Os inibidores da colinesterase e o tratamento imunossupressor são eficazes na maioria dos casos e a resposta à plasmaférese e imunoglobulina é frequentemente notável. A resposta aos tratamentos pode ser útil na confirmação do diagnóstico em pacientes com autoanticorpos indetectáveis. <ref>[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2021/20210422_relatorio_598_antiach_miastenia_gravis_.pdf]</ref>
== Diagnóstico ==
O diagnóstico da MG baseia-se tanto nas manifestações clínicas neuromusculares como também nas provas sorológicas e estudo eletroneuromiográfico.
A sensibilidade diagnóstica varia consideravelmente dependendo se o paciente tem apresentação ocular ou generalizada.
Os exames de eletroneuromiografia ou dosagem sérica de anticorpos são confirmatórios e essenciais para o diagnóstico da doença.
- Eletroneuromiografia: a eletroneuromiografia é utilizada para avaliação de pacientes com potencial disfunção da junção neuromuscular, variando a sensibilidade conforme o segmento anatômico. O estudo será positivo caso seja registrado um decremento do potencial de ação muscular composto maior que 10% na comparação entre o primeiro e o quarto ou quinto estímulo.
- Eletroneuromiografia de fibra única: método eletrofisiológico de avaliação do potencial de ação seletivo de uma única fibra muscular, considerado o mais sensível para diagnóstico das desordens de junção neuromuscular. O teste apresenta alta sensibilidade para diagnóstico de MG e é especialmente útil para diagnóstico das formas mais leves de MG, especialmente aquelas com sintomas puramente oculares, bem como em casos em que a estimulação nervosa repetitiva seja normal e ainda permaneça a suspeita diagnóstica. Além do custo, a técnica para realização requer treinamento específico para que sejam reproduzidos resultados confiáveis e consistentes, o que faz com que o método não seja amplamente difundido no Brasil.
- Dosagem sérica de anticorpos: o exame laboratorial mais comumente utilizado mede a quantidade de anti-AChR.
Existem 3 subtipos de anticorpos: ligador, modulador e bloqueador. Embora o ligador seja o mais importante, a presença de qualquer um dos três confirma o diagnóstico. Os pacientes com ausência de anti-AChR podem apresentar anticorpos anti-MuSK.
- Outros exames: uma vez confirmado o diagnóstico, deve-se investigar a ocorrência concomitante de outras doenças frequentemente associadas, como investigação radiológica do mediastino, para avaliação do timo.
A produção de anti-AChR pode ser determinada no soro de até 95% dos pacientes com a forma não congênita da MG que é uma doença autoimune que tem como alvo os receptores nicotínicos de acetilcolina na membrana pós simpática da junção neuromuscular, pela ação dos linfócitos T e B ativados os quais aderem aos receptores e ativam a via do complemento, responsável pela lise final do receptor. Pessoas normais podem ter autoanticorpos contra receptores de acetilcolina em pequena quantidade sem desenvolver a doença. O ligador é o mais comum dos três e se liga ao receptor da acetilcolina. O anticorpo bloqueador impede a ligação da acetilcolina ao receptor acetilcolínico ou desloca a acetilcolina do complexo acetilcolina-receptor acetilcolínico. Já o anticorpo modulador acelera a taxa de internalização e degradação
do receptor de acetilcolina.Conforme especialistas que participaram da revisão do PCDT de MG, a dosagem de anticorpos do tipo ligador é a mais utilizada e mais adequada.
== Recomendação da CONITEC ==