Mudanças entre as edições de "Detecção pré-natal de infecção pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) 1/2 em gestantes"
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Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis | Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis | ||
(PCDT-IST), a amamentação é a principal forma de transmissão do HTLV para bebês. Costuma ocorrer com 20% a 30% das crianças amamentadas por mães com infecção pelo vírus. | (PCDT-IST), a amamentação é a principal forma de transmissão do HTLV para bebês. Costuma ocorrer com 20% a 30% das crianças amamentadas por mães com infecção pelo vírus. | ||
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Edição das 17h26min de 14 de julho de 2025
Introdução
Os vírus T-linfotrópicos humanos (HTLV)-1 e HTLV-2 foram os primeiros retrovírus humanos oncogênicos identificados no início dos anos 80, sendo considerados atualmente os vírus mais oncogênicos já identificados.
Estes vírus atacam principalmente as células do sistema imunológico, que são responsáveis pela defesa do organismo. Eles têm um forte tropismo por linfócitos T e são transmitidos principalmente por infecção célula-célula. Uma vez adquirida, a infecção pelo HTLV permanece por toda a vida e, embora a maioria das pessoas com a infecção não manifeste sintomas, elas podem transmitir o vírus. A transmissão ocorre por meio de relação sexual desprotegida, do contato com sangue ou tecidos infectados e da mãe para o bebê, durante a gestação, parto ou amamentação.
Existem quatro tipos de HTLV, sendo mais comuns o HTLV 1 e o HTLV 2.
A infecção por HTLV-1 está associada a uma variedade de doenças, neoplásicas como a leucemia de células T do adulto (ATL), doenças inflamatórias não neoplásicas, como mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM) / Paraparesia espástica tropical (TSP) e uveíte pelo HTLV-1 (HU), bem como outras doenças com associações não tão bem estabelecidas como artropatia, pneumopatia, dermatite, exocrinopatia e miosite.
A ATL é definida como crescimento clonal neoplásico de células T infectadas por HTLV-1, altamente agressiva, e é caracterizada por características clínicas únicas, incluindo hipercalcemia e infiltração grave de células leucêmicas em órgãos.
A HAM e a HU caracterizam-se por infiltração de linfócitos infectados pelo HTLV-1 e produção desregulada de citocinas.
DETECÇÃO PRÉ-NATAL de infecção pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) 1/2
Estima-se que existem, no mundo, entre 15 e 20 milhões de pessoas afetadas pelo HTLV 1/2 (HTLV dos tipos 1 e 2). A quantidade de pessoas infectadas aumenta com a idade, especialmente entre mulheres.
Identificar a infecção em grávidas, antes do parto, é uma estratégia para prevenir a transmissão da mãe para o bebê.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT-IST), a amamentação é a principal forma de transmissão do HTLV para bebês. Costuma ocorrer com 20% a 30% das crianças amamentadas por mães com infecção pelo vírus.
Como a infecção pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) é detectada no SUS
O diagnóstico da infecção pelo HTLV é feito por meio de exames de sangue.
O teste do tipo ELISA consegue detectar a presença de anticorpos contra o vírus, mas não diferencia o tipo de HTLV, correspondendo a um teste de triagem; enquanto os testes Western Blot (WB) e o PCR, além de detectarem, são capazes de dizer o tipo do vírus que causou a infecção e são utilizados apenas nos casos de resultado positivo, para confirmar a infecção, identificar o tipo do vírus e, com isso, favorecer a escolha do tratamento adequado.
Os testes ELISA, que servem para triagem, assim como PCR e Western Blot (WB), para confirmação/definição do tipo do vírus, estão disponíveis no SUS, porém para outras indicações.