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		<title>InfoSUS - Contribuições do(a) usuário(a) [pt-br]</title>
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		<subtitle>Contribuições do(a) usuário(a)</subtitle>
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		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74463</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:48:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Recomendação Final da Conitec */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2015/portarias_46a52_2015.pdf PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2025/portaria-sectics-ms-no-66-de-15-de-setembro-de-2025.pdf PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sctie/ms-n-45-de-20-de-julho-de-2026-720523323.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-com-decisao-final-no-1029-elastografia/@@display-file/file.pdf Relatório de Recomendação de Ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose ]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.  &amp;lt;ref&amp;gt;[https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-125-elastografia-hepatica/@@display-file/file.pdf Relatório de Recomendação de Elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose em pacientes com colangite biliar primária.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:45:11Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Recomendação Final da Conitec */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2015/portarias_46a52_2015.pdf PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2025/portaria-sectics-ms-no-66-de-15-de-setembro-de-2025.pdf PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sctie/ms-n-45-de-20-de-julho-de-2026-720523323.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-com-decisao-final-no-1029-elastografia/@@display-file/file.pdf Relatório de Recomendação de Relatório de Recomendação]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose em pacientes com colangite biliar primária.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74461</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:42:42Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Portarias */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2015/portarias_46a52_2015.pdf PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2025/portaria-sectics-ms-no-66-de-15-de-setembro-de-2025.pdf PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sctie/ms-n-45-de-20-de-julho-de-2026-720523323.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose em pacientes com colangite biliar primária.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74460</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:40:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Portarias */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2015/portarias_46a52_2015.pdf PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2025/portaria-sectics-ms-no-66-de-15-de-setembro-de-2025.pdf PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose em pacientes com colangite biliar primária.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74459</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:37:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Portarias */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2015/portarias_46a52_2015.pdf PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose em pacientes com colangite biliar primária.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74458</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:34:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Padronização do SUS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose em pacientes com colangite biliar primária.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74457</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:33:15Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Padronização do SUS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74456</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74456"/>
				<updated>2026-08-20T12:30:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Relatórios de Recomendações da CONITEC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Elastografia Hepática Ultrassônica no Diagnóstico da Fibrose Hepática:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74455</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74455"/>
				<updated>2026-08-20T12:29:25Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Relatórios de Recomendações da CONITEC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da biópsia hepática promove uma limitação principalmente no acompanhamento da progressão ou regressão da fibrose hepática, visto que, para esta finalidade, seria necessária a repetição do método, aumentando riscos de complicações ao indivíduo. A ultrassonografia com elastografia hepática se mostra como uma boa alternativa à biópsia para avaliação inicial e seguimento da progressão ou regressão da fibrose hepática de&lt;br /&gt;
diversas doenças do fígado. Por ser um método não invasivo, possui várias vantagens em relação à biopsia. Dentre elas destaca-se o fato de ser indolor o que promove uma maior adesão do paciente ao diagnóstico e acompanhamento, rápida execução e não necessita de preparo e/ou jejum. As evidências científicas encontradas na literatura demonstram que a elastografia hepática ultrassônica, seja com a tecnologia transiente ou por meio da tecnologia ARFI com onda de cisalhamento (Shear Wave), indicam que os valores de sensibilidade e especificidade do exame se elevam proporcionalmente ao grau de evolução da fibrose, sendo mais acurados quando se trata de quadros de cirrose do que quando o estadiamento se encontra em METAVIR F1 ou F2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os valores apresentados indicam que a elastografia hepática ultrassônica é uma alternativa segura e efetiva e pode ser uma ferramenta extremamente útil para a triagem e acompanhamento da fibrose hepática em pacientes portadores de patologias do fígado, podendo evitar inúmeras biópsias desnecessárias. &lt;br /&gt;
Mais do que a economia gerada ao sistema de saúde, evitar biópsias desnecessárias representa um ganho significativo em qualidade de vida para os pacientes, que passarão a contar com um exame indolor e sem as complicações e efeitos que um procedimento invasivo representa para o seu bem-estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74454</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:22:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Recomendação Final da Conitec */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A CONITEC, na presença dos membros, na reunião do plenário do dia 02/07/2015 deliberou por unanimidade recomendar a incorporação do procedimento de&lt;br /&gt;
elastografia hepática ultrassônica conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 132/2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74453</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74453"/>
				<updated>2026-08-20T12:21:58Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* A Elastografia Hepática */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Portarias ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE N. 47, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015, torna pública a decisão de incorporar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS o procedimento de elastografia ultrassônica hepática, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74452</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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				<updated>2026-08-20T12:14:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação da CONITEC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Critérios de Inclusão:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Relatórios de Recomendações da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Elastografia_Hep%C3%A1tica&amp;diff=74451</id>
		<title>Elastografia Hepática</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Elastografia Hepática ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elastografia hepática ultrassônica é um método não invasivo utilizado para diagnóstico da fibrose hepática. Entre as técnicas de elastografia existentes, temos a elastografia transitória e a elastografia por irradiação de força de impulso acústico (ARFI, do inglês Acoustic Radiation Force Impulse). Ambas as técnicas são realizadas em aparelhos de ultrassonografia tradicionais, sendo que apenas a elastografia do tipo ARFI está disponível no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O exame da elastografia hepática, independentemente do tipo, é um procedimento (exame de imagem) de fácil realização, reprodutível e pode ser realizado à beira do leito ou em atendimento ambulatorial. O tempo necessário para a aquisição das medidas em média é menor que cinco minutos. Ressalta-se que o exame da elastografia hepática é operador dependente, sendo que a experiência influencia diretamente a confiabilidade das medidas. Para a elastografia transitória, 100 exames são necessários como treinamento mínimo para habilitação do operador. Já para elastografia do tipo ARFI, não há um consenso sobre a experiência necessária do operador. Os resultados da elastografia hepática devem ser interpretados por um especialista, o qual deve associar os achados com aspectos clínicos de cada paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Critérios de Inclusão:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SECTICS/MS Nº 66, DE 15 DE SETEMBRO DE 2025, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia hepática para o '''diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA SCTIE/MS Nº 45, DE 20 DE JULHO DE 2026, torna pública a decisão de ampliar o uso, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, da elastografia&lt;br /&gt;
hepática ultrassônica para o estadiamento e o '''monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação da CONITEC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Para o Diagnóstico da Fibrose Hepática em Pacientes com Esquistossomose:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A síntese de evidência da acurácia da elastografia comparado à biópsia hepática demonstra que a elastografia apresenta um grau de acurácia de aceitável a excelente, com estimativas de sensibilidade e especificidade acima do limiar de relevância clínica (60%). A sensibilidade sumária variou de 78% a 87% e a especificidade sumária variou de 79% a 90%,&lt;br /&gt;
a depender do grau da fibrose, sendo mais acurada nos graus mais avançados (F3 e F4). No estágio inicial da fibrose hepática (F2), existe uma possibilidade importante de falso-positivos com o uso da elastografia (10 a 21%), o que poderia levar pacientes sem a condição a receberem algum tipo de tratamento. Entretanto, pelo fato de a biópsia ser um exame invasivo, com risco de complicações ao indivíduo, a sua utilização em indivíduos com sinais e sintomas sugestivos de estágios iniciais da fibrose é bastante limitada. Dessa forma, o impacto de falso-positivo e início de tratamento para alguns pacientes que fariam a elastografia pode ser balanceado pelo potencial subdiagnóstico e falta de tratamento para outros pacientes que não seriam avaliados em contexto em que apenas a biópsia está disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de custo-efetividade revelou que a elastografia apresentou um custo inferior (R$ 179,91); no entanto, resultou em uma menor taxa de diagnósticos corretos de fibrose, com variação entre 10% e 21%, dependendo do grau da fibrose, em comparação à biópsia. A redução do número de diagnósticos corretos está alinhada à premissa da análise, uma vez que não é possível identificar resultados falsos positivos ou negativos atribuíveis ao teste de referência. Dessa forma, a análise indica que uma economia de R$ 852,64 a R$ 1746,58 por cada resultado correto a menos seria alcançada, a depender do grau de fibrose. Na presente análise, não foi evidenciado que haja diferença clinicamente significativa entre elastografia e biópsia, uma vez que a sensibilidade e especificidade da elastografia foram elevadas. Os resultados&lt;br /&gt;
das análises de sensibilidade determinísticas demonstram que o parâmetro que mais impacta na RCEI em todos os graus de fibrose é o custo do exame da biópsia. Os resultados das análises de sensibilidade probabilística corroboram com os resultados apresentados na análise do caso base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Para o Estadiamento e Monitoramento da Fibrose Hepática em Pacientes com Colangite Biliar Primária:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das limitações metodológicas encontradas nos estudos, as evidências disponíveis indicam que as diferentes técnicas de elastografia hepática apresentam acurácia diagnóstica semelhante e adequada (≥80%) para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com CBP, especialmente para estágios mais avançados. A análise comparativa não evidenciou diferenças significativas entre o desempenho das tecnologias, sendo importante ressaltar que esse resultado está associado a grande incerteza, devido ao número reduzido de estudos, o que limita a robustez do achado. Destaca-se, que as técnicas disponíveis no SUS (ARFI, p-SWE e 2D-SWE) são operadores dependentes, o que pode afetar a qualidade dos resultados e reforça a necessidade de capacitação contínua dos profissionais que realizam esse procedimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos presentes na 143ª Reunião Ordinária do Conitec, realizada no dia 08 de agosto de 2025, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose. Para essa deliberação, o Comitê considerou que não houve contribuições que pudessem alterar as análises ou sugerir resultados diferentes daqueles já previamente apresentados. Dessa forma, manteve-se o entendimento favorável à ampliação de uso do procedimento para essa população. Assim, foi assinado o Registro de Deliberação nº 1029/2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de junho de 2026, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 152ª Reunião Ordinária, deliberaram, por unanimidade, recomendar a ampliação de uso da elastografia hepática ultrassônica para o estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pacientes com colangite biliar primária. Foi assinado o registro de deliberação nº 1.126/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Padronização do SUS==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Conforme a tabela SIGTAP/SUS consta o código do exame diagnóstico:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''02.05.02.022-4 - ELASTOGRAFIA HEPÁTICA ULTRASSÔNICA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO DE FIBROSE HEPÁTICA, REALIZADO POR MEIO DA MEDIDA DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSONOGRÁFICAS QUE ATRAVESSAM O FÍGADO. UTILIZADO NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: A. DIAGNÓSTICO DA FIBROSE HEPÁTICA; B. ESTADIAMENTO DA FIBROSE HEPÁTICA; C. ACOMPANHAMENTO. INDICADO PARA PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE HEPATITE VIRAL. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sendo que até a presente data não foi implementada nesta tabela a indicação deste parecer da CONITEC de ampliação de uso da elastografia hepática para o diagnóstico da fibrose hepática em pacientes com esquistossomose.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74326</id>
