção;
e - supervisionar e capacitar as equipes VII. Agendar os retornos do usuário, com agendas configuradas como vaga “interna” no sistema SISREG ou por meio de atenção básicaoutro sistema de informação, serviços e programas de saúde mental para que a unidade prestadora do serviço garanta o retorno do paciente conforme descrito no âmbito Projeto Terapêutico Singular (PTS) do seu território e/ou do módulo assistencial, na atenção à infância e adolescênciapaciente;
f - realizar, e manter atualizado, VIII. Encaminhar o cadastramento dos pacientes que utilizam medicamentos essenciais paciente para a área de saúde mental (...)contra referência após a alta;
g - funcionar de 8:00 às 18:00 horas, em 02 (dois) turnos, durante IX. Capacitar os cinco dias úteis profissionais da semana, podendo comportar um terceiro turno que funcione até às 21:00 horas.''APS;
X. Cumprir os protocolos estabelecidos pelo SUS.
Ainda conforme a Portaria, a assistência prestada ao paciente no CAPS i II inclui as seguintes atividades'''Grupos Condutores da RCPD:'''
''a - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápicoSão algumas das atribuições e competências dos Grupos condutores da RCPD, na área de orientação, entre outros);DI/TEA:
b - atendimento em grupos I. Conhecer detalhadamente o diagnostico dos componentes e serviços da RCPD da sua Macrorregião, mantendo o PAR (psicoterapia, grupo operativo, atividades Plano de suporte social, entre outrosAcoes Regionais)atualizado;
c - II. Assessorar a implementação de serviços na Rede de Cuidado da Pessoa com Deficiência nos municípios das Macrorregiões de Santa Catarina para ampliar o acesso e qualificar o atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional as pessoas com DI/TEA, conforme o Plano de nível superior ou nível médioAção Regional;
d - visitas III. Monitorar e atendimentos domiciliares(re)avaliar o processo de articulação e efetividade da RCPD, de acordo com os representantes do próprio Grupo Condutor, a partir das bases de dados dos sistemas de informação do SUS, bem como o estudo territorial da Macrorregião;
e - atendimento à famíliaIV. Articular os fluxos da assistência em saúde da pessoa com DI/TEA entre os municípios;
f - atividades comunitárias enfocando V. Articular as ações entre a integração da criançasaúde, educação e assistência social, outros serviços e redes.
e do adolescente na família, na escola, na comunidade ou quaisquer outras formas '''Secretaria de inserção social;Estado da Saúde (SES):'''
g - desenvolvimento São atribuições e competências da Secretaria de ações inter-setoriais, principalmente com as áreas de assistência social, educação e justiça;Estado da Saúde:
h - os pacientes assistidos em um turno (04 horas) receberão uma refeição diária, os assistidos em dois turnos (08 horas) receberão duas refeições diáriasI. Acompanhar o cumprimento das cotas e produção das unidades;''
Prevê ainda, para o atendimento de 15 (quinze) crianças e/ou adolescentes por turno, tendo II. Acompanhar as ações realizadas através do Grupo Condutor da RCPD bem como limite máximo 25 (vinte e cinco) pacientes/dia, que os recursos humanos serão compostos por:demais estruturas da rede regional;
''III. Estabelecer critérios, fluxos e novas habilitações de unidades, conforme Plano de Ação Regional da Rede de Cuidados a - 01 (um) médico psiquiatra, ou neurologista ou pediatra Saúde da Pessoa com formação em saúde mentalDeficiência;
b - 01 (um) enfermeiroIV. Promover capacitações da Linha de Cuidado para os profissionais dos serviços da RCPD.
c - 04 (quatro) profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais: psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico;== ATENDIMENTO EM SANTA CATARINA ==
d - 05 A Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência (cincoRCPD) profissionais , com relação a atenção especializada, dispõe componentes de nível médio: técnico atendimento de pessoas com deficiência intelectual e/ou auxiliar de enfermagemTranstorno do Espectro do Autismo (TEA), técnico administrativotanto na modalidade única, técnico educacional e artesão''quanto serviços nos Centros Especializados em Reabilitação (CER).
'''Atualmente há 143 Serviços de Modalidade Única (SMU) contratualizados no Estado com o município sede do Serviço – adesão à RCPD, sob gestão municipal conforme a Deliberação 108/CIB/2024, sendo 136 deles APAEs, 3 AMAs e outras 4 congêneres.'''
