Pacientes com COVID-19 que necessitam de internação em UTI por insuficiência respiratória aguda determinada por pneumonia viral, geralmente apresentam aumento da frequência respiratória e hipoxemia, podendo evoluir para sepse e choque séptico,
falência de múltiplos órgãos, incluindo lesão renal aguda e lesão cardíaca.A alta transmissão das novas variantes do SARS-CoV-2, associadas às incertezas sobre a duraçãoda proteção e a efetividade das vacinas atuais contra variantes e subvariantes emergentes dovírus, demandam tratamentos mais eficazes para o COVID-19.
<ref>[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2022/20221229_relatorio_db_-tratamentohospitalarmedicamentosocovid-19_798_final.pdf Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 – Capítulo 2: Tratamento Medicamentoso]</ref>
== Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 – Capítulo 2: Tratamento Medicamentoso ==
A [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2022/20221229_portaria_sctie_ms_n180.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 180/, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2022] <ref>[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2021/20220103_portaria_79.pdf Portaria SCTIE/MS nº 79/2021 SCTIE/MSnº 79/2021 - Publicada em 03/01/Nº 180, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2022]</ref> aprovou o as [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2022/20221229_relatorio_db_-tratamentohospitalarmedicamentosocovid-19_798_final.pdf Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 – Capítulo 2: Tratamento Medicamentoso].
* '''Critérios Esta PORTARIA SCTIE/MS Nº 180, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2022 Torna pública a decisão de Inclusãoatualizar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, as Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19 - Capítulo 2:''' Tratamento Medicamentoso.
Esta PORTARIA SCTIE/MS Nº 79- Critérios de inclusão: estão contemplados nestas Diretrizes Brasileiras adultos, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2021 Tornou pública a decisão de ampliarambos os sexos, no âmbito do Sistema Único em tratamento em instituições de Saúde - SUSsaúde, o uso da trombectomia mecânica para acidente vascular cerebral isquêmico agudo com janela suspeita clínica ou diagnóstico confirmado de sintomas maior do que 8h e menor que 24hinfecção pelo SARSCoV-2.
Conforme determina o art. 25 do Decreto nº 7.646/2011, - Critérios de exclusão: as áreas técnicas terão o prazo máximo de 180 (cento presentes Diretrizes Brasileiras não abrangem gestantes e oitenta) dias para efetivar a oferta no SUSpacientes em tratamento ambulatorial ou domiciliar.
==Descrição do ProcedimentoAbordagem Terapêutica==
A trombectomia mecânica Acredita-se que dois processos principais conduzem a patogênese da COVID-19. No início do curso clínico, a doença é um procedimento cirúrgico que inclui o uso de cateteres para conduzir um dispositivo até um vaso que apresenta uma oclusão por um coágulo obstrutivo ou material estranhocausada principalmente pela replicação do SARS-CoV-2. Os dispositivos Mais tardiamente, a serem introduzidos podem doença parece ser um "stent" autoexpansível removívelimpulsionada por uma resposta imune e inflamatória desregulada ao SARS-CoV-2 que leva a danos teciduais. Com base nesse entendimento, prevê-se que se integra ao trombo e depois é retirado, extraindo as terapias antivirais teriam o trombo maior efeito no início do curso da circulação ou um sistema de aspiração que aspira o trombodoença, desobstruindo a artéria. Há uma série de técnicas diferentes para este procedimento. Este procedimento é detalhado no Manual de Codificação dos Procedimentos em Neurocirurgia (MCPN) enquanto as terapias imunossupressoras/anti-inflamatórias provavelmente seriam mais benéficas nos estágios posteriores da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)COVID-19.
E recomendada para Poucas terapias medicamentosas mostraram-se eficazes no tratamento da COVID-19, em pacientes hospitalizados, em especial agindo na resposta imunomoduladora. À exceção de baricitinibe e tocilizumabe em pacientes em uso de oxigênio suplementar e corticosteroides,não há outras terapias que apresentam oclusão mostraram benefício na prevenção de grandes vasos na circulação anterior e atendam a critérios desfechos clinicamente relevantes como: desequilíbrio entre as imagens clínicas, combinação do escore NIHSS mortalidade e evolução para ventilação mecânica. Algum benefício marginal pode ser obtido com o uso de achados nas imagens da TC por perfusão ou RNM ponderada por difusãorendesivir, contudo, seu alto custo não justifica o seu uso comorotina.
Contraindicações: Coagulopatia descompensada e contraindicação clínica (cirurgia recenteDa mesma forma, há incertezas sobre o benefício do uso de anticoagulação terapêutica, devido ao aumento definido no risco de sangramento ativo. Por outro lado, anormalidades a relação risco-benefício para o tratamento de coagulação e história pacientes hospitalizados não-críticos sugere o seu uso em dosesterapêuticas, enquanto que em pacientes críticos deve ser utilizado dose de trauma e hemorragia intracraniana) profilaxia para tromboembolismo venoso. Por sua vez, antimicrobianos devem ser utilizados somente na presença ou anestésicasuspeita de infecção bacteriana associada, não devendo ser utilizados como rotina no paciente com COVID-19.
