O M. leprae é um parasita intracelular obrigatório, de replicação lenta e não passível de cultivo em meio in vitro, o que limita o conhecimento sobre mecanismos de transmissão, suscetibilidade e tropismo neural. Acredita-se que a transmissão ocorra principalmente pela inalação de gotículas eliminadas por indivíduos não tratados com alta carga bacilar, sendo as vias aéreas superiores a principal porta de entrada. A partir delas, o bacilo dissemina-se, predominantemente por via hematogênica, para pele, mucosas, nervos e outros tecidos. O período de incubação é variável, com média de cinco anos. <ref>[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-124-teste-de-deteccao-molecular-qualitativa-do-mycobacterium-leprae/@@display-file/file Relatório de recomentação para o Teste de detecção molecular qualitativa do Mycobacterium leprae para auxiliar o diagnóstico de hanseníase em pacientes com lesões suspeitas e baciloscopia negativa]</ref>
Acomete especialmente pele, mucosas e nervos periféricos, ocasionando deformidades e incapacidades físicas com relevante impacto social, na qualidade de vida e autoestima dos pacientes, face a estigmatização da doença. Mesmo sendo uma doença milenar, ainda existem perguntas a serem respondidas devido a dificuldades quanto ao entendimento mais aprofundado sobre a transmissão, suscetibilidade, tropismo e acometimento neural, uma vez que o bacilo não se desenvolve in vitro.
De acordo com a OMS, em 2023 foram registrados 182.815 casos novos de hanseníase no mundo, correspondendo a uma taxa de detecção de 22,7 casos por 1 milhão de habitantes, sendo que
10.322 novos casos ocorreram em menores de 15 anos.
Acomete especialmente peleO Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial em número absoluto de casos. Segundo o Boletim Epidemiológico da Hanseníase (2021), mucosas e nervos periféricosem 2019 foram notificados 27.864 casos novos, sendo 78, ocasionando deformidades 4% multibacilares e incapacidades físicas com relevante impacto social5, na qualidade 5% em menores de vida e autoestima dos 15 anos. Entre 23.843 pacientesavaliados, face a estigmatização da doença. Mesmo sendo uma doença milenar9, ainda existem perguntas a serem respondidas devido a dificuldades quanto ao entendimento mais aprofundado sobre a transmissão, suscetibilidade, tropismo e acometimento neural, uma vez que o bacilo não se desenvolve in vitro9% apresentaram grau 2 deincapacidade física.
Atualmente a estratégia global para hanseníase 2021-2030 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) redefiniu a meta para eliminação da doença, definida pela interrupção da transmissão e no alcance de zero infecção e doença, zero incapacidade, zero estigma e zero discriminação.