O National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do sistema de saúde britânico recomenda que a fixação esquelética direta de próteses de membros, por meio de implante intraósseo transcutâneo, pode ser adotada enquanto mais evidências são produzidas. No entanto, seu uso deve ocorrer exclusivamente sob condições rigorosas de governança clínica, com adequado consentimento do paciente e dentro de processos de auditoria ou pesquisa.
A Canadian Agency for Drugs & Technologies in Health (CADTH), do a sistema de saúde canadense, relata que uma revisão sistemática apresentou dados de custos baseados em um único estudo publicado em 2013, que comparou implantes protéticos osteointegrados (OI) com próteses de encaixe. Os resultados indicaram que os custos médios anuais totais - incluindo prótese, serviços, reparos e ajustes - foram 14% menores no grupo Ol em relação às próteses de encaixe (€ 3.149 versus € 3.672, respectivamente). Observou-se, ainda, menor número de consultas ambulatoriais entre usuários de Ol (3,1 versus 7,2 consultas por ano). Entretanto, os custos de materiais foram mais elevados nesse grupo, o que resultou em custos médios anuais globais semelhantes entre as duas abordagens. Cabe destacar que o estudo não considerou custos relevantes, como os relacionados ao implante, aos procedimentos cirúrgicos, à hospitalização, ao acompanhamento médico e ao
manejo de possíveis complicações. Como conclusão, a CADTH ressalta que a qualidade das evidências que sustentam o uso de implantes osteointegrados para amputações de membros inferiores é, de modo geral, baixa. Assim, enfatiza-se a necessidade de estudos comparativos robustos, dados de segurança de longo prazo e análises de custo-efetividade mais abrangentes
Não foram identificadas análises de custo efetividade por agências no cenário nacional. Assim como não há Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, nem parecer da CONITEC sobre esta situação clínica.
== Referências ==