Mudanças entre as edições de "Lentes esclerais estéticas"
(→Adaptação de próteses no SUS) |
(→Adaptação de próteses no SUS) |
||
| Linha 19: | Linha 19: | ||
== Adaptação de próteses no SUS == | == Adaptação de próteses no SUS == | ||
| − | O procedimento de adaptação de lentes esclerais é realizado e padronizado no âmbito do SUS segundo a Tabela SIGTAP como segue: | + | O procedimento de adaptação de lentes esclerais é realizado e padronizado no âmbito do SUS, segundo a Tabela SIGTAP como segue: |
- Procedimento: 07.01.04.002-5 - LENTE ESCLERAL PINTADA | - Procedimento: 07.01.04.002-5 - LENTE ESCLERAL PINTADA | ||
Edição das 18h52min de 18 de setembro de 2026
Índice
Próteses oculares ou lente escleral estética
A prótese escleral estética, também conhecida como lente escleral estética, é uma lente de contato especialmente projetada para cobrir a parte anterior do olho e, em casos de perda do globo ocular, substituir esteticamente o olho perdido. Ela é utilizada para reabilitar a aparência estética do paciente, restaurando a simetria facial e a forma do olho.
A prótese se encaixa sobre um implante orbitário e sob as pálpebras. Embora muitas vezes referido como um olho de vidro, a prótese ocular assume aproximadamente a forma de uma concha convexa e é feita de acrílico plástico de grau médico. Algumas próteses oculares hoje são feitas de criolitavidro. Uma variante da prótese ocular é uma concha dura muito fina conhecida como concha escleral que pode ser usada sobre um olho danificado ou eviscerado. Os fabricantes de próteses oculares são conhecidos como ocularistas. Uma prótese ocular não fornece visão; isso seria uma prótese visual. Alguém com uma prótese ocular é totalmente cego do lado afetado.
A produção de próteses oculares modernas se expandiu do simples uso de vidro para muitos tipos diferentes de materiais. Nos Estados Unidos, a maioria das próteses oculares personalizadas são fabricadas usando PMMA (polimetil metacrilato) ou acrílico. Em alguns países, especialmente na Alemanha, as próteses ainda são mais comumente feitas de vidro. Os cirurgiões ocularistas sempre trabalharam juntos para tornar os olhos artificiais mais realistas. Durante décadas, todos os esforços e investimentos para melhorar a aparência dos olhos artificiais foram amortecidos pela imobilidade da pupila. Uma solução para este problema foi demonstrada recentemente em um dispositivo baseado em um LCD que simula o tamanho da pupila em função da luz ambiente.
Movimento do implante
O movimento do implante e da prótese são aspectos importantes da aparência cosmética geral após a enucleação e são essenciais para o objetivo ideal de criar um olho realista semelhante em todos os aspectos ao outro olho normal. Existem várias teorias de movimento ocular aprimorado, como o uso de material protético integrado, fixação do implante, cobertura do implante (por exemplo, com tecido escleral) ou sutura dos músculos oculares diretamente ao implante protético. A eficiência da transmissão do movimento do implante para a prótese determina o grau de motilidade protética. O movimento é transmitido a partir de implantes esféricos não porosos tradicionais através da tensão superficial na interface conjuntival-protética e movimento dos fórnices. Os implantes quase integrados possuem superfícies de formato irregular que criam um mecanismo de acoplamento indireto entre o implante e a prótese que confere maior movimento à prótese. Espera-se que a integração direta do implante à prótese por meio de um mecanismo de acoplamento externo melhore ainda mais a motilidade.
Rescaldo de procedimentos cirúrgicos
O cirurgião irá inserir uma prótese temporária no final da cirurgia, conhecida como "stock eye", e encaminhar o paciente a um ocularista, que não é médico, mas ocularista certificado pela American Society of Ocularists. O processo de confecção de uma prótese ocular, ou um olho personalizado, começará, geralmente seis semanas após o procedimento cirúrgico, e normalmente levará até três visitas antes do ajuste final da prótese. Na maioria dos casos, o paciente será ajustado durante a primeira visita, retornará para a pintura manual da prótese e, finalmente, retornará para o ajuste final. Os métodos usados para encaixar, moldar e pintar a prótese geralmente variam entre as necessidades do ocularista e do paciente. Viver com uma prótese ocular requer cuidados, mas muitas vezes os pacientes que tiveram doenças oculares incuráveis, como microftalmia , anoftalmia ou retinoblastoma , conseguem uma melhor qualidade de vida com suas próteses. Os cuidados necessários para uma prótese ocular, além de polimentos regulares e check-ups com ocularistas, normalmente giram em torno da manutenção da umidade e limpeza da prótese.
Adaptação de próteses no SUS
O procedimento de adaptação de lentes esclerais é realizado e padronizado no âmbito do SUS, segundo a Tabela SIGTAP como segue:
- Procedimento: 07.01.04.002-5 - LENTE ESCLERAL PINTADA
Descrição:
LENTE ESCLERAL PINTADA, TRANSPARENTE PARA RECOMPOSICAO ESTETICA DO GLOBO OCULAR PARA PACIENTES QUE SOFRERAM TRAUMATISMO.