		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
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				<updated>2026-07-23T13:34:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* No SUS: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como &amp;quot;hidrocefalia interrompida&amp;quot;. Neste caso, a manobra é desnecessária. &amp;lt;ref&amp;gt; Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais complicações da cirurgia são hematoma subdural ou higroma, infecção na derivação, hemorragia intraparenquimatosa, convulsões, obstrução ou desconexão do sistema. A melhora clínica em geral é significativa após derivações ventrículo-peritoneais, porém pode ocorrer hiperdrenagem, hematoma subdural ou outras complicações, fazendo-se necessário reintervenções.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Pressão fixa:''' é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Auto ajustável:''' drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Programável:''' Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. &amp;lt;ref&amp;gt; Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Válvula Convencional X Válvula Programável: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande diferencial da vávula programável é permitir o ajuste não invasivo da pressão de drenagem no próprio consultório médico, utilizando um programador magnético externo, sem necessidade de novas cirurgias. Esse ajuste fino evita cirurgias de revisão e reduz o risco de complicações severas, como a hiperdrenagem ou a hipodrenagem, adaptando-se às necessidades do paciente ao longo do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os poucos estudos encontrados na literatura que comparam o uso da DVP convencional com a programável envolvem crianças, uma vez que a hidrocefalia é uma condição observada com maior frequência nessa faixa etária, e também em pacientes adultos com diagnóstico de hidrocefalia com pressão normal, que é diversa da patologia do paciente em tela.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2020 foi publicado no sistema de banco de dados Cochrane uma revisão sistemática comparando diversos tipos de dispositivos de DVP para hidrocefalia. Nessa revisão, foi selecionado e analisado um estudo conduzido por Pollack et al. em 19996 que randomizou 377 participantes e comparou válvula de pressão programável versus válvula não programável. O estudo comparou um sistema de válvula programável Codman-Hakim versus qualquer outra válvula de pressão fixa não programável de escolha do cirurgião. A incidência de falha do tratamento pode ser semelhante naqueles com válvula programável e em outros tipos de válvulas não programáveis. No acompanhamento de dois anos, 52% (n=100) dos participantes com a válvula programável e 52% (n=96) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis desenvolveram falha no tratamento (RR 1,02, 95% IC 0,84 a 1,24). Com a válvula programável, a falha do tratamento ocorreu em 52% (n=62) dos 119 participantes submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=32) dos 75 participantes submetidos à substituição da válvula existente. Com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis, a falha do tratamento ocorreu em 50% (n=58) dos 116 participantes que foram submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=29) dos 67 participantes que foram submetidos a uma substituição da válvula existente. As infecções que requerem explante foram desenvolvidas em 10,8% (n=21) dos participantes com a válvula programável e em 8,7% (n=16) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis. Ainda neste estudo, foi relatado hematomas subdurais ou higromas em 6,19% (n=12) dos participantes com a válvula programável e em 6,01% (n=11) dos participantes com outras válvulas de pressão fixa não programáveis (RR 0,97, IC 95% 0,44 a 2.15)1 . O estudo não relatou o efeito dessas intervenções na mortalidade e qualidade de vida. Uma revisão sistemática de 22 estudos publicado na Journal of Neurosurgery em 2014 3 , comparando diferentes componentes de shunt em crianças com hidrocefalia concluiu que as evidências disponíveis não demonstraram uma vantagem clara para qualquer componente, mecanismo ou projeto de válvula específico de um shunt sobre outro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em pacientes com hidrocefalia idiopática de pressão normal não há evidência disponível atual que permita recomendar o uso das válvulas programáveis no tratamento desses pacientes, em comparação ou que leve à descontinuidade de uso das válvulas convencionais (fixas). A qualidade da evidência disponível é muito baixa. &amp;lt;ref&amp;gt; https://amb.org.br/wp-content/uploads/2023/01/VALVULA-HIDROCEFALIA-FINAL-24.01.2023.pdf &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONITEC: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há avaliação da CONITEC para dispositivos de derivação ventrículoperitoneal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendações de Agências Internacionais de Avaliação de Tecnologias em Saúde: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NICE (Reino Unido) e CADTH (Canadá): Não recomendam o uso rotineiro de dispositivos de derivação com válvulas programáveis. Ambas as agências apontam que, embora a capacidade de ajuste não invasivo seja teoricamente vantajosa, os estudos disponíveis não demonstram redução significativa nas taxas de infecção ou falhas que justifiquem o maior custo do equipamento em comparação às válvulas convencionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== No SUS: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A válvula de derivação peritoneal programável não é padronizada no SUS, mas sim, a válvula de pressão fixa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74325</id>
		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74325"/>
				<updated>2026-07-23T13:34:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como &amp;quot;hidrocefalia interrompida&amp;quot;. Neste caso, a manobra é desnecessária. &amp;lt;ref&amp;gt; Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais complicações da cirurgia são hematoma subdural ou higroma, infecção na derivação, hemorragia intraparenquimatosa, convulsões, obstrução ou desconexão do sistema. A melhora clínica em geral é significativa após derivações ventrículo-peritoneais, porém pode ocorrer hiperdrenagem, hematoma subdural ou outras complicações, fazendo-se necessário reintervenções.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Pressão fixa:''' é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Auto ajustável:''' drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Programável:''' Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. &amp;lt;ref&amp;gt; Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Válvula Convencional X Válvula Programável: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande diferencial da vávula programável é permitir o ajuste não invasivo da pressão de drenagem no próprio consultório médico, utilizando um programador magnético externo, sem necessidade de novas cirurgias. Esse ajuste fino evita cirurgias de revisão e reduz o risco de complicações severas, como a hiperdrenagem ou a hipodrenagem, adaptando-se às necessidades do paciente ao longo do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os poucos estudos encontrados na literatura que comparam o uso da DVP convencional com a programável envolvem crianças, uma vez que a hidrocefalia é uma condição observada com maior frequência nessa faixa etária, e também em pacientes adultos com diagnóstico de hidrocefalia com pressão normal, que é diversa da patologia do paciente em tela.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2020 foi publicado no sistema de banco de dados Cochrane uma revisão sistemática comparando diversos tipos de dispositivos de DVP para hidrocefalia. Nessa revisão, foi selecionado e analisado um estudo conduzido por Pollack et al. em 19996 que randomizou 377 participantes e comparou válvula de pressão programável versus válvula não programável. O estudo comparou um sistema de válvula programável Codman-Hakim versus qualquer outra válvula de pressão fixa não programável de escolha do cirurgião. A incidência de falha do tratamento pode ser semelhante naqueles com válvula programável e em outros tipos de válvulas não programáveis. No acompanhamento de dois anos, 52% (n=100) dos participantes com a válvula programável e 52% (n=96) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis desenvolveram falha no tratamento (RR 1,02, 95% IC 0,84 a 1,24). Com a válvula programável, a falha do tratamento ocorreu em 52% (n=62) dos 119 participantes submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=32) dos 75 participantes submetidos à substituição da válvula existente. Com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis, a falha do tratamento ocorreu em 50% (n=58) dos 116 participantes que foram submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=29) dos 67 participantes que foram submetidos a uma substituição da válvula existente. As infecções que requerem explante foram desenvolvidas em 10,8% (n=21) dos participantes com a válvula programável e em 8,7% (n=16) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis. Ainda neste estudo, foi relatado hematomas subdurais ou higromas em 6,19% (n=12) dos participantes com a válvula programável e em 6,01% (n=11) dos participantes com outras válvulas de pressão fixa não programáveis (RR 0,97, IC 95% 0,44 a 2.15)1 . O estudo não relatou o efeito dessas intervenções na mortalidade e qualidade de vida. Uma revisão sistemática de 22 estudos publicado na Journal of Neurosurgery em 2014 3 , comparando diferentes componentes de shunt em crianças com hidrocefalia concluiu que as evidências disponíveis não demonstraram uma vantagem clara para qualquer componente, mecanismo ou projeto de válvula específico de um shunt sobre outro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em pacientes com hidrocefalia idiopática de pressão normal não há evidência disponível atual que permita recomendar o uso das válvulas programáveis no tratamento desses pacientes, em comparação ou que leve à descontinuidade de uso das válvulas convencionais (fixas). A qualidade da evidência disponível é muito baixa. &amp;lt;ref&amp;gt; https://amb.org.br/wp-content/uploads/2023/01/VALVULA-HIDROCEFALIA-FINAL-24.01.2023.pdf &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONITEC: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há avaliação da CONITEC para dispositivos de derivação ventrículoperitoneal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendações de Agências Internacionais de Avaliação de Tecnologias em Saúde: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NICE (Reino Unido) e CADTH (Canadá): Não recomendam o uso rotineiro de dispositivos de derivação com válvulas programáveis. Ambas as agências apontam que, embora a capacidade de ajuste não invasivo seja teoricamente vantajosa, os estudos disponíveis não demonstram redução significativa nas taxas de infecção ou falhas que justifiquem o maior custo do equipamento em comparação às válvulas convencionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== No SUS: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vávula de derivação peritoneal programável não é padronizada no SUS, mas sim, a válvula de pressão fixa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74324</id>
		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74324"/>
