Cintilografia Cerebral com TRODAT-1

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A cintilografia cerebral com TRODAT-1 é um exame de imagem molecular amplamente validado para avaliar a integridade do sistema dopaminérgico. A evidência científica atual posiciona este exame como uma ferramenta de suporte, e não como substituto do diagnóstico clínico.

Evidências e Indicações Científicas:

Diferenciação de Tremores: A maior utilidade comprovada é distinguir a Doença de Parkinson (DP) do tremor essencial. No tremor essencial, o exame é normal, enquanto na Doença de Parkinson há redução da captação do radiotraçador.

Diagnóstico Precoce: Estudos indicam que o TRODAT-1 possui alta sensibilidade para detectar disfunção dopaminérgica antes mesmo de os critérios clínicos de Parkinson estarem totalmente claros.

Parkinsonismo Secundário: É eficaz para diferenciar parkinsonismo idiopático de causas secundárias, como o parkinsonismo medicamentoso (causado por bloqueadores de dopamina), onde a densidade de transportadores costuma estar preservada.

Acurácia: Embora tenha sensibilidade superior a 98% para detectar alterações na dopamina, sua especificidade para "rotular" a doença como Parkinson é limitada, pois outras doenças neurodegenerativas (como Atrofia de Múltiplos Sistemas ou Paralisia Supranuclear Progressiva) também apresentam resultados alterados.

Diretrizes e Limitações:

Critério de Exclusão: Segundo a Movement Disorder Society (MDS), um exame de imagem dopaminérgica normal é um critério de exclusão absoluto para o diagnóstico de Doença de Parkinson.

Cobertura e Uso: No Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece cobertura obrigatória quando o parkinsonismo não puder ser clinicamente diferenciado do tremor essencial por um neurologista.

Não Diferencia "Atípicos": A ciência mostra que o TRODAT isolado não consegue distinguir com precisão entre Parkinson e parkinsonismos atípicos (como a AMS), pois ambos mostram deficiência de dopamina

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson

A PORTARIA CONJUNTA SAES/SECTICS Nº 16, DE 1 DE AGOSTO DE 2025, aprovou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson.

A Cintilografia Cerebral com TRODAT-1 não é padronizada no SUS e não está indicado no referido protocolo.

Orientações quanto ao diagnóstico do PCDT:

O quadro clínico da DP é muito diverso. A evolução, gravidade e progressão dos sintomas variam enormemente de um paciente para outro. Como, até o momento, inexiste exame ou teste diagnóstico para esta doença, o seu diagnóstico permanece sendo eminentemente clínico.

Em 2015, a Movement Disorder Society (MDS) publicou os critérios clínicos para facilitar e harmonizar o diagnóstico da DP, definidos por um consenso entre especialistas. Se possível, recomenda-se considerar os critérios prodrômicos propostos pela MDS, em 2019.