- Procedimento: 07.01.04.006-8 - PRÓTESE OCULAR
Descrição
PRÓTESE UTILIZADA PARA RECOMPOSIÇÃO ESTÉTICA DA ANATOMIA DA FENDA PALPEBRAL.
-Procedimento: 07.01.04.014-9 - ADAPTAÇÃO DE OPM OFTALMOLÓGICA
Descrição
PROCESSO CLÍNICO DE ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO PARA USO FUNCIONAL DA ÓRTESE E PRÓTESE OFTALMOLOGICA.
- Procedimento: 07.01.04.015-7 - MANUTENÇÃO DE OPM OFTALMOLÓGICA
Descrição
REALIZAÇÃO DE TROCA POR QUEBRA OU DESGASTE DE PEÇAS DA ÓRTESE E PRÓTESE OFTALMOLOGICA.
O Serviço de Reabilitação Visual e Adaptação de Prótese Ocular (SRV) da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) do Governo de Santa Catarina, presta atendimento ambulatorial a pessoas com deficiência visual (cegos e baixa visão) e com perdas ou atrofias oculares que residem no Estado de Santa Catarina e que, mediante avaliação médica, são elegíveis para o tratamento de reabilitação visual e adaptação de prótese ocular.
O SRV funciona no campus da FCEE, localizado em São José, na Grande Florianópolis, e é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos oftalmologistas especialistas em Baixa Visão, optometrista, assistente social, psicólogo e professores especialistas em Reabilitação Visual, Avaliação Funcional da Visão e Orientação e Mobilidade.
Mais informações pelo telefone (48) 3664-4882 ou no site da FCEE na seção Serviços neste link: https://www.fcee.sc.gov.br/informacoes/servicos-fcee/servico-de-reabilitacao-visual-e-adaptacao-de-protese-ocular-srv
Referências bibliográficas
1. Globo ocular artificial do terceiro milênio BC descoberto em Burnt City, arquivado em 11/04/2012 na Wayback Machine , 10 de dezembro de 2006
4. Sociedade Americana de Ocularistas
5. ^ Lapointe, J; Durette, JF; Harhira, A; Shaat, A; Boulos, PR; Kashyap, R (setembro de 2010). "Uma íris protética 'viva'" . Olho . 24 (11): 1716–1723. doi : 10.1038/eye.2010.128 . PMID 20847748 .
6. Shome, D; Honavar, SG; Raizada, K; Raizada, D (2010). "Movimento do implante e da prótese após a enucleação: um estudo randomizado controlado". Oftalmologia. 117(8): 1638–44. doi:10.1016/j.ophtha.2009.12.035. PMID20417565.
7. Colen, TP; Paridaens, DA; Lemij, HG; Mourits, MP; Van Den Bosch, WA (2000). "Comparação de amplitudes de olhos artificiais com implantes de enucleação esférica de acrílico e hidroxiapatita". Oftalmologia. 107(10): 1889–94. doi:10.1016/S0161-6420(00)00348-1. PMID11013194.
8. Chuah, CT; Cheia, SP; Fong, KS; Por, YM; Choo, CT; Luu, C; Seah, LL (2004). "Implante de hidroxiapatita integrado e implantes não integrados em pacientes asiáticos enucleados". Anais da Academia de Medicina, Cingapura. 33(4): 477–83. PMID15329760.
9. Custer, PL; Kennedy, RH; Woog, JJ; Kaltreider, SA; Meyer, DR (2003). "Implantes orbitais em cirurgia de enucleação: um relatório da Academia Americana de Oftalmologia". Oftalmologia. 110(10): 2054–61. doi:10.1016/S0161-6420(03)00857-1. PMID1
10. Sadiq, SA; Mengher, LS; Lowry, J; Downes, R (2008). "Implantes orbitais integrados - uma comparação de hidroxiapatita e implantes de polietileno poroso". Orbit (Amsterdã, Holanda). 27(1): 37–40. doi:10.1080/01676830701512585. PMID18307145. S2CID24577669.
11. Hornblass, A; Biesman, BS; Eviatar, JA; Nunery, William R. (1995). "Técnicas atuais de enucleação: uma pesquisa de 5.439 implantes intraorbitários e uma revisão da literatura". Cirurgia Plástica Oftálmica e Reconstrutiva . 11 (2): 77–86, discussão 87–88. doi : 10.1097/00002341-199506000-00001 . PMID 7654621 . S2CID 6640588 .
12.Duffy, M., Biesman, B. (2000). "O polietileno poroso expande as opções orbitofaciais". Tempos de Oftalmologia. 25(7): 18.
13. Chen, YH; Cui, HG (2006). "Material de polietileno poroso de alta densidade (Medpor) como um implante orbital não embalado" . Jornal da Ciência da Universidade de Zhejiang B . 7 (8): 679–82. doi : 10.1631/jzus.2006.B0679 . PMC 1533749 . PMID 16845724 .