				<updated>2026-07-23T13:33:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Válvula Convencional X Válvula Programável: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como &amp;quot;hidrocefalia interrompida&amp;quot;. Neste caso, a manobra é desnecessária. &amp;lt;ref&amp;gt; Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Pressão fixa:''' é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Auto ajustável:''' drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Programável:''' Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. &amp;lt;ref&amp;gt; Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Válvula Convencional X Válvula Programável: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande diferencial da vávula programável é permitir o ajuste não invasivo da pressão de drenagem no próprio consultório médico, utilizando um programador magnético externo, sem necessidade de novas cirurgias. Esse ajuste fino evita cirurgias de revisão e reduz o risco de complicações severas, como a hiperdrenagem ou a hipodrenagem, adaptando-se às necessidades do paciente ao longo do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os poucos estudos encontrados na literatura que comparam o uso da DVP convencional com a programável envolvem crianças, uma vez que a hidrocefalia é uma condição observada com maior frequência nessa faixa etária, e também em pacientes adultos com diagnóstico de hidrocefalia com pressão normal, que é diversa da patologia do paciente em tela.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2020 foi publicado no sistema de banco de dados Cochrane uma revisão sistemática comparando diversos tipos de dispositivos de DVP para hidrocefalia. Nessa revisão, foi selecionado e analisado um estudo conduzido por Pollack et al. em 19996 que randomizou 377 participantes e comparou válvula de pressão programável versus válvula não programável. O estudo comparou um sistema de válvula programável Codman-Hakim versus qualquer outra válvula de pressão fixa não programável de escolha do cirurgião. A incidência de falha do tratamento pode ser semelhante naqueles com válvula programável e em outros tipos de válvulas não programáveis. No acompanhamento de dois anos, 52% (n=100) dos participantes com a válvula programável e 52% (n=96) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis desenvolveram falha no tratamento (RR 1,02, 95% IC 0,84 a 1,24). Com a válvula programável, a falha do tratamento ocorreu em 52% (n=62) dos 119 participantes submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=32) dos 75 participantes submetidos à substituição da válvula existente. Com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis, a falha do tratamento ocorreu em 50% (n=58) dos 116 participantes que foram submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=29) dos 67 participantes que foram submetidos a uma substituição da válvula existente. As infecções que requerem explante foram desenvolvidas em 10,8% (n=21) dos participantes com a válvula programável e em 8,7% (n=16) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis. Ainda neste estudo, foi relatado hematomas subdurais ou higromas em 6,19% (n=12) dos participantes com a válvula programável e em 6,01% (n=11) dos participantes com outras válvulas de pressão fixa não programáveis (RR 0,97, IC 95% 0,44 a 2.15)1 . O estudo não relatou o efeito dessas intervenções na mortalidade e qualidade de vida. Uma revisão sistemática de 22 estudos publicado na Journal of Neurosurgery em 2014 3 , comparando diferentes componentes de shunt em crianças com hidrocefalia concluiu que as evidências disponíveis não demonstraram uma vantagem clara para qualquer componente, mecanismo ou projeto de válvula específico de um shunt sobre outro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em pacientes com hidrocefalia idiopática de pressão normal não há evidência disponível atual que permita recomendar o uso das válvulas programáveis no tratamento desses pacientes, em comparação ou que leve à descontinuidade de uso das válvulas convencionais (fixas). A qualidade da evidência disponível é muito baixa. &amp;lt;ref&amp;gt; https://amb.org.br/wp-content/uploads/2023/01/VALVULA-HIDROCEFALIA-FINAL-24.01.2023.pdf &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONITEC: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há avaliação da CONITEC para dispositivos de derivação ventrículoperitoneal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendações de Agências Internacionais de Avaliação de Tecnologias em Saúde: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NICE (Reino Unido) e CADTH (Canadá): Não recomendam o uso rotineiro de dispositivos de derivação com válvulas programáveis. Ambas as agências apontam que, embora a capacidade de ajuste não invasivo seja teoricamente vantajosa, os estudos disponíveis não demonstram redução significativa nas taxas de infecção ou falhas que justifiquem o maior custo do equipamento em comparação às válvulas convencionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== No SUS: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vávula de derivação peritoneal programável não é padronizada no SUS, mas sim, a válvula de pressão fixa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74323</id>
		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74323"/>
				<updated>2026-07-23T13:25:38Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como &amp;quot;hidrocefalia interrompida&amp;quot;. Neste caso, a manobra é desnecessária. &amp;lt;ref&amp;gt; Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Pressão fixa:''' é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Auto ajustável:''' drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Programável:''' Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. &amp;lt;ref&amp;gt; Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Válvula Convencional X Válvula Programável: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande diferencial da vávula programável é permitir o ajuste não invasivo da pressão de drenagem no próprio consultório médico, utilizando um programador magnético externo, sem necessidade de novas cirurgias. Esse ajuste fino evita cirurgias de revisão e reduz o risco de complicações severas, como a hiperdrenagem ou a hipodrenagem, adaptando-se às necessidades do paciente ao longo do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os poucos estudos encontrados na literatura que comparam o uso da DVP convencional com a programável envolvem crianças, uma vez que a hidrocefalia é uma condição observada com maior frequência nessa faixa etária, e também em pacientes adultos com diagnóstico de hidrocefalia com pressão normal, que é diversa da patologia do paciente em tela.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2020 foi publicado no sistema de banco de dados Cochrane uma revisão sistemática comparando diversos tipos de dispositivos de DVP para hidrocefalia. Nessa revisão, foi selecionado e analisado um estudo conduzido por Pollack et al. em 19996 que randomizou 377 participantes e comparou válvula de pressão programável versus válvula não programável. O estudo comparou um sistema de válvula programável Codman-Hakim versus qualquer outra válvula de pressão fixa não programável de escolha do cirurgião. A incidência de falha do tratamento pode ser semelhante naqueles com válvula programável e em outros tipos de válvulas não programáveis. No acompanhamento de dois anos, 52% (n=100) dos participantes com a válvula programável e 52% (n=96) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis desenvolveram falha no tratamento (RR 1,02, 95% IC 0,84 a 1,24). Com a válvula programável, a falha do tratamento ocorreu em 52% (n=62) dos 119 participantes submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=32) dos 75 participantes submetidos à substituição da válvula existente. Com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis, a falha do tratamento ocorreu em 50% (n=58) dos 116 participantes que foram submetidos à inserção inicial do shunt e em 43% (n=29) dos 67 participantes que foram submetidos a uma substituição da válvula existente. As infecções que requerem explante foram desenvolvidas em 10,8% (n=21) dos participantes com a válvula programável e em 8,7% (n=16) dos participantes com as outras válvulas de pressão fixa não programáveis. Ainda neste estudo, foi relatado hematomas subdurais ou higromas em 6,19% (n=12) dos participantes com a válvula programável e em 6,01% (n=11) dos participantes com outras válvulas de pressão fixa não programáveis (RR 0,97, IC 95% 0,44 a 2.15)1 . O estudo não relatou o efeito dessas intervenções na mortalidade e qualidade de vida. Uma revisão sistemática de 22 estudos publicado na Journal of Neurosurgery em 2014 3 , comparando diferentes componentes de shunt em crianças com hidrocefalia concluiu que as evidências disponíveis não demonstraram uma vantagem clara para qualquer componente, mecanismo ou projeto de válvula específico de um shunt sobre outro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em pacientes com hidrocefalia idiopática de pressão normal não há evidência disponível atual que permita recomendar o uso das válvulas programáveis no tratamento desses pacientes, em comparação ou que leve à descontinuidade de uso das válvulas convencionais (fixas). A qualidade da evidência disponível é muito baixa. &amp;lt;ref&amp;gt; https://amb.org.br/wp-content/uploads/2023/01/VALVULA-HIDROCEFALIA-FINAL-24.01.2023.pdf &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74322</id>
		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74322"/>
				<updated>2026-07-23T13:16:53Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Raramente, a hidrocefalia não é progressiva porque se desenvolvem vias alternativas de absorção do líquido cefalorraquidiano ou porque os mecanismos normais de manipulação do LCR são restabelecidos. Isso é conhecido como &amp;quot;hidrocefalia interrompida&amp;quot;. Neste caso, a manobra é desnecessária. &amp;lt;ref&amp;gt; Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP): ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DVP é uma cirurgia para tratar a hidrocefalia que desvia o excesso de líquor do cérebro para a cavidade abdominal, onde é reabsorvido. A válvula de derivação ventricular é um dispositivo que ajuda a drenar esse excesso de líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Define-se uma derivação ventrículo-peritoneal como um sistema composto por um cateter ventricular, que geralmente é inserido em um dos ventrículos laterais cerebrais e está conectado a uma válvula e a um cateter distal (na outra extremidade do sistema), que é implantado dentro da cavidade peritoneal (abdome), onde o líquido cérebro radicular ( LCR) é finalmente reabsorvido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tipos de Válvula de Derivação- Peritoneal: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem três tipos principais de válvula de derivação ventricular:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Pressão fixa:''' é considerada a primeira geração de válvulas. Drena quando a pressão no cérebro ultrapassa um valor pré-determinado e não pode ser alterada pelo médico. É o tipo mais simples e barato de válvula, mas pode causar problemas de pouca ou muita drenagem que só podem ser corrigidos com nova cirurgia para troca da válvula (e da sua pressão);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Auto ajustável:''' drena de acordo com um intervalo de fluxo que é regulado automaticamente pelo sistema. O médico também não consegue ajustar a pressão da válvula. Geralmente é recomendada para adultos com hidrocefalia de pressão normal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Programável:''' Ao contrário das válvulas tradicionais (que possuem pressão estática), a válvula programável permite que o neurocirurgião altere a pressão de drenagem externamente, utilizando um dispositivo magnético. Isso permite evitar a drenagem excessiva e suas consequências, que incluem ventrículos em fenda (acompanhados de dores de cabeça) e retardo do crescimento da abóbada craniana em crianças. &amp;lt;ref&amp;gt; Cochrane Database Syst Rev. 2020 Jun 16. Ventriculoperitoneal shunting devices for hydrocephalus 2. J Neurosurg. 2018 May 1:1-8. Comparative durability and costs analysis of ventricular shunts. Agarwal N, Kashkoush A, McDowell MM, Lariviere WR, Ismail N, Friedlander RM. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Deriva%C3%A7%C3%A3o_Ventr%C3%ADculo-Peritoneal_do_Tipo_Program%C3%A1vel&amp;diff=74321</id>
		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
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				<updated>2026-07-23T13:10:02Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Sobre a Hidrocefalia: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica. &amp;lt;ref&amp;gt; Haridas, A; Tomita, T. Hydrocephalus in children: Management and prognosis. Uptodate. 2022. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
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				<updated>2026-07-23T13:08:22Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref&amp;gt; A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

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		<title>Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável</title>
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				<updated>2026-07-23T13:06:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: Criou página com '== Sobre a Hidrocefalia: ==  &amp;lt;ref&amp;gt; A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intra...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Sobre a Hidrocefalia: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref&amp;gt; A hidrocefalia é um distúrbio neurológico comum, causado por um acúmulo progressivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no espaço intracraniano que pode levar ao aumento da pressão intracraniana, ao aumento dos ventrículos (ventriculomegalia) e, consequentemente, a danos cerebrais. A hidrocefalia pode ser classificada em tipos comunicantes e não comunicantes com base na sua fisiopatologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos casos de hidrocefalia é progressiva, o que significa que ocorrerá deterioração neurológica se a hidrocefalia não for tratada de forma eficaz e contínua. Para a maioria dos pacientes, o tratamento mais eficaz é a drenagem cirúrgica, por meio de derivação ou ventriculostomia endoscópica. &amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Produtos_para_sa%C3%BAde_(insumos)&amp;diff=74318</id>
		<title>Produtos para saúde (insumos)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Produtos_para_sa%C3%BAde_(insumos)&amp;diff=74318"/>
