Porém, ainda estão sendo verificados dados disponíveis nesse estudo sobre um possível aumento no número de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares no grupo de pacientes utilizando omalizumabe em relação ao grupo controle. Os eventos trombóticos arteriais observados incluíram acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório, infarto do miocárdio, angina instável e morte cardiovascular.
Portanto, ainda não foram publicados dados sobre a segurança do medicamento a longo prazo em relação a esses fatores. Além disso, não existem estudos sobre a duração de tratamento e se a eficácia do medicamento depende ou não de alguns fatores imunológicos que variam de acordo com o paciente (quantidade de IgE sérica e outros marcadores atualmente ainda desconhecidos). Ou seja, ainda faltam informações importantes para a decisão de incorporação (ou não) do medicamento no SUS, e se o medicamento é realmente seguro.
Uma revisão sistemática realizada por Bahadori et al., 2010 avaliou o custo-efetividade do tratamento da asma e relatou que a terapia de manutenção com corticosteróides inalados é muito rentável. Em pacientes asmáticos não controlados com corticosteróides, a combinação de um corticosteróides / agonista beta-2 representa um tratamento seguro e custo-efetivo. A estratégia simplificada usando budesonida(*) e formoterol(*) para manutenção e alívio também foi encontrada para ser tão custo-efetiva como o salmeterol / fluticasona além de salbutamol(*).<ref> Bahadori K; Quon BS; Doyle-Waters MM; Marra C; Fitzgerald JM. A systematic review of economic evaluations of therapy in asthma. J Asthma Allergy; 3: 33-42, 2010. </ref>