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Informações Sobre a Doença
==Informações Sobre a Doença==
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, infecciosa crônica, de evolução lenta, provocada causada pelo ''bacilo álcool-ácido resistente Mycobacterium leprae''. Está associada a condições de vulnerabilidade social, incluindo à pobreza e acesso limitado à moradia, alimentação, educação e serviços de saúde. A hanseníase afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo levar a neuropatias, deformidades e incapacidades funcionais, especialmente em mãos, pés e olhos, sobretudo quando o diagnóstico é tardio (2). As sequelas físicas resultam em impactos funcionais e psicológicos importantes, com redução da autoestima, autossegregação e exclusão social, fatores que dificultam o diagnóstico precoce, a adesão ao tratamento e o enfrentamento do estigma. O M. leprae é um parasita intracelular obrigatório, de replicação lenta e não passível de cultivo em meio in vitro, o que limita o conhecimento sobre mecanismos de transmissão, suscetibilidade e tropismo neural. É uma das doenças mais antigas da história da humanidadeAcredita-se que a transmissão ocorra principalmente pela inalação de gotículas eliminadas por indivíduos não tratados com alta carga bacilar, sendo as vias aéreas superiores a principal porta de entrada. A partir delas, o bacilo dissemina-se, predominantemente por via hematogênica, para pele, mucosas, nervos e outros tecidos. O período de incubação é variável, também conhecida como lepracom média de cinco anos.<ref>[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-124-teste-de-deteccao-molecular-qualitativa-do-mycobacterium-leprae/@@display-file/file Relatório de recomentação para o Teste de detecção molecular qualitativa do Mycobacterium leprae para auxiliar o diagnóstico de hanseníase em pacientes com lesões suspeitas e baciloscopia negativa]</ref>  
Acomete especialmente pele, mucosas e nervos periféricos, ocasionando deformidades e incapacidades físicas com relevante impacto social, na qualidade de vida e autoestima dos pacientes, face a estigmatização da doença. Mesmo sendo uma doença milenar, ainda existem perguntas a serem respondidas devido a dificuldades quanto ao entendimento mais aprofundado sobre a transmissão, suscetibilidade, tropismo e acometimento neural, uma vez que o bacilo não se desenvolve in vitro.
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