				<updated>2026-07-23T13:03:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;- [[Curativos]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Derivação Ventrículo-Peritoneal do Tipo Programável]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Dispositivo para fechamento percutâneo de persistência do canal arterial por implante cardiovascular tipo plug de malha expansível de nitinol]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Máquina de Tosse (Cough-Assist®)]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Meia Elástica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Óculos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Stent Farmacológico]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Stent diversor de fluxo (Flow Diverter)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Sonda botton para gastrostomia em crianças e adolescentes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Prótese (de quadril)]] Artroplastia de Quadril&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Prótese Reversa de Ombro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Prótese Osteointegrada]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Transplante ósseo]] - Banco de Ossos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Lentes intraoculares]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cama Hospitalar]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Centro Catarinense de Reabilitação e Fornecimentos de Órtese/ Prótese, Cadeira de Rodas e Insumos Relacionados]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cateterismo Vesical Intermitente e Cateter Vesical Hidrofílico]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Fisioterapia com Pressão Expiratória Positiva (PEP/EPAP) Para Tratamento da Fibrose Cística]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[ Sistema de Frequência Modulada Pessoal para indivíduos com deficiência auditiva de qualquer idade matriculados em qualquer nível acadêmico]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Ventilação Mecânica não Invasiva Domiciliar Para Tratamento da Fibrose Cística Associada a Insuficiência Respiratória Avançada]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Eletroconvulsoterapia&amp;diff=74030</id>
		<title>Eletroconvulsoterapia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Eletroconvulsoterapia&amp;diff=74030"/>
				<updated>2026-05-25T18:40:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A eletroconvulsoterapia (ECT) é o tratamento somático mais antigo dentre os ainda utilizados na prática psiquiátrica atual e também o mais controverso. A ECT se popularizou nos meados do século XX, entre as décadas de 40 e 60. No entanto, já entre os anos 60 e 80, o uso da ECT encontrou resistência, deixando de ser uma opção terapêutica para muitos psiquiatras e serviços de psiquiatria, que viam o método como sinônimo de uma prática psiquiátrica manicomial ou como mecanismo punitivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mecanismo de ação da ECT ainda não é totalmente esclarecido. Até a atualidade, inúmeros avanços técnicos e científicos foram incorporados ao procedimento da ECT, como o uso da anestesia, dos bloqueadores neuromusculares, aplicações unilaterais e medicações coadjuvantes, que aumentam o conforto e o bem estar do paciente. &amp;lt;ref name=&amp;quot;ECT&amp;quot;&amp;gt;[https://diretrizes.amb.org.br/psiquiatria/eletroconvulsoterapia-2/ Eletroconvulsoterapia. Projeto Diretrizes, AMB (2016)]&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Por que é feita==&lt;br /&gt;
A ECT pode proporcionar melhorias rápidas e significativas nos sintomas graves de algumas condições de saúde mental, como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''Depressão grave''' (uni ou bipolar), particularmente quando acompanhada de desapego da realidade (psicose), desejo de cometer suicídio ou recusa de comer.&lt;br /&gt;
*'''Esquizofrenia refratária''', que não melhora com medicamentos ou outros tratamentos.&lt;br /&gt;
* '''Quadros esquizoafetivos'''.&lt;br /&gt;
*'''Mania'''.&lt;br /&gt;
*'''Doença de Parkinson'''.&lt;br /&gt;
*'''Síndrome Neuroléptica Maligna'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situações clínicas especiais como pacientes idosos, portadores de comorbidades, crianças e pacientes grávidas, muitas vezes têm na ECT a sua única oportunidade de tratamento 18,19 (D). A refratariedade ou a presença de eventos adversos decorrentes dos psicofármacos constituem-se em fortes argumentos para a indicação da ECT.&amp;lt;ref name=&amp;quot;ECT&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Riscos/Contraindicações==&lt;br /&gt;
Embora a ECT seja geralmente segura, os riscos e efeitos colaterais podem incluir:&lt;br /&gt;
*'''Alterações somáticas''', como dor de cabeça, náusea e vômitos, mas também são observadas arritmias cardíacas.&lt;br /&gt;
*'''Alterações cognitivas''', como confusão e ''delirium''. A diminuição da memória anterógrada também é um evento adverso de curto prazo, que tende a melhorar depois de alguns dias ou poucas semanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O efeito colateral em longo prazo da ECT mais frequente e que pode ter mais longa duração é a amnésia retrógrada, inclusive com relatos de pacientes com lapsos mnêmicos de eventos passados que não remitiram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ECT não possui contraindicações absolutas e seu risco não é maior que o de uma anestesia geral. Um médico especialista deve ser consultado para que o risco da ECT seja minimizado em alguns casos como: arritmias, hipertensão arterial severa, insuficiência cardíaca congestiva, grandes aneurismas, diabete insulino-dependente, tumores cerebrais, traumatismo crânio encefálico, acidente vascular cerebral, epilepsia, malformações cerebrovasculares e glaucoma de angulo fechado.&amp;lt;ref name=&amp;quot;ECT&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ECT funciona?==&lt;br /&gt;
A eficácia da ECT no tratamento de doenças mentais graves é reconhecida pela Associação Americana de Psiquiatria, pela Associação Médica Americana, pelo Instituto Nacional de Saúde Mental e por organizações semelhantes no Canadá, na Grã-Bretanha e em muitos outros países.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a ECT possa ser muito eficaz para muitos indivíduos com doença mental grave, não é uma cura. Para evitar o retorno da doença, a maioria das pessoas tratadas com ECT precisa continuar com algum tipo de tratamento de manutenção. Isso normalmente significa psicoterapia e / ou medicação ou, em algumas circunstâncias, tratamentos contínuos de ECT.&amp;lt;ref name=&amp;quot;PSY&amp;quot;&amp;gt;[https://www.psychiatry.org/patients-families/ect What is Electroconvulsive therapy (ECT)?].&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, no Brasil, o Conselho Federal de Medicina tolera a eletroconvulsoterapia, como tratamento eletivo, porém apenas dentro de técnicas modernas, com anestesia e sedação prévias, com todos os controles necessários e exigidos pela Resolução CFM 1640/02 e consentimento livre informado assinado pelo paciente, ou por responsável legal, em caso de incapacidade de compreensão e deliberação.&amp;lt;ref name=&amp;quot;CFM&amp;quot;&amp;gt;[http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2002/1640_2002.htm RESOLUÇÃO CFM Nº 1.640/2002].&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Quantas sessões são necessárias?==&lt;br /&gt;
A resposta clínica é o principal referencial para a decisão dos  números de sessões.  &lt;br /&gt;
A experiência clínica sugere uma variação de 6 a 12 sessões,  mas esses números devem servir apenas como referenciais gerais. &lt;br /&gt;
Além da  resposta clínica, os efeitos colaterais cognitivos, por serem cumulativos, também  ajudarão na decisão de interromper o tratamento. Quando estes são muito intensos, isso pode sugerir que se atingiu um limite. &lt;br /&gt;
A prática de continuar  o tratamento após a remissão (por exemplo, duas sessões a mais) não parece ter &lt;br /&gt;
fundamentação científica.&lt;br /&gt;
A associação Médica Brasileira (AMB) recomenda que a resposta clínica e  os efeitos colaterais cognitivos deverão guiar a decisão de continuar o tratamento  ou suspendê-lo. Em caso de remissão ou platô de resposta (melhora parcial mantida por uma semana) ou quando haja prejuízo cognitivo óbvio (amnésia grave ou estado confusional) o tratamento deverá ser interrompido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Que profissionais devem aplicar a ECT?==&lt;br /&gt;
A ECT é um ato médico e a equipe para sua realização deve contar com a  participação de um psiquiatra, um anestesista e ao menos duas enfermeiras. Pareceres de outras especialidades médicas podem ser necessários de acordo com cada caso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ECT no SUS==&lt;br /&gt;
A ECT não tem protocolos clínicos e nem diretrizes terapêuticas aprovadas no âmbito do SUS. Não consta na relação de medicamentos instituída pelo Ministério da Saúde, que é o gestor federal. Tampouco consta na lista oficial de ações e procedimentos de saúde, a RENASES.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A incorporação tem um rito legal, devendo as provas científicas comporem processo na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC). O Decreto 7.646, de 21 de dezembro de 2011, dispõe sobre a CONITEC e sobre o processo administrativo para incorporação, exclusão e alteração de tecnologias em saúde pelo Sistema Único de Saúde - SUS, e dá outras providências. Os interessados em sua incorporação poderão montar processo apresentando à CONITEC novas evidências científicas, caso venham a existir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimento Eletivo ou de Urgência/Emergência?==&lt;br /&gt;
'''Não há urgência neste tipo de tratamento.'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Em nenhum livro de Psiquiatria ou de Medicina de Pronto Socorro há referência às indicações de eltroconvulsoterapia como um procedimento de urgência ou de emergência. Nenhum Pronto-Socorro do mundo tem aparelhagem para fazer eletroconvulsoterapia, e sua indicação é sempre eletiva (não obrigatória, opcional, alternativa), em qualquer país do mundo, hoje.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73945</id>
		<title>Hemotranfusão e Hemoterapia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73945"/>
				<updated>2026-05-22T14:23:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional foi marcado pela remuneração da doação, envolvendo sentimentos de troca, e não a solidariedade e o voluntariado como motivador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o surgimento da pandemia de HIV/Aids, veio a idenficação e caracterização da possibilidade de transmissão da doença por transfusão sanguínea. Com isso, surgiu um maior entendimento sobre os risco associados à avidade da hemoterapia brasileira, inclusive o comércio de sangue, o que levou à inclusão do § 4o ao argo 199 da Constuição Federal, promulgada em 1988, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2001, foi publicada a chamada Lei do Sangue, a Lei 10.205/2001 (BRASIL, 2001), que regulamenta o parágrafo 4o da Constuição Federal, relavo às avidades em hemoterapia e ao ordenamento instucional da Políca Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso exclusivo da doação não remunerada de sangue aparece também como princípio da Políca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 14. A Polícia Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) II – utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público esmulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social; III – proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue; (...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Portaria de Consolidação no. 5/2017, Anexo IV, (BRASIL, 2017), que redefine o regulamento técnico dos procedimentos hemoterápicos, consta, sobre a doação de sangue: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 30. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruista, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Portanto, ressalta-se que a doação de sangue no Brasil é voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, não devendo o doador ser remunerado ou beneficiado direta ou indiretamente por sua doação'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, convém destacar que, conforme parágrafo único do art 2o da Lei no 10.205/2001, “não se considera como comercialização a cobrança de valores referentes a insumos, materiais, exames sorológicos, imuno-hematológicos e demais exames laboratoriais definidos pela legislação competente, realizados para a seleção do sangue, componentes ou derivados, bem como honorários por serviços médicos prestados na assistência aos pacientes e aos doadores&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== HEMOSC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é um órgão público da Secretária Estadual de Saúde gerido pela Organização Social FAHECE, por meio de contrato de gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é o Hemocentro de Santa Catarina, responsável por todas as ações de captação de doação voluntária de sangue e medula óssea, tem a atribuição de garantir a qualidade e controle da coleta, qualificação do doador, produção e controle de qualidade de hemocomponentes, estocagem e distribuição desses para os serviços públicos e privados, fazendo a gestão estadual do estoque de sangue. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É responsável por desenvolver no estado os programas de coagulopatias e hemoglobinopatias do Ministério da Saúde sendo referência para pacientes com doenças hematológicas fazendo transfusões, sangrias, aplicação de medicamentos, fornecimento de hemoderivados, além de outros procedimentos realizados ambulatorialmente por equipe multiprofissional. Possui laboratórios altamente especializados que executam diversos exames, em alguns casos, sendo os únicos a executá-los pelo Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, dando suporte aos transplantes e viabilizando a realização de terapia celular. Promove diversas capacitações e incentiva o conhecimento científico e tecnológico das suas áreas de atuação. Tem compromisso com a qualidade em todos os seus processos, com o objetivo de oferecer segurança para todos os seus usuários e partes interessadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agências Transfusionais são unidades hemoterápicas que armazenam sangue e seus derivados, realizam exames pré-transfusionais (como testes de compatibilidade), assim como o transporte dos componentes sanguíneos para as transfusões nos setores do Complexo Hospitalar (no caso das Agências do HEMOSC). Em Santa Catarina, existem 8 ATs vinculadas ao HEMOSC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas estão nos seguintes '''hospitais''':&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional de São José - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Governador Celso Ramos - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Florianópolis - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Infantil Joana de Gusmão - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional do Oeste - Hemocentro Regional de Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt - Hemocentro Regional de Joinville;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos - Hemocentro Regional de Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Waldomiro Colautti - Hemocentro Regional de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambulatório oferece atendimento especializado a pacientes com doenças hematológicas, aos doadores e aqueles que necessitam de transfusão de sangue e hemocomponentes. Além disso, atendemos também à população com coagulopatias hereditárias, doenças falciforme e outras hemoglobinopatias, garantindo o acesso contínuo e sem restrições ao serviço de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ambulatórios:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Florianópolis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Blumenau;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joaçaba;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Criciúma;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joinville.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REGULAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A regulação da fila de espera para hemotransfusão em Santa Catarina é estruturada para garantir a segurança transfusional e a agilidade no acesso a hemocomponentes, sendo o HEMOSC (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) o órgão central responsável por 98% da coleta, processamento, estocagem e distribuição de sangue no estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Solicitação e Prioridade: A solicitação é feita por médicos através de fichas específicas (com amostra de sangue do paciente). A regulação prioriza casos de urgência/emergência e utiliza protocolos de uso racional de sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gestão de Estoque: Em situações de alta demanda ou baixa nos estoques, o HEMOSC monitora e coordena a distribuição para garantir o atendimento, incluindo a realização de exames especiais em casos de refratariedade à transfusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Transparência e Filas de Espera: A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) disponibiliza um portal para consulta da fila de espera do SUS, onde procedimentos, incluindo os relacionados a hematologia, podem ser monitorados, em conformidade com a Lei Estadual 17.066/2017.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Novas Tecnologias: O estado tem investido no programa &amp;quot;Sangue Total&amp;quot; para agilizar transfusões em situações de emergência pré-hospitalar (como traumas), permitindo a transfusão no local da ocorrência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TABELA SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.01.001-1 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.002-0 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO (C/ PROCESSADORA AUTOMATICA);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.003-8 - TRIAGEM CLINICA DE DOADOR (A) DE SANGUE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.001-7 - AFERESE TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.002-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR IX DA COAGULAÇÃO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.003-3 - APLICACAO DE FATOR VIII DE COAGULACAO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.004-1 - SANGRIA TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.005-0 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE GRANULOCITOS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.006-8 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE HEMACIAS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.007-6 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE PLAQUETAS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.008-4 - TRANSFUSAO DE CRIOPRECIPITADO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.009-2 - TRANSFUSAO DE PLAQUETAS POR AFERESE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.010-6 - TRANSFUSAO DE PLASMA FRESCO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.011-4 - TRANSFUSAO DE PLASMA ISENTO DE CRIOPRECIPITADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.012-2 - TRANSFUSAO DE SANGUE / COMPONENTES IRRADIADOS;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.013-0 - TRANSFUSAO DE SUBSTITUICAO / TROCA (EXSANGUINEOTRANSFUSÃO);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.014-9 - TRANSFUSAO DE UNIDADE DE SANGUE TOTAL;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.015-7 - TRANSFUSAO FETAL INTRA-UTERINA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.016-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR VIII PARA DOENÇA DE VON WILLEBRAND;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.017-3 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR DE VII ATIVADO RECOMBINANTE;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.018-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR XIII DA COAGULAÇÃO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.019-0 - APLICAÇÃO DO COMPLEXO PROTROMBÍNICO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.020-3 - APLICAÇÃO DE COMPLEXO PROTROMBÍNICO PARCIALMENTE ATIVADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.021-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR I - FIBRINOGÊNIO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
05.01.01.001-7 - COLETA DE SANGUE EM HEMOCENTRO P/ EXAMES DE HISTOCOMPATIBILIDADE (CADASTRO DE DOADOR NO REDOME).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REFERENCIAS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NOTA TÉCNICA Nº 26/2025-CGSH/DAET/SAES/MS&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.hemosc.org.br/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73944</id>
		<title>Hemotranfusão e Hemoterapia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73944"/>
				<updated>2026-05-22T14:22:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* REFERENCIAS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional foi marcado pela remuneração da doação, envolvendo sentimentos de troca, e não a solidariedade e o voluntariado como motivador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o surgimento da pandemia de HIV/Aids, veio a idenficação e caracterização da possibilidade de transmissão da doença por transfusão sanguínea. Com isso, surgiu um maior entendimento sobre os risco associados à avidade da hemoterapia brasileira, inclusive o comércio de sangue, o que levou à inclusão do § 4o ao argo 199 da Constuição Federal, promulgada em 1988, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2001, foi publicada a chamada Lei do Sangue, a Lei 10.205/2001 (BRASIL, 2001), que regulamenta o parágrafo 4o da Constuição Federal, relavo às avidades em hemoterapia e ao ordenamento instucional da Políca Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso exclusivo da doação não remunerada de sangue aparece também como princípio da Políca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 14. A Polícia Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) II – utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público esmulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social; III – proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue; (...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Portaria de Consolidação no. 5/2017, Anexo IV, (BRASIL, 2017), que redefine o regulamento técnico dos procedimentos hemoterápicos, consta, sobre a doação de sangue: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 30. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruista, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Portanto, ressalta-se que a doação de sangue no Brasil é voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, não devendo o doador ser remunerado ou beneficiado direta ou indiretamente por sua doação'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, convém destacar que, conforme parágrafo único do art 2o da Lei no 10.205/2001, “não se considera como comercialização a cobrança de valores referentes a insumos, materiais, exames sorológicos, imuno-hematológicos e demais exames laboratoriais definidos pela legislação competente, realizados para a seleção do sangue, componentes ou derivados, bem como honorários por serviços médicos prestados na assistência aos pacientes e aos doadores&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== HEMOSC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é um órgão público da Secretária Estadual de Saúde gerido pela Organização Social FAHECE, por meio de contrato de gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é o Hemocentro de Santa Catarina, responsável por todas as ações de captação de doação voluntária de sangue e medula óssea, tem a atribuição de garantir a qualidade e controle da coleta, qualificação do doador, produção e controle de qualidade de hemocomponentes, estocagem e distribuição desses para os serviços públicos e privados, fazendo a gestão estadual do estoque de sangue. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É responsável por desenvolver no estado os programas de coagulopatias e hemoglobinopatias do Ministério da Saúde sendo referência para pacientes com doenças hematológicas fazendo transfusões, sangrias, aplicação de medicamentos, fornecimento de hemoderivados, além de outros procedimentos realizados ambulatorialmente por equipe multiprofissional. Possui laboratórios altamente especializados que executam diversos exames, em alguns casos, sendo os únicos a executá-los pelo Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, dando suporte aos transplantes e viabilizando a realização de terapia celular. Promove diversas capacitações e incentiva o conhecimento científico e tecnológico das suas áreas de atuação. Tem compromisso com a qualidade em todos os seus processos, com o objetivo de oferecer segurança para todos os seus usuários e partes interessadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agências Transfusionais são unidades hemoterápicas que armazenam sangue e seus derivados, realizam exames pré-transfusionais (como testes de compatibilidade), assim como o transporte dos componentes sanguíneos para as transfusões nos setores do Complexo Hospitalar (no caso das Agências do HEMOSC). Em Santa Catarina, existem 8 ATs vinculadas ao HEMOSC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas estão nos seguintes hospitais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional de São José - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Governador Celso Ramos - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Florianópolis - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Infantil Joana de Gusmão - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional do Oeste - Hemocentro Regional de Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt - Hemocentro Regional de Joinville;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos - Hemocentro Regional de Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Waldomiro Colautti - Hemocentro Regional de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambulatório oferece atendimento especializado a pacientes com doenças hematológicas, aos doadores e aqueles que necessitam de transfusão de sangue e hemocomponentes. Além disso, atendemos também à população com coagulopatias hereditárias, doenças falciforme e outras hemoglobinopatias, garantindo o acesso contínuo e sem restrições ao serviço de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ambulatórios:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Florianópolis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Blumenau;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joaçaba;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Criciúma;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joinville.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REGULAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A regulação da fila de espera para hemotransfusão em Santa Catarina é estruturada para garantir a segurança transfusional e a agilidade no acesso a hemocomponentes, sendo o HEMOSC (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) o órgão central responsável por 98% da coleta, processamento, estocagem e distribuição de sangue no estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Solicitação e Prioridade: A solicitação é feita por médicos através de fichas específicas (com amostra de sangue do paciente). A regulação prioriza casos de urgência/emergência e utiliza protocolos de uso racional de sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gestão de Estoque: Em situações de alta demanda ou baixa nos estoques, o HEMOSC monitora e coordena a distribuição para garantir o atendimento, incluindo a realização de exames especiais em casos de refratariedade à transfusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Transparência e Filas de Espera: A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) disponibiliza um portal para consulta da fila de espera do SUS, onde procedimentos, incluindo os relacionados a hematologia, podem ser monitorados, em conformidade com a Lei Estadual 17.066/2017.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Novas Tecnologias: O estado tem investido no programa &amp;quot;Sangue Total&amp;quot; para agilizar transfusões em situações de emergência pré-hospitalar (como traumas), permitindo a transfusão no local da ocorrência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TABELA SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.01.001-1 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.002-0 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO (C/ PROCESSADORA AUTOMATICA);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.003-8 - TRIAGEM CLINICA DE DOADOR (A) DE SANGUE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.001-7 - AFERESE TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.002-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR IX DA COAGULAÇÃO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.003-3 - APLICACAO DE FATOR VIII DE COAGULACAO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.004-1 - SANGRIA TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.005-0 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE GRANULOCITOS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.006-8 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE HEMACIAS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.007-6 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE PLAQUETAS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.008-4 - TRANSFUSAO DE CRIOPRECIPITADO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.009-2 - TRANSFUSAO DE PLAQUETAS POR AFERESE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.010-6 - TRANSFUSAO DE PLASMA FRESCO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.011-4 - TRANSFUSAO DE PLASMA ISENTO DE CRIOPRECIPITADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.012-2 - TRANSFUSAO DE SANGUE / COMPONENTES IRRADIADOS;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.013-0 - TRANSFUSAO DE SUBSTITUICAO / TROCA (EXSANGUINEOTRANSFUSÃO);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.014-9 - TRANSFUSAO DE UNIDADE DE SANGUE TOTAL;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.015-7 - TRANSFUSAO FETAL INTRA-UTERINA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.016-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR VIII PARA DOENÇA DE VON WILLEBRAND;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.017-3 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR DE VII ATIVADO RECOMBINANTE;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.018-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR XIII DA COAGULAÇÃO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.019-0 - APLICAÇÃO DO COMPLEXO PROTROMBÍNICO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.020-3 - APLICAÇÃO DE COMPLEXO PROTROMBÍNICO PARCIALMENTE ATIVADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.021-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR I - FIBRINOGÊNIO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
05.01.01.001-7 - COLETA DE SANGUE EM HEMOCENTRO P/ EXAMES DE HISTOCOMPATIBILIDADE (CADASTRO DE DOADOR NO REDOME).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REFERENCIAS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NOTA TÉCNICA Nº 26/2025-CGSH/DAET/SAES/MS&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.hemosc.org.br/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73943</id>
		<title>Hemotranfusão e Hemoterapia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73943"/>
				<updated>2026-05-22T14:21:45Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* TABELA SIGTAP */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional foi marcado pela remuneração da doação, envolvendo sentimentos de troca, e não a solidariedade e o voluntariado como motivador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o surgimento da pandemia de HIV/Aids, veio a idenficação e caracterização da possibilidade de transmissão da doença por transfusão sanguínea. Com isso, surgiu um maior entendimento sobre os risco associados à avidade da hemoterapia brasileira, inclusive o comércio de sangue, o que levou à inclusão do § 4o ao argo 199 da Constuição Federal, promulgada em 1988, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2001, foi publicada a chamada Lei do Sangue, a Lei 10.205/2001 (BRASIL, 2001), que regulamenta o parágrafo 4o da Constuição Federal, relavo às avidades em hemoterapia e ao ordenamento instucional da Políca Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso exclusivo da doação não remunerada de sangue aparece também como princípio da Políca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 14. A Polícia Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) II – utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público esmulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social; III – proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue; (...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Portaria de Consolidação no. 5/2017, Anexo IV, (BRASIL, 2017), que redefine o regulamento técnico dos procedimentos hemoterápicos, consta, sobre a doação de sangue: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 30. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruista, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Portanto, ressalta-se que a doação de sangue no Brasil é voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, não devendo o doador ser remunerado ou beneficiado direta ou indiretamente por sua doação'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, convém destacar que, conforme parágrafo único do art 2o da Lei no 10.205/2001, “não se considera como comercialização a cobrança de valores referentes a insumos, materiais, exames sorológicos, imuno-hematológicos e demais exames laboratoriais definidos pela legislação competente, realizados para a seleção do sangue, componentes ou derivados, bem como honorários por serviços médicos prestados na assistência aos pacientes e aos doadores&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== HEMOSC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é um órgão público da Secretária Estadual de Saúde gerido pela Organização Social FAHECE, por meio de contrato de gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é o Hemocentro de Santa Catarina, responsável por todas as ações de captação de doação voluntária de sangue e medula óssea, tem a atribuição de garantir a qualidade e controle da coleta, qualificação do doador, produção e controle de qualidade de hemocomponentes, estocagem e distribuição desses para os serviços públicos e privados, fazendo a gestão estadual do estoque de sangue. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É responsável por desenvolver no estado os programas de coagulopatias e hemoglobinopatias do Ministério da Saúde sendo referência para pacientes com doenças hematológicas fazendo transfusões, sangrias, aplicação de medicamentos, fornecimento de hemoderivados, além de outros procedimentos realizados ambulatorialmente por equipe multiprofissional. Possui laboratórios altamente especializados que executam diversos exames, em alguns casos, sendo os únicos a executá-los pelo Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, dando suporte aos transplantes e viabilizando a realização de terapia celular. Promove diversas capacitações e incentiva o conhecimento científico e tecnológico das suas áreas de atuação. Tem compromisso com a qualidade em todos os seus processos, com o objetivo de oferecer segurança para todos os seus usuários e partes interessadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agências Transfusionais são unidades hemoterápicas que armazenam sangue e seus derivados, realizam exames pré-transfusionais (como testes de compatibilidade), assim como o transporte dos componentes sanguíneos para as transfusões nos setores do Complexo Hospitalar (no caso das Agências do HEMOSC). Em Santa Catarina, existem 8 ATs vinculadas ao HEMOSC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas estão nos seguintes hospitais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional de São José - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Governador Celso Ramos - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Florianópolis - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Infantil Joana de Gusmão - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional do Oeste - Hemocentro Regional de Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt - Hemocentro Regional de Joinville;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos - Hemocentro Regional de Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Waldomiro Colautti - Hemocentro Regional de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambulatório oferece atendimento especializado a pacientes com doenças hematológicas, aos doadores e aqueles que necessitam de transfusão de sangue e hemocomponentes. Além disso, atendemos também à população com coagulopatias hereditárias, doenças falciforme e outras hemoglobinopatias, garantindo o acesso contínuo e sem restrições ao serviço de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ambulatórios:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Florianópolis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Blumenau;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joaçaba;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Criciúma;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joinville.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REGULAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A regulação da fila de espera para hemotransfusão em Santa Catarina é estruturada para garantir a segurança transfusional e a agilidade no acesso a hemocomponentes, sendo o HEMOSC (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) o órgão central responsável por 98% da coleta, processamento, estocagem e distribuição de sangue no estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Solicitação e Prioridade: A solicitação é feita por médicos através de fichas específicas (com amostra de sangue do paciente). A regulação prioriza casos de urgência/emergência e utiliza protocolos de uso racional de sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gestão de Estoque: Em situações de alta demanda ou baixa nos estoques, o HEMOSC monitora e coordena a distribuição para garantir o atendimento, incluindo a realização de exames especiais em casos de refratariedade à transfusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Transparência e Filas de Espera: A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) disponibiliza um portal para consulta da fila de espera do SUS, onde procedimentos, incluindo os relacionados a hematologia, podem ser monitorados, em conformidade com a Lei Estadual 17.066/2017.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Novas Tecnologias: O estado tem investido no programa &amp;quot;Sangue Total&amp;quot; para agilizar transfusões em situações de emergência pré-hospitalar (como traumas), permitindo a transfusão no local da ocorrência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TABELA SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.01.001-1 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.002-0 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO (C/ PROCESSADORA AUTOMATICA);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.003-8 - TRIAGEM CLINICA DE DOADOR (A) DE SANGUE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.001-7 - AFERESE TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.002-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR IX DA COAGULAÇÃO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.003-3 - APLICACAO DE FATOR VIII DE COAGULACAO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.004-1 - SANGRIA TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.005-0 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE GRANULOCITOS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.006-8 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE HEMACIAS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.007-6 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE PLAQUETAS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.008-4 - TRANSFUSAO DE CRIOPRECIPITADO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.009-2 - TRANSFUSAO DE PLAQUETAS POR AFERESE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.010-6 - TRANSFUSAO DE PLASMA FRESCO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.011-4 - TRANSFUSAO DE PLASMA ISENTO DE CRIOPRECIPITADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.012-2 - TRANSFUSAO DE SANGUE / COMPONENTES IRRADIADOS;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.013-0 - TRANSFUSAO DE SUBSTITUICAO / TROCA (EXSANGUINEOTRANSFUSÃO);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.014-9 - TRANSFUSAO DE UNIDADE DE SANGUE TOTAL;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.015-7 - TRANSFUSAO FETAL INTRA-UTERINA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.016-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR VIII PARA DOENÇA DE VON WILLEBRAND;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.017-3 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR DE VII ATIVADO RECOMBINANTE;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.018-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR XIII DA COAGULAÇÃO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.019-0 - APLICAÇÃO DO COMPLEXO PROTROMBÍNICO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.020-3 - APLICAÇÃO DE COMPLEXO PROTROMBÍNICO PARCIALMENTE ATIVADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.021-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR I - FIBRINOGÊNIO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
05.01.01.001-7 - COLETA DE SANGUE EM HEMOCENTRO P/ EXAMES DE HISTOCOMPATIBILIDADE (CADASTRO DE DOADOR NO REDOME).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REFERENCIAS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NOTA TÉCNICA Nº 26/2025-CGSH/DAET/SAES/MS&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73942</id>
		<title>Hemotranfusão e Hemoterapia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73942"/>
				<updated>2026-05-22T14:19:32Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* REGULAÇÃO */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional foi marcado pela remuneração da doação, envolvendo sentimentos de troca, e não a solidariedade e o voluntariado como motivador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o surgimento da pandemia de HIV/Aids, veio a idenficação e caracterização da possibilidade de transmissão da doença por transfusão sanguínea. Com isso, surgiu um maior entendimento sobre os risco associados à avidade da hemoterapia brasileira, inclusive o comércio de sangue, o que levou à inclusão do § 4o ao argo 199 da Constuição Federal, promulgada em 1988, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2001, foi publicada a chamada Lei do Sangue, a Lei 10.205/2001 (BRASIL, 2001), que regulamenta o parágrafo 4o da Constuição Federal, relavo às avidades em hemoterapia e ao ordenamento instucional da Políca Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso exclusivo da doação não remunerada de sangue aparece também como princípio da Políca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 14. A Polícia Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) II – utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público esmulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social; III – proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue; (...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Portaria de Consolidação no. 5/2017, Anexo IV, (BRASIL, 2017), que redefine o regulamento técnico dos procedimentos hemoterápicos, consta, sobre a doação de sangue: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 30. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruista, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Portanto, ressalta-se que a doação de sangue no Brasil é voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, não devendo o doador ser remunerado ou beneficiado direta ou indiretamente por sua doação'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, convém destacar que, conforme parágrafo único do art 2o da Lei no 10.205/2001, “não se considera como comercialização a cobrança de valores referentes a insumos, materiais, exames sorológicos, imuno-hematológicos e demais exames laboratoriais definidos pela legislação competente, realizados para a seleção do sangue, componentes ou derivados, bem como honorários por serviços médicos prestados na assistência aos pacientes e aos doadores&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== HEMOSC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é um órgão público da Secretária Estadual de Saúde gerido pela Organização Social FAHECE, por meio de contrato de gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é o Hemocentro de Santa Catarina, responsável por todas as ações de captação de doação voluntária de sangue e medula óssea, tem a atribuição de garantir a qualidade e controle da coleta, qualificação do doador, produção e controle de qualidade de hemocomponentes, estocagem e distribuição desses para os serviços públicos e privados, fazendo a gestão estadual do estoque de sangue. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É responsável por desenvolver no estado os programas de coagulopatias e hemoglobinopatias do Ministério da Saúde sendo referência para pacientes com doenças hematológicas fazendo transfusões, sangrias, aplicação de medicamentos, fornecimento de hemoderivados, além de outros procedimentos realizados ambulatorialmente por equipe multiprofissional. Possui laboratórios altamente especializados que executam diversos exames, em alguns casos, sendo os únicos a executá-los pelo Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, dando suporte aos transplantes e viabilizando a realização de terapia celular. Promove diversas capacitações e incentiva o conhecimento científico e tecnológico das suas áreas de atuação. Tem compromisso com a qualidade em todos os seus processos, com o objetivo de oferecer segurança para todos os seus usuários e partes interessadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agências Transfusionais são unidades hemoterápicas que armazenam sangue e seus derivados, realizam exames pré-transfusionais (como testes de compatibilidade), assim como o transporte dos componentes sanguíneos para as transfusões nos setores do Complexo Hospitalar (no caso das Agências do HEMOSC). Em Santa Catarina, existem 8 ATs vinculadas ao HEMOSC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas estão nos seguintes hospitais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional de São José - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Governador Celso Ramos - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Florianópolis - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Infantil Joana de Gusmão - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional do Oeste - Hemocentro Regional de Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt - Hemocentro Regional de Joinville;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos - Hemocentro Regional de Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Waldomiro Colautti - Hemocentro Regional de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambulatório oferece atendimento especializado a pacientes com doenças hematológicas, aos doadores e aqueles que necessitam de transfusão de sangue e hemocomponentes. Além disso, atendemos também à população com coagulopatias hereditárias, doenças falciforme e outras hemoglobinopatias, garantindo o acesso contínuo e sem restrições ao serviço de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ambulatórios:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Florianópolis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Blumenau;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joaçaba;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Criciúma;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joinville.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REGULAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A regulação da fila de espera para hemotransfusão em Santa Catarina é estruturada para garantir a segurança transfusional e a agilidade no acesso a hemocomponentes, sendo o HEMOSC (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) o órgão central responsável por 98% da coleta, processamento, estocagem e distribuição de sangue no estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Solicitação e Prioridade: A solicitação é feita por médicos através de fichas específicas (com amostra de sangue do paciente). A regulação prioriza casos de urgência/emergência e utiliza protocolos de uso racional de sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gestão de Estoque: Em situações de alta demanda ou baixa nos estoques, o HEMOSC monitora e coordena a distribuição para garantir o atendimento, incluindo a realização de exames especiais em casos de refratariedade à transfusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Transparência e Filas de Espera: A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) disponibiliza um portal para consulta da fila de espera do SUS, onde procedimentos, incluindo os relacionados a hematologia, podem ser monitorados, em conformidade com a Lei Estadual 17.066/2017.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Novas Tecnologias: O estado tem investido no programa &amp;quot;Sangue Total&amp;quot; para agilizar transfusões em situações de emergência pré-hospitalar (como traumas), permitindo a transfusão no local da ocorrência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TABELA SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.01.001-1 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.002-0 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO (C/ PROCESSADORA AUTOMATICA);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.01.003-8 - TRIAGEM CLINICA DE DOADOR (A) DE SANGUE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.001-7 - AFERESE TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.002-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR IX DA COAGULAÇÃO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.003-3 - APLICACAO DE FATOR VIII DE COAGULACAO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.004-1 - SANGRIA TERAPEUTICA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.005-0 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE GRANULOCITOS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.006-8 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE HEMACIAS;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.007-6 - TRANSFUSAO DE CONCENTRADO DE PLAQUETAS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.008-4 - TRANSFUSAO DE CRIOPRECIPITADO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.009-2 - TRANSFUSAO DE PLAQUETAS POR AFERESE;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.010-6 - TRANSFUSAO DE PLASMA FRESCO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.011-4 - TRANSFUSAO DE PLASMA ISENTO DE CRIOPRECIPITADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.012-2 - TRANSFUSAO DE SANGUE / COMPONENTES IRRADIADOS;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.013-0 - TRANSFUSAO DE SUBSTITUICAO / TROCA (EXSANGUINEOTRANSFUSÃO);&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.014-9 - TRANSFUSAO DE UNIDADE DE SANGUE TOTAL;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.015-7 - TRANSFUSAO FETAL INTRA-UTERINA;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.016-5 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR VIII PARA DOENÇA DE VON WILLEBRAND;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.017-3 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR DE VII ATIVADO RECOMBINANTE;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.018-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DO FATOR XIII DA COAGULAÇÃO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.019-0 - APLICAÇÃO DO COMPLEXO PROTROMBÍNICO;	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.06.02.020-3 - APLICAÇÃO DE COMPLEXO PROTROMBÍNICO PARCIALMENTE ATIVADO;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
03.06.02.021-1 - APLICAÇÃO DE CONCENTRADO DE FATOR I - FIBRINOGÊNIO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
05.01.01.001-7 - COLETA DE SANGUE EM HEMOCENTRO P/ EXAMES DE HISTOCOMPATIBILIDADE (CADASTRO DE DOADOR NO REDOME).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73941</id>
		<title>Hemotranfusão e Hemoterapia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73941"/>
				<updated>2026-05-22T14:07:33Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional foi marcado pela remuneração da doação, envolvendo sentimentos de troca, e não a solidariedade e o voluntariado como motivador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o surgimento da pandemia de HIV/Aids, veio a idenficação e caracterização da possibilidade de transmissão da doença por transfusão sanguínea. Com isso, surgiu um maior entendimento sobre os risco associados à avidade da hemoterapia brasileira, inclusive o comércio de sangue, o que levou à inclusão do § 4o ao argo 199 da Constuição Federal, promulgada em 1988, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2001, foi publicada a chamada Lei do Sangue, a Lei 10.205/2001 (BRASIL, 2001), que regulamenta o parágrafo 4o da Constuição Federal, relavo às avidades em hemoterapia e ao ordenamento instucional da Políca Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso exclusivo da doação não remunerada de sangue aparece também como princípio da Políca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 14. A Polícia Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) II – utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público esmulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social; III – proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue; (...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Portaria de Consolidação no. 5/2017, Anexo IV, (BRASIL, 2017), que redefine o regulamento técnico dos procedimentos hemoterápicos, consta, sobre a doação de sangue: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 30. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruista, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Portanto, ressalta-se que a doação de sangue no Brasil é voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, não devendo o doador ser remunerado ou beneficiado direta ou indiretamente por sua doação'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, convém destacar que, conforme parágrafo único do art 2o da Lei no 10.205/2001, “não se considera como comercialização a cobrança de valores referentes a insumos, materiais, exames sorológicos, imuno-hematológicos e demais exames laboratoriais definidos pela legislação competente, realizados para a seleção do sangue, componentes ou derivados, bem como honorários por serviços médicos prestados na assistência aos pacientes e aos doadores&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== HEMOSC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é um órgão público da Secretária Estadual de Saúde gerido pela Organização Social FAHECE, por meio de contrato de gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é o Hemocentro de Santa Catarina, responsável por todas as ações de captação de doação voluntária de sangue e medula óssea, tem a atribuição de garantir a qualidade e controle da coleta, qualificação do doador, produção e controle de qualidade de hemocomponentes, estocagem e distribuição desses para os serviços públicos e privados, fazendo a gestão estadual do estoque de sangue. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É responsável por desenvolver no estado os programas de coagulopatias e hemoglobinopatias do Ministério da Saúde sendo referência para pacientes com doenças hematológicas fazendo transfusões, sangrias, aplicação de medicamentos, fornecimento de hemoderivados, além de outros procedimentos realizados ambulatorialmente por equipe multiprofissional. Possui laboratórios altamente especializados que executam diversos exames, em alguns casos, sendo os únicos a executá-los pelo Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, dando suporte aos transplantes e viabilizando a realização de terapia celular. Promove diversas capacitações e incentiva o conhecimento científico e tecnológico das suas áreas de atuação. Tem compromisso com a qualidade em todos os seus processos, com o objetivo de oferecer segurança para todos os seus usuários e partes interessadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agências Transfusionais são unidades hemoterápicas que armazenam sangue e seus derivados, realizam exames pré-transfusionais (como testes de compatibilidade), assim como o transporte dos componentes sanguíneos para as transfusões nos setores do Complexo Hospitalar (no caso das Agências do HEMOSC). Em Santa Catarina, existem 8 ATs vinculadas ao HEMOSC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas estão nos seguintes hospitais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional de São José - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Governador Celso Ramos - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Florianópolis - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Infantil Joana de Gusmão - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional do Oeste - Hemocentro Regional de Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt - Hemocentro Regional de Joinville;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos - Hemocentro Regional de Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Waldomiro Colautti - Hemocentro Regional de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambulatório oferece atendimento especializado a pacientes com doenças hematológicas, aos doadores e aqueles que necessitam de transfusão de sangue e hemocomponentes. Além disso, atendemos também à população com coagulopatias hereditárias, doenças falciforme e outras hemoglobinopatias, garantindo o acesso contínuo e sem restrições ao serviço de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ambulatórios:''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Florianópolis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Blumenau;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joaçaba;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Criciúma;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ambulatório HEMOSC Joinville.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REGULAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A regulação da fila de espera para hemotransfusão em Santa Catarina é estruturada para garantir a segurança transfusional e a agilidade no acesso a hemocomponentes, sendo o HEMOSC (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) o órgão central responsável por 98% da coleta, processamento, estocagem e distribuição de sangue no estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Solicitação e Prioridade: A solicitação é feita por médicos através de fichas específicas (com amostra de sangue do paciente). A regulação prioriza casos de urgência/emergência e utiliza protocolos de uso racional de sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gestão de Estoque: Em situações de alta demanda ou baixa nos estoques, o HEMOSC monitora e coordena a distribuição para garantir o atendimento, incluindo a realização de exames especiais em casos de refratariedade à transfusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Transparência e Filas de Espera: A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) disponibiliza um portal para consulta da fila de espera do SUS, onde procedimentos, incluindo os relacionados a hematologia, podem ser monitorados, em conformidade com a Lei Estadual 17.066/2017.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Novas Tecnologias: O estado tem investido no programa &amp;quot;Sangue Total&amp;quot; para agilizar transfusões em situações de emergência pré-hospitalar (como traumas), permitindo a transfusão no local da ocorrência.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Hemotranfus%C3%A3o_e_Hemoterapia&amp;diff=73940</id>
		<title>Hemotranfusão e Hemoterapia</title>
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				<updated>2026-05-22T14:03:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: Criou página com 'A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A doação de sangue no Brasil passou por profundas e importantes mudanças, em especial na década de 1980, quando o contexto histórico do sangue como terapia transfusional foi marcado pela remuneração da doação, envolvendo sentimentos de troca, e não a solidariedade e o voluntariado como motivador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o surgimento da pandemia de HIV/Aids, veio a idenficação e caracterização da possibilidade de transmissão da doença por transfusão sanguínea. Com isso, surgiu um maior entendimento sobre os risco associados à avidade da hemoterapia brasileira, inclusive o comércio de sangue, o que levou à inclusão do § 4o ao argo 199 da Constuição Federal, promulgada em 1988, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2001, foi publicada a chamada Lei do Sangue, a Lei 10.205/2001 (BRASIL, 2001), que regulamenta o parágrafo 4o da Constuição Federal, relavo às avidades em hemoterapia e ao ordenamento instucional da Políca Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso exclusivo da doação não remunerada de sangue aparece também como princípio da Políca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 14. A Polícia Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) II – utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público esmulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social; III – proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue; (...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Portaria de Consolidação no. 5/2017, Anexo IV, (BRASIL, 2017), que redefine o regulamento técnico dos procedimentos hemoterápicos, consta, sobre a doação de sangue: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 30. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruista, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Portanto, ressalta-se que a doação de sangue no Brasil é voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, não devendo o doador ser remunerado ou beneficiado direta ou indiretamente por sua doação'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, convém destacar que, conforme parágrafo único do art 2o da Lei no 10.205/2001, “não se considera como comercialização a cobrança de valores referentes a insumos, materiais, exames sorológicos, imuno-hematológicos e demais exames laboratoriais definidos pela legislação competente, realizados para a seleção do sangue, componentes ou derivados, bem como honorários por serviços médicos prestados na assistência aos pacientes e aos doadores&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== HEMOSC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é um órgão público da Secretária Estadual de Saúde gerido pela Organização Social FAHECE, por meio de contrato de gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O HEMOSC é o Hemocentro de Santa Catarina, responsável por todas as ações de captação de doação voluntária de sangue e medula óssea, tem a atribuição de garantir a qualidade e controle da coleta, qualificação do doador, produção e controle de qualidade de hemocomponentes, estocagem e distribuição desses para os serviços públicos e privados, fazendo a gestão estadual do estoque de sangue. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É responsável por desenvolver no estado os programas de coagulopatias e hemoglobinopatias do Ministério da Saúde sendo referência para pacientes com doenças hematológicas fazendo transfusões, sangrias, aplicação de medicamentos, fornecimento de hemoderivados, além de outros procedimentos realizados ambulatorialmente por equipe multiprofissional. Possui laboratórios altamente especializados que executam diversos exames, em alguns casos, sendo os únicos a executá-los pelo Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, dando suporte aos transplantes e viabilizando a realização de terapia celular. Promove diversas capacitações e incentiva o conhecimento científico e tecnológico das suas áreas de atuação. Tem compromisso com a qualidade em todos os seus processos, com o objetivo de oferecer segurança para todos os seus usuários e partes interessadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AGÊNCIAS TRANSFUSIONAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agências Transfusionais são unidades hemoterápicas que armazenam sangue e seus derivados, realizam exames pré-transfusionais (como testes de compatibilidade), assim como o transporte dos componentes sanguíneos para as transfusões nos setores do Complexo Hospitalar (no caso das Agências do HEMOSC). Em Santa Catarina, existem 8 ATs vinculadas ao HEMOSC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas estão nos seguintes hospitais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional de São José - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Governador Celso Ramos - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Florianópolis - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Infantil Joana de Gusmão - Hemocentro Coordenador (Florianópolis);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional do Oeste - Hemocentro Regional de Chapecó;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt - Hemocentro Regional de Joinville;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos - Hemocentro Regional de Lages;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hospital Waldomiro Colautti - Hemocentro Regional de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Procedimentos_M%C3%A9dicos_Terap%C3%AAuticos&amp;diff=73939</id>
		<title>Procedimentos Médicos Terapêuticos</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Procedimentos_M%C3%A9dicos_Terap%C3%AAuticos&amp;diff=73939"/>
				<updated>2026-05-22T13:55:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;- [[Ablação térmica por radiofrequência]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Albumina humana 20%]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[ALFA-1 ANTITRIPSINA para tratamento de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Auxílios ópticos para Baixa Visão e Visão Subnormal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Capsulotomia Nd-YAG laser]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cell Saver (Recuperação Intraoperatória de Sangue e Hemoderivados]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cateter com força de contato para ablação por radiofrequência e mapeamento eletroanatômico em pacientes adultos com arritmias cardíacas complexas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Bariátrica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Citorredução e Hipertermoquimioterapia (HIPEC) em Pseudomixoma Peritoneal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Citorredução e Hipertermoquimioterapia (HIPEC) em Mesotelima Perinoneal Maligno]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Fetal/Oclusão Traqueal Fetoscópica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Plástica no SUS]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Fetal/Mielomeningocele]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cirurgia Fetal/Ablação a Laser de Vasos Placentários]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Crosslinking corneano]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Dispositivo de Assistência Ventricular Esquerda (DAVE)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Distração Osteogênica Mandibular]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Estimulador da Medula Espinhal para o Tratamento de Dor Crônica]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Hemotranfusão e Hemoterapia]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Implante de anel intraestromal corneano - Anel de Ferrara]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Implante de Esfincter Urinário Artificial]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Implante de drenagem oftalmológico no tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto leve a moderado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Implante por Cateter de Bioprótese Valvar Aórtica (TAVI)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Infiltração de Substâncias em Cavidade Sinovial]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Iodoterapia de Baixas Doses (30MCI E 50MCI), em regime ambulatorial, para casos de Carcinoma Diferenciado da Tireóide]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Laqueadura Tubária]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Oxigenoterapia Domiciliar]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Eletroconvulsoterapia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Estimulação Cerebral Profunda Para Tratamento da Distonia Primária Generalizada e Distonia Cervical]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Estimulação Magnética Transcraniana]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Enucleação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Evisceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Exenteração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Fertilização in vitro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Home Care]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Lentes esclerais estéticas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Novos medicamentos antiangiogênicos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Novos medicamentos intravítreos para tratamento de DMRI seca]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Oxigenoterapia Hiperbárica]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Prostatectomia Radical Assistida por Robô]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Terapia por Pressão Subatmosférica (VAC) - Curativo a Vácuo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Testagem Universal para Hepatite Viral C em Gestantes no Pré