Mudanças entre as edições de "Intestino Curto - Falência Intestinal"

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Embora a nutrição parenteral (NP) tenha aumentado a sobrevida dos pacientes com falência intestinal, seu uso prolongado piora drasticamente a qualidade de vida e gera complicações que muitas vezes inviabilizam sua continuidade. Nesses casos, o TID ou o TMV, quando outro órgão também está comprometido, torna-se a única opção terapêutica definitiva.
 
Embora a nutrição parenteral (NP) tenha aumentado a sobrevida dos pacientes com falência intestinal, seu uso prolongado piora drasticamente a qualidade de vida e gera complicações que muitas vezes inviabilizam sua continuidade. Nesses casos, o TID ou o TMV, quando outro órgão também está comprometido, torna-se a única opção terapêutica definitiva.
 
<ref>[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-no-959-transplante-de-intestino-delgado-e-multivisceral-para-o-tratamento-de-pacientes-com-falencia-intestinal-e-demais-indicacoes Relatório de recomendação Transplante de intestino delgado e multivisceral para o tratamento de pacientes com falência intestinal e demais indicações]</ref>
 
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE trabalha na atenção ao tratamento de pessoas com falência intestinal e conforme a PORTARIA GM/MS Nº 5.051, DE 13 DE AGOSTO DE 2024 e PORTARIA SAES/MS Nº 2.054, DE 29 DE AGOSTO DE 2024, que institui o Programa Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Falência Intestinal, como parte da rede de serviços auxiliares específicos para a realização de transplantes do Sistema Nacional de Transplantes - SNT, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, trabalha para a ampliação do acesso ao tratamento integral voltado a falência intestinal.
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Inicialmente, cumpre esclarecer que o Estado de Santa Catarina não dispõe de centro especializado em reabilitação intestinal, e as solicitações são inseridas na Central Nacional de
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Transplantes para cadastro no Programa do Intestino Curto (SIC) que é fornecido pelo SUS apenas em Centros de reabilitação intestinal conveniados ao Ministério da Saúde e regulados pela Central Nacional de Transplantes, localizados fora do estado de Santa Catarina.
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O Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, vem estruturando o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com o objetivo de torná-lo centro de referência no atendimento a pacientes pediátricos catarinenses com necessidade de tratamento e reabilitação intestinal, manejo da Síndrome do Intestino Curto (SIC) e nutrição parenteral, visando, posteriormente, à habilitação do serviço junto ao Ministério da Saúde.
  
 
== Referências ==
 
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Edição das 17h15min de 9 de fevereiro de 2026

SOBRE A DOENÇA

A falência intestinal é caracterizada pela incapacidade do órgão em manter a digestão e a absorção de nutrientes necessários para a manutenção nutricional do indivíduo. Pacientes com falência intestinal grave necessitam de suporte contínuo de nutrição parenteral total (NPT).

A falência intestinal é a falência orgânica mais rara, com prevalência de 20 a 80 casos por milhão de adultos e de 14,1 a 56 casos por milhão de crianças. As catástrofes abdominais incluem situações crônicas debilitantes causadas por trauma abdominal, pancreatite aguda grave, ressecções intestinais extensas ou múltiplas intervenções abdominais, resultando em síndrome do intestino curto, múltiplas fístulas enterocutâneas, obstruções intestinais crônicas ou trombose vascular mesentérica difusa.

A substituição completa de todas as vísceras da cavidade abdominal (TMV) pode ser a única alternativa para restabelecer a normalidade fisiológica. Tromboses complexas do sistema venoso mesentérico portal também podem indicar a necessidade de TMV, sendo a situação mais comum o transplante de fígado com trombose portal. No passado, a presença de trombose portal era uma contraindicação para o transplante de fígado.

Embora a nutrição parenteral (NP) tenha aumentado a sobrevida dos pacientes com falência intestinal, seu uso prolongado piora drasticamente a qualidade de vida e gera complicações que muitas vezes inviabilizam sua continuidade. Nesses casos, o TID ou o TMV, quando outro órgão também está comprometido, torna-se a única opção terapêutica definitiva. [1]

PORTARIAS

O MINISTÉRIO DA SAÚDE trabalha na atenção ao tratamento de pessoas com falência intestinal e conforme a PORTARIA GM/MS Nº 5.051, DE 13 DE AGOSTO DE 2024 e PORTARIA SAES/MS Nº 2.054, DE 29 DE AGOSTO DE 2024, que institui o Programa Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Falência Intestinal, como parte da rede de serviços auxiliares específicos para a realização de transplantes do Sistema Nacional de Transplantes - SNT, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, trabalha para a ampliação do acesso ao tratamento integral voltado a falência intestinal.

Inicialmente, cumpre esclarecer que o Estado de Santa Catarina não dispõe de centro especializado em reabilitação intestinal, e as solicitações são inseridas na Central Nacional de Transplantes para cadastro no Programa do Intestino Curto (SIC) que é fornecido pelo SUS apenas em Centros de reabilitação intestinal conveniados ao Ministério da Saúde e regulados pela Central Nacional de Transplantes, localizados fora do estado de Santa Catarina.

O Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, vem estruturando o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com o objetivo de torná-lo centro de referência no atendimento a pacientes pediátricos catarinenses com necessidade de tratamento e reabilitação intestinal, manejo da Síndrome do Intestino Curto (SIC) e nutrição parenteral, visando, posteriormente, à habilitação do serviço junto ao Ministério da Saúde.

Referências

  1. Relatório de recomendação Transplante de intestino delgado e multivisceral para o tratamento de pacientes com falência intestinal e demais indicações