Cuidados e Precauções● Dessa forma, as seguintes terapias medicamentosas estão indicadas no tratamento do paciente hospitalizado com COVID-19: Deve-se tomar medidas de precauções Anticoagulantes em dose profilática para evitar as complicações do procedimentotromboembolismo venoso, que incluem: problemas no local em pacientes críticos (em uso de acesso (lesão medicamentos vasoativos, terapia de vasos / nervossubstituição renal, hematoma no local cânula nasal de acesso e infecção na virilhaalto fluxo - CNAF, ventilação não invasiva - VNI - ou ventilação mecânica invasiva – VMI) com COVID-19, podendo ser usada heparina sódica não-fracionada (5.000 UI SC 8/8hs) ou enoxaparina sódica (40 mg SC 1x dia), enquanto o paciente estiver hospitalizado; complicações relacionadas ao dispositivo nos pacientes não-críticos (vasoespasmosem necessidade de medicamentos vasoativos, perfuração e dissecção arterialterapia de substituição renal, CNAF, VNI ou VMI) com COVID-19, anticoagulação em doses terapêuticas, descolamento podendo ser heparina sódica não fracionada (bolus 80 UI/kg EV + manutenção 18 UI/kg/ posicionamento incorreto do dispositivohora); hemorragia intracerebral sintomática; hemorragia subaracnóide; embolização em território de vaso novo ou alvo. Outras complicações incluem: relacionadas ao anestésicoenoxaparina sódica (1 mg/contraste, hemorragia pós-operatóriakg SC a cada 12 horas), hemorragia extracraniana e pseudoaneurismaenquanto o paciente estiver hospitalizado.
==Padronização ● Corticosteroides nos pacientes com uso de O2 suplementar, sendo o uso preferencial de dexametasona intravenoso ou via oral, na dose de 6 mg/dia, por 10 dias. ● Tocilizumabe (dose única de 8 mg/kg) em pacientes em uso de oxigênio suplementar por cateter nasal de baixo fluxo ou máscara. Pode ser administrada uma segunda dose de tocilizumabe, caso não ocorra melhora entre 12h a 24 horas após uso do medicamento; ● Tocilizumabe (dose única de 8 mg/kg) 25-38 ou baracitinibe (dose 4 mg/dia durante 14 dias)39-42 em pacientes em uso de CNAF ou VNI. Paratocilizumabe, caso não ocorra melhora em 12 a 24 horas após uso do SUS==medicamento, uma segunda dose pode ser administrada; Adicionalmente: Conforme ● Os antimicrobianos não devem ser utilizados como rotina, devendo ser considerados somente naqueles pacientes com suspeita de infecção bacteriana associada.Há incertezas sobre a tabela SIGTAP/SUS o código magnitude do benefício do procedimento cirúrgicorendesivir em pacientes hospitalizados com 19 COVID-19, em especial aqueles em uso de oxigênio suplementar por cateter nasal de baixo fluxo ou máscara. Apesar de não ser possível descartar potencial benefício, as incertezas associadas ao elevado custo não justificam seu uso como rotina. Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles:azitromicina, cloroquina ou hidroxicloroquina, colchicina, ivermectina, lopinavir + ritonavir e plasma convalescente.
04.03.07.017-1 - TRATAMENTO DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO AGUDO COM TROMBECTOMIA MECÂNICA, é o "PROCEDIMENTO TERAPÊUTICO ENDOVASCULAR REALIZADO COM O APOIO DA ARTERIOGRAFIA PARA CONDUZIR DISPOSITIVOS ATÉ UMA ARTÉRIA CEREBRAL QUE ESTÁ OCLUÍDA E PROMOVER A RETIRADA DE TROMBO. UTILIZADO PARA A DESOBSTRUÇÃO INTRALUMINAL DO AVC ISQUÊMICO AGUDO EM GRANDES VASOS DA CIRCULAÇÃO ANTERIOR DE PACIENTES COM IDADE SUPERIOR A 18 ANOS, COM JANELA TERAPÊUTICA DE NO MÁXIMO 24 HORAS DE EVOLUÇÃO DOS SINTOMAS CONFORME ESCALA DO NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH STROKE SCALE (NIHSS) NA ADMISSÃO. INCLUI CONJUNTO DE DISPOSITIVOS PARA A RETIRADA DO TROMBO - INCLUSIVE OS CATETERES GUIA DE BALÃO NEUROVASCULAR, INTRODUTOR NEUROVASCULAR LONGO E DE ACESSO DISTAL NEUROVASCULAR PARA ASPIRAÇÃO E O SISTEMA DE ASPIRAÇÃO, BEM COMO QUAISQUER OUTROS DISPOSITIVOS NECESSÁRIOS, QUER SEJAM DO TIPO STENT-RETRIEVER, DO TIPO ASPIRAÇÃO OU DE QUALQUER OUTRO TIPO DESENVOLVIDO PARA TAL FINALIDADE."==Deliberação Final==
Os membros da Conitec, presentes na sua 13ª Reunião Extraordinária, realizada no dia 21 de dezembro de 2022, deliberaram, por unanimidade, recomendar a atualização das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 – Capítulo 2: Tratamento Medicamentoso.
== Referências ==
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