Em 2024 foram aprovadas as Diretrizes para aos Serviços de Reabilitação em Deficiência Intelectual e Transtorno do Espectro Autista na Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência em Santa Catarina, descrito na Deliberação 109/CIB/2024, conforme Instrutivo do Ministério da Saúde,
revisado em agosto de 2020, Notas Técnicas CGSPD/SAES/MS Nº 14, 15 e 16 de 2024, e Nº 2, 3 e 4 de 2025.
'''CERs e o Centro Catarinense Neste momento, O Estado disponibiliza 6 instituições do tipo CER - Centros Especializados em Reabilitação que atendem duas até quatro modalidades de deficiência, sendo que todos contemplam atendimentos à Reabilitação (CCR)Intelectual.'''
A Portaria do Ministério da Saúde São cinco atendendo duas modalidades de reabilitação (MSCER II) no. 793/2012 instituiu– física e intelectual, nas regiões da Grande Florianópolis, Serra, Carbonífera, no no âmbito Médio Vale do Itajaí e Foz do SUSRio Itajaí, e um CER III, a rede de cuidados à pessoa que atende pacientes com deficiênciaauditiva, sendo financiamento definido pela Portaria MS no. 835/2012 <ref>[PORTARIA MS/GM no. 793física e intelectual, de 24/04/2012 - Institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito na Região do Sistema Único de Saúde]</ref>; <ref>[PORTARIA MS/GM no. 835, de 25/04/2012 - Institui incentivos financeiros de investimento e de custeio Meio Oeste que são referencia para o Componente Atenção Especializada municípios da Rede de Cuidadosà Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde.]</ref>.No estado de Santa Catarina existem 5 CER-II conforme apresentado na tabela abaixo. Cada CER-II possui uma lista região de cidades com pactuação específicasaúde. Caso o paciente seja encaminhado a partir de uma cidade sem pactuação com alguma CER-II, deve ser encaminhado para o CER-II de Florianópolis:
'''Florianópolis''' - Centro Especializado em Reabilitação – CER II – Física e Intelectual: Macrorregião da Grande Florianópolis – Centro Catarinense de Reabilitação (CCR) Endereço: R. Rui Barbosa, 780 – Agronômica – Florianópolis - SC CEP: 88025-301
(48) 3221-9202/9200; ccr@saude.sc.gov.br '''São José''' - Centro de Estimulação e Reabilitação em Transtorno do Espectro Autista – CERTEA – Fone: (48) 32884311– Rua João C. da Rosa, 100, bairro Praia Comprida, São José – SC.
'''Criciúma''' - Centro Especializado em Reabilitação – CER II – Física e Intelectual: Regiões de Saúde Carbonífera e Extremo Sul – UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense Endereço: Av. Universitária, 1.105 - Bairro Universitário - Criciúma – SC CEP 88.806-000 Cx. Postal 3167
(47) 3702-6555; cer@furb.br
O CCR, (Centro Catarinense de Reabilitação) situado em Florianópolis, por exemplo, é habilitado pelo Ministério da Saúde em Centro Especializado em Reabilitação Física e intelectual (CER II), desde 03/05/2013. E, oferece o '''Serviço de Reabilitação Intelectual e Transtorno do Espectro do Autismo (RIA)''' que tem por objetivo oferecer serviço especializado interdisciplinar a indivíduos com deficiência intelectual e/ou transtorno do espectro autista, visando a maior independência e integração social, independente da faixa etária, . Fornece atendimento para pessoas que residam nos municípios vinculados à macrorregião de saúde da Grande Florianópolis.Possui equipe multidisciplinar formada por profissionais de '''Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Neurologia, Psicologia e Terapia Ocupacional'''.O agendamento Temos um CER III em construção na macrorregião Grande Oeste, em São Miguel do Oeste, o CER da Serra está em processo de qualificação de porte pra ser um CER III (atenderá, também, reabilitação auditiva) e está em processo de habilitação outro CER II na macrorregião da avaliação Grande Florianópolis. == SOLICITAÇÃO DE ATENDIMENTO VIA SUS == ''' A porta de ingresso entrada nestes serviços é realizada nos Centros a Unidade Básica de Saúde (UBS)'''. Sendo a regulação e agendamentos geridos pelas Centrais de Regulação Ambulatoriais Municipais. <span style="color:blue">'''Solicitação em Santa Catarina:'''</span> '''Entre os CER, apenas o Centro Catarinense de Reabilitação – Reabilitação Intelectual e Autismo (CCRRIA), em Florianópolis, está sob gestão estadual''', e a regulação médica e os agendamentos são realizados pela Central Estadual de Regulação. Também está vigente a Deliberação 009/CIB/2020, que descreve o Protocolo de acesso e classificação de risco para as Centrais de Regulação Ambulatoriais Municipais. Cada CER, possui seu Protocolo de acesso e classificação de risco, definido e pactuado regionalmente <ref> [https://www.cosemssc.org.br/wp-content/uploads/2020/05/DELIBERA%C3%87%C3%83O-009-CIB-2020-PROTOCOLOS-APAE.pdf DELIBERAÇÃO 009/CIB/2020] </ref>. == CONSIDERAÇÕES FINAIS == É importante destacar que a reabilitação é um processo com duração limitada, com objetivo definido, destinado a permitir que a pessoa com o encaminhamento DI/TEA tenha acesso a recursos e alternativas para que se ampliem seus laços sociais favorecendo sua inserção e participação em contextos diversos. O planejamento terapêutico realizado nestas instituições é definido pelas equipes após discussão com os pais/cuidadores, através do PTS/PTC – Projeto terapêutico singular/ Projeto terapêutico compartilhado, uma ferramenta dinâmica de acompanhamento terapêutico que envolve um profissional da área plano de cuidados personalizado, modular, que não é fixo, e deve buscar o formato colaborativo entre os diferentes pontos da rede de atenção à saúde por meio . Deve ser feito no início do Sistema tratamento, registrado e reavaliado, especialmente pela Reabilitação Intelectual, para verificar quais objetivos foram atingidos e quais ainda não, adequando o necessário e/ou permitindo a chegada de novos usuários. Prevê a elaboração de Regulação objetivos específicos a serem trabalhados acurto, médio e longo prazo, reconhecendo as prioridades que o indivíduo/família elencam (SISREGo que para ele é mais importante e/ou viável) e o que do Sistema Único ponto de Saúde vista da(s) equipe(SUSs)é mais urgente e/ou viável. Através dele, o paciente será avaliado em suas metas, mantido ou não em atendimento, '''sendo indicado uma revisão semestral'''.
'''A metodologia e indicação de modalidades específicas para cada caso, ABA, BOBATH e outros, são definidos pela equipe de atendimento nos serviços estaduais DI/TEA e não há, até o momento nenhuma referência, lei ou normativa do Ministério da Saúde que obrigue a oferta destas especificidades terapêuticas. Tampouco há referência ministerial quanto a implementação desses modelos de trabalho, como passiveis de execução no SUS, pois, no caso do método ABA, por exemplo, seriam atendimentos de segunda a sexta, com períodos de 2 até 4 horas por dia, para cada criança.'''
== '''CONSIDERAÇÕES FINAIS''' ==Algumas terapias complementares, como a Equoterapia e Hidroterapia, também dependem da avaliação individual do usuário, pela equipe dos serviços estaduais de DITEA.
'''Devemos enfatizar que não há uma abordagem única e insubstituível Neste momento, a SES/SAS/DAES/GEHAR/ATPCD está direcionando ações para implementar a ser privilegiada no atendimento Linha de pessoas Cuidado e Atenção à Saúde da Pessoa com transtornos do espectro do autismo. Os técnicos podem escolher entre várias abordagens existentesDI TEA, considerando, caso que prevê a casoqualificação da elegibilidade, sua efetividade e segurança.''' Em especial deve-se levar em conta a singularidade protocolo de cada caso. Independente do método terapêutico utilizado, há a inclusão da orientação e apoio dos pais acesso e cuidadoresrisco aos serviços, incluindo a com possibilidade de visitas e terapias domiciliar quando necessárioampliação da rede, assim como, orientação reorganização dos profissionais em contato com o paciente em ambiente escolarfluxos de trabalho nos pontos de atenção da rede de atenção à saúde. Todos os terapeutas Acreditamos que aplicam métodos específicos devem passar por formação adequada a aprovação e fazer parte de uma equipe multidisciplinarimplementação da linha, viabilizará a realizaçãoda avaliação clínica pelos profissionais do SUS como prévia as definições terapêuticas.
== REFERÊNCIAS ==
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