Mudanças entre as edições de "Radiofármacos"

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O setor de medicina nuclear do País, cujos procedimentos para diagnóstico ou terapia utilizam radiofármacos, conta com 432 serviços de medicina nuclear (SMN) distribuídos por todo o território brasileiro. Os radiofármacos fornecidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) propiciam a realização de aproximadamente um milhão e meio de procedimentos de medicina nuclear por ano, sendo que aproximadamente 30% contam com cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). <ref> [http://www.cnen.gov.br/radiofarmacos Comissão Nacional de Energia Nuclear] Acesso em: 24/01/20178 </ref>
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==Informações gerais==
  
Os radiofármacos são compostos, sem ação farmacológica, que têm na sua composição um radionuclídeo, e são utilizados em Medicina Nuclear para diagnóstico e terapia de várias doenças. As características físico-químicas do radiofármaco determinam a sua farmacocinética, isto é, a sua fixação no órgão alvo, metabolização e eliminação do organismo, enquanto que as características físicas do radionuclídeo determinam a aplicação do composto em diagnóstico ou terapia. Além das aplicações em Medicina Nuclear, a radioatividade tem sido aplicada em Medicina sob diferentes formas:
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A medicina nuclear no Brasil conta com 432 serviços especializados espalhados pelo país. Nesses locais, são realizados cerca de 1,5 milhão de procedimentos por ano com o uso de radiofármacos — substâncias que contêm material radioativo e são usadas para diagnóstico e tratamento de diversas doenças. Cerca de 30% desses procedimentos têm cobertura do SUS <ref>[http://www.cnen.gov.br/radiofarmacos Comissão Nacional de Energia Nuclear]</ref>.
• Fonte de radiação externa ao organismo, em radiologia e radioterapia convencional;
 
• Radioesterilização de produtos e materiais com utilização médica;
 
• Doseamento de hormônios
 
  
A escolha de um radionuclídeo para o desenvolvimento de um radiofármaco para aplicação em diagnóstico ou terapia em Medicina Nuclear depende principalmente das suas características físicas, nomeadamente o tipo de emissão nuclear, tempo de meia-vida e energia das partículas e/ou radiação eletromagnética emitida.  
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==Tipos de radiofármacos==
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Os radiofármacos não têm ação farmacológica própria. Sua função depende da radiação emitida pelo radionuclídeo que compõe sua estrutura. Essa radiação pode ser usada para gerar imagens do corpo ou para destruir células doentes, como em alguns tipos de câncer. Eles são classificados em dois grupos principais <ref>[http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v42n2/a02v42n2.pdf Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações] </ref>:
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*'''Radiofármacos de perfusão''', que se distribuem no corpo conforme o fluxo sanguíneo e são amplamente utilizados na prática clínica.
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*'''Radiofármacos específicos''', que se ligam a células ou tecidos-alvo com a ajuda de moléculas como anticorpos e peptídeos. Esses são foco das pesquisas atuais, por oferecerem diagnósticos mais precisos e tratamentos mais direcionados.
  
Os radiofármacos utilizados para diagnóstico estão classificados em radiofármacos de perfusão (ou 1ª geração) e radiofármacos específicos (ou 2ª geração). Os radiofármacos de perfusão são transportados no sangue e atingem o órgão alvo na proporção do fluxo sanguíneo. Não têm locais específicos de ligação e pensa-se que são distribuídos de acordo com tamanho e carga do composto. Os radiofármacos específicos são direcionados por moléculas biologicamente ativas, como, por exemplo, anticorpos e peptídeos, que se ligam a receptores celulares ou são transportados para o interior de determinadas células. A capacidade da biomolécula reconhecer os receptores vai determinar a fixação do radiofármaco no tecido pretendido e não deverá ser alterada com a incorporação do radionuclídeo. A maior parte dos radiofármacos em uso clínico corresponde a radiofármacos de perfusão, mas atualmente são os radiofármacos específicos que detêm a atenção da investigação na área da química radiofarmacêutica. <ref> [OLIVEIRA, Rita et al . Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações. Rev. Bras. Cienc. Farm.,  São Paulo ,  v. 42, n. 2, p. 151-165,  June  2006 .  Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322006000200002&lng=en&nrm=iso>. access on  24  Jan.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-93322006000200002.] </ref>
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Além da medicina nuclear, a radioatividade também é usada em radioterapia, esterilização de materiais médicos e em exames hormonais.
  
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==Centros autorizados==
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*[https://appasp2019.cnen.gov.br//seguranca/cons-ent-prof/entidades-aut-cert.asp '''Clique aqui'''] para acessar as instalações autorizadas.
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*Mais informações podem ser acessadas em [https://www.gov.br/cnen/pt-br Comissão Nacional de Energia Nuclear].
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==Referências==
 
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Edição atual tal como às 18h33min de 31 de março de 2025

Informações gerais

A medicina nuclear no Brasil conta com 432 serviços especializados espalhados pelo país. Nesses locais, são realizados cerca de 1,5 milhão de procedimentos por ano com o uso de radiofármacos — substâncias que contêm material radioativo e são usadas para diagnóstico e tratamento de diversas doenças. Cerca de 30% desses procedimentos têm cobertura do SUS [1].

Tipos de radiofármacos

Os radiofármacos não têm ação farmacológica própria. Sua função depende da radiação emitida pelo radionuclídeo que compõe sua estrutura. Essa radiação pode ser usada para gerar imagens do corpo ou para destruir células doentes, como em alguns tipos de câncer. Eles são classificados em dois grupos principais [2]:

  • Radiofármacos de perfusão, que se distribuem no corpo conforme o fluxo sanguíneo e são amplamente utilizados na prática clínica.
  • Radiofármacos específicos, que se ligam a células ou tecidos-alvo com a ajuda de moléculas como anticorpos e peptídeos. Esses são foco das pesquisas atuais, por oferecerem diagnósticos mais precisos e tratamentos mais direcionados.

Além da medicina nuclear, a radioatividade também é usada em radioterapia, esterilização de materiais médicos e em exames hormonais.

Centros autorizados

Referências

  1. Ir para cima Comissão Nacional de Energia Nuclear
  2. Ir para cima Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações