==Classe terapêuticaRegistro na Anvisa ==
'''SIM''' '''Categoria:''' medicamento '''Classe terapêutica:''' outros produtos anti-hemorrágicos<ref>[https://consultas.anvisa.gov.br/#/medicamentos/1145724?substancia=25243&situacaoRegistro=V Classe Terapêutica – Registro ANVISA] </ref> == Classificação Anatômica Terapêutica Química (ATC) == Anti-hemorrágicohemorrágicos <ref>[https://atcddd.fhi.no/atc_ddd_index/?code=B02&showdescription=no Grupo ATC] </ref> - B02BX05 <ref>[https://atcddd.fhi.no/atc_ddd_index/?code=B02BX05 Código ATC] </ref>
==Nomes comerciais==
Revolade® ==Indicações== O medicamento [[eltrombopague olamina]] é indicado <ref>[https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/detalhe/1145724?numeroRegistro=100681132 Bula do medicamento Revolade ® - Bula do Profissional] </ref>: *Para o tratamento de plaquetopenia em pacientes adultos com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) de origem imune, os quais tiveram resposta insuficiente a corticosteroides, imunoglobulinas ou esplenectomia (retirada do baço);*Para pacientes pediátricos acima de 6 anos com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) de origem imune, com duração de 6 meses ou mais desde o diagnóstico, os quais tiveram resposta insuficiente a corticosteroides, imunoglobulinas ou esplenectomia (retirada do baço);*Para pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática que apresentam risco aumentado de sangramento e hemorragia. *Em combinação com terapia imunossupressora padrão para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos e pediátricos acima de 6 anos com Anemia Aplásica Severa (AAS);*Para o tratamento de pacientes adultos com Anemia Aplásica Severa (AAS) adquirida que foram refratários à terapia imunossupressora prévia ou que foram extensamente tratados previamente e não sejam elegíveis ao transplante de células tronco hematopoiéticas. '''OBS:''' O medicamento não deve ser usado simplesmente para aumentar a contagem de plaquetas.
==Principais informaçõesPadronização no SUS ==
O fármaco [[eltrombopague olamina|eltrombopague]] é indicado para doentes adultos esplenectomizados (ou seja, que sofreram remoção do baço) com púrpura trombocitopénica imune (idiopática) (PTI) crônica, refratários a outros tratamentos (por exemplo corticosteróides, imunoglobulinas). Pode ser considerado terapêutica de segunda linha em doentes adultos não esplenectomizados nos quais a cirurgia é contra-indicada <ref> httphttps://wwwbvsms.emasaude.europagov.eu/docs/pt_PT/document_library/EPAR_-_Product_Informationbr/humanbvs/001110publicacoes/WC500089964relacao_nacional_medicamentos_2024.pdf </ref>.Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME 2024]
[[eltrombopague olamina|Eltrombopague]] está indicado apenas para pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática que apresentam risco aumentado https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2019/portariasconjuntas_sctie_sas_8e9_2019.pdf Portaria Conjunta SAES/SCTIE/MS nº 9, de 31 de sangramento e hemorragia. O medicamento não deve ser usado simplesmente para aumentar a contagem julho de plaquetas <ref> http2019] - [https://www.anvisa.gov.br/fila_bulaconitec/pt-br/midias/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=2272362013&pIdAnexo=1543357 <protocolos/ref>pcdt_purpuratrombocitopenicaidiopatica.pdf Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Púrpura Trombocitopênica Idiopática]
O mecanismo de ação do [[eltrombopague olamina|Eltrombopague]] envolve interação com o domínio transmembranar do Rhttps://www.gov.br/conitec/pt-TPO humano e inicia uma cascata br/midias/relatorios/portaria/2022/20221109_portaria_conjunta_n23.pdf Portaria Conjunta SAES/SCTIE/MS nº 23, de 04 de sinalização similar, mas não idêntica, à da trombopoietina endógena (TPO), induzindo a proliferação e a diferenciação dos megacariócitos a partir das células progenitoras da medula óssea. A TPO é a citocina central envolvida na regulação da megacariópoiese e na produção novembro de plaquetas, e é o ligando endógeno para o R2022] -TPO <ref> http[https://www.ema.europagov.eu/docsbr/pt_PTconitec/document_library/EPAR_pt-_Product_Informationbr/humanmidias/001110protocolos/WC50008996420221109_pcdt_sindrome_falencias_medulares.pdf </ref>.Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Síndrome de Falência Medular]
De acordo com a [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-conjunta-saes-sctie-no-41-de-25-de-fevereiro-de-2026.pdf Portaria Conjunta SAES/SCTIE/MS nº 1.31646, de 22 27 de novembro fevereiro de 2013, que aprovou o 2026] -[httphttps://bvsms.saudewww.gov.br/bvsconitec/pt-br/saudelegismidias/sasrelatorios/20132026/prt1316_22_11_2013.html relatorio-de-recomendacao-no-1049-pcdt-trombocitopenia-imune-primaria Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Púrpura Trombocitopênica Idiopática], o uso de [[eltrombopague olamina|EltrombopagueTrombocitopenia Imune Primária]] tem se mostrado eficaz na elevação da contagem de plaquetas e na redução de sangramentos em pacientes com PTI previamente tratados com pelo menos uma linha de tratamento, através do resultado de ensaios clínicos randomizados com período curto de acompanhamento, variando de 6 semanas a 6 meses. Porém o medicamento está associado com eventos adversos graves, como tromboembolia venosa, e sua segurança a longo prazo é desconhecida. Trata-se de um medicamento potencialmente útil no tratamento da PTI crônica, mas que deverá contar com mais elementos de eficácia, efetividade e segurança para ser considerado como alternativa terapêutica, fora de ensaios clínicos.
==Informações sobre o medicamento/alternativas==
O medicamento [[eltrombopague olamina|Eltrombopague]] não está padronizado em nenhum dos programas do pelo Ministério da Saúdepara <span style="color:red">'''crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos'''</span> para o qual é responsável pela seleção tratamento da '''Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) - CID10 D69.3 e definição dos medicamentos a serem fornecidos pelos referidos programasSíndrome de Falência Medular - CID10 D61.0, D61.1, D61.2, D61.3 e D61. Ainda8''', por meio do [[Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF)]], '''nas apresentações de 25 e 50 mg (comprimido)''', compete a esse órgão elaborar os Protocolos Clínicos sendo necessário o preenchimento dos critérios de inclusão definidos pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para tratamento – PCDT da patologia que acomete o pacientedoença. [https://www.saude.sc.gov.br/index. Sendo assim, cumpre ser informado que php/pt/servicos/assistencia-farmaceutica-diaf/componente-especializado-da-assistencia-farmaceutica-ceaf Clique aqui] para verificar se o medicamento referido, por não estar padronizado, não é fornecido pelo Estadocompõe a Relação Estadual de Medicamentos do CEAF/SC.
Alternativamente, Para consultar quais documentos deverão ser apresentados para os pacientes portadores as solicitações de Púrpura Trombocitopênica (CID10 D69.3), a SES disponibiliza, através medicamentos do CEAF clique em [[Acesso ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, [http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pt_gm_ms_1554_2013.pdf Portaria nº 1554 de 30 de julho de 2013] e [http://portalses.saude.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7242&Itemid=85 Anexos da Portaria nº 1554 de 30 de julho de 2013], os medicamentos [[Imunoglobulina Humana- CEAF]] intravenosa ampolas 1g e 5g, [[Ciclofosfamida]] drágeas 50 mg e [[Azatioprina]] comprimidos de 50 mg.
Informamos ainda que '''Cabe ao paciente a Portaria SAS/MS n° 715 responsabilidade de 17 buscar atendimento pela via administrativa por meio do CEAF e atender as exigências preconizadas no PCDT''' (exames, documentos, receita, termo de dezembro consentimento e laudo médico, entre outros). Os documentos serão analisados por técnicos da SES/SC e, estando de 2010 em seu artigo primeiro, aprovaacordo com o protocolo, os medicamentos serão disponibilizados e entregues para o paciente na forma do anexo desta portariasua respectiva unidade de saúde, conforme o [http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pcdt_purpura_trombocitop_idiop.pdf Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Púrpura Trombocitopênica Idiopática]tempo previsto para cada tratamento.
O acesso ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica se dá através de abertura de processo de solicitação de medicamento, devendo ==Informações sobre o paciente ou, na sua impossibilidade, o seu cuidador, dirigir-se à Unidade de Assistência Farmacêutica - UFAs para este Componente, a qual o município onde reside está vinculado.financiamento==
<span style="color:red">'''O medicamento eltrombopague olamina pertence ao [https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sctie/daf/componentes-da-assistencia-farmaceutica-no-sus/ceaf/grupos-de-medicamentos Grupo 1B] do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF).'''</span> O financiamento dos medicamentos que compõem o grupo 1B é de responsabilidade exclusiva da União, mediante transferência de recursos financeiros para aquisição pelas Secretarias de Saúde dos Estados.
'''Anemia Aplástica IdiopáticaO Grupo 1 (1A e 1B) é constituído por medicamentos que representam elevado impacto financeiro para o Componente, por aqueles indicados para doenças mais complexas, para os casos de refratariedade ou intolerância a primeira e/ou segunda linha de tratamento e por aqueles que se incluem em ações de desenvolvimento produtivo no complexo industrial da saúde'''.
A Portaria nº 490responsabilidade pelo armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos do Grupo 1 (1A e 1B) é das Secretarias Estaduais de Saúde. Independentemente do Grupo, o fornecimento de 23 medicamentos padronizados no CEAF deve obedecer aos critérios de setembro diagnóstico, indicação de tratamento, inclusão e exclusão de pacientes, esquemas terapêuticos, monitoramento, acompanhamento e demais parâmetros contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), estabelecidos pelo Ministério da Saúde, de 2010 aprovou o abrangência nacional <ref>[httphttps://bvsms.saudewww.gov.br/bvssaude/saudelegispt-br/sascomposicao/2013sctie/prt1300_21_11_2013.html Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas daf/componentes-da-assistencia-farmaceutica-no-sus/ceaf Componente Especializado da Anemia Aplástica Adquirida]. Nesse protocolo estão indicados os tipos de tratamento para essa patologia, sendo eles: tratamento de suporte (transfusão profilática de plaquetas), transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas e tratamento imunossupressor incluindo [[ciclosporina]], [[imunoglobulina antitimócitos]] (GAT) e [[prednisona]]. Não cita o uso de [[eltrombopague olamina|Eltrombopague]Assistência Farmacêutica]</ref>.
<span style="color:blue">'''Para mais informações sobre o tratamento da patologia que acomete o paciente são disponibilizados pelo SUS, através financiamento e fornecimento dos medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, os medicamentos [[filgrastim]] 300mcg (injetávelCEAF), [[molgramostim]] 300mcg, [[ciclosporina]] 10mg, 25mg, 50mg, 100mg (cápsula) e 100mg/mL (solução oral), segundo critérios estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. O acesso ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica se dá através de abertura de processo de solicitação de medicamento, devendo o paciente ou, na sua impossibilidade, o seu cuidador, dirigir-se à Unidade de Assistência Farmacêutica - UFAs para este Componente, a qual o município onde reside está vinculado(CEAF)|clique aqui]]'''</span>.
==Referências==
<references/>
'''''As demais referências utilizadas para elaboração deste medicamento constam em forma de link no decorrer do texto.'''''