Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com feridas crônicas e do pé diabético

Revisão de 21h03min de 28 de abril de 2026 por Anonimo (Discussão | contribs) (Criou página com '== Informações Sobre a Doença == Feridas crônicas A prevalência e a incidência das feridas crônicas vêm aumentando em função do envelhecimento da população e co...')
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)

Índice

Informações Sobre a Doença

Feridas crônicas

A prevalência e a incidência das feridas crônicas vêm aumentando em função do envelhecimento da população e consequentemente, de condições crônicas associadas. Dentre as etiologias mais comuns das feridas crônicas destacam-se as venosas, arteriais e neuropáticas. Apresentam-se como lesões cutâneas que persistem por um período prolongado, geralmente superior a três meses e que não respondem aos processos normais de cicatrização. Essa condição multifatorial resulta de uma complexa interação entre fatores locais e sistêmicos que comprometem a integridade tecidual e a capacidade de reparo.

1- Úlceras venosas crônicas

A doença venosa crônica (DVC) dos membros inferiores é causada pela hipertensão venosa devido ao refluxo das válvulas venosas ou à obstrução do fluxo venoso, afetando uma proporção significativa da população.

A úlcera venosa, manifesta-se no terço inferior da perna, geralmente causando sintomas como sensação de peso, dor e coceira. O tempo de cicatrização pode variar de seis semanas a vários anos.

2- Úlceras arteriais crônicas

As úlceras arteriais são menos comuns que as úlceras venosas. Esse tipo de úlcera está frequentemente associado à doença arterial periférica (DAP), sendo a aterosclerose sua principal etiologia, uma vez que promove a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo devido ao acúmulo de placas lipídicas e outros materiais na parede arterial, levando à isquemia tecidual, necrose celular e formação das lesões. A incidência é muito maior em pessoas com fatores de risco como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia.

3- Feridas do pé diabético

O diabetes é uma condição amplamente prevalente, com elevada morbimortalidade, figurando entre as principais causas de insuficiência renal, amputações de membros inferiores, cegueira e doenças cardiovasculares. O pé diabético, conforme definição do Grupo de Trabalho Internacional Sobre Pé Diabético (IWGDF - International Working Group on the Diabetic Foot) é a infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos moles associadas a alterações neurológicas e vários graus de doença arterial periférica nos membros inferiores. A neuropatia periférica é o principal fator desencadeante da perda da sensibilidade protetora dos pés (térmica, dolorosa e tátil) e sua presença é estimada em mais de 80% dos casos de úlceras no pé diabético. Frequentemente leva a úlceras de pressão plantar e a alterações osteoarticulares, que, por sua vez, evoluem para a neuroartropatia de Charcot. Dentre os cofatores comuns que aumentam a morbidade da doença e o risco de amputação nessa população estão a obesidade, DAP e distúrbios imunológicos e metabólicos. O risco de recorrência de úlceras do pé diabético após a cicatrização é estimado em aproximadamente 40% em 12 meses após a primeira ocorrência da lesão. Estima-se que aproximadamente 25% dos pacientes com diabetes terão úlceras ao longo da vida. As infecções do pé diabético representam a complicação mais comum que resulta em hospitalização de indivíduos com diabetes, sendo a principal causa de amputação nesse grupo de pacientes. Estima-se que até 17% dos portadores de uma úlcera de pé diabético infectada evoluem para amputação em um período de um ano, enquanto 10% sofrem reinfecção após a cicatrização da lesão.

[1]

O Relatório de Recomendação

O Relatório de Recomendação da CONITEC

Descrição Técnica da Tecnologia

Recomendação Final da Conitec

Padronização do SUS

Referências