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Eletroneuromiografia (ENM)

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A Eletroneuromiografia (ENM)
== A Eletroneuromiografia (ENM) ==
A eletroneuromiografia (ENMGENM) é o principal exame de neurofisiologia clínica disponível para avaliação funcional do sistema nervoso periférico e da musculatura esquelética, sendo regulamentada no Brasil pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC). Trata-se de um procedimento diagnóstico que integra duas técnicas complementares: os estudos de condução nervosa (ECN) e a eletromiografia com agulha (EMG).
Enquanto os ECN avaliam a integridade funcional das fibras nervosas mielinizadas por meio de respostas à estimulação elétrica, a EMG com agulha registra a atividade elétrica muscular em repouso e durante contração voluntária, oferecendo informações sobre a unidade motora e o músculo em si.
Na prática clínica, a relevância da eletroneuromiografia ENM reside em sua capacidade de localizar a lesão, determinar o tipo de comprometimento — como axonal, desmielinizante ou misto e ainda fornecer dados prognósticos. Isso posiciona o exame como ferramenta indispensável no raciocínio diagnóstico de sintomas como fraqueza, parestesias, dor neuropática e atrofia muscular, situações frequentes tanto no ambulatório especializado quanto na enfermaria neurológica.
O exame de Eletroneuromiografia é regulamentado no Brasil pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC) e definido no Projeto Diretrizes (iniciativa conjunta do Conselho Federal de Medicina - CFM e da Associação Médica Brasileira - AMB) como uma avaliação eletrodiagnóstica, sendo precedido por anamnese e exame físico dirigidos, ambos enquadrados como atos médicos nos termos da Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013).
Se trata de um exame dinâmico que exige interpretação em tempo real pelo médico neurofisiologista. Durante a execução, frequentemente há necessidade de ajustes no planejamento inicial, com redirecionamento das hipóteses diagnósticas em resposta aos achados obtidos. Estudos demonstram que a ENMG resulta em mudanças na hipótese diagnóstica inicial em 52% dos casos e alterações no manejo clínico em 63% dos pacientes (Lindstrom & Ashworth, 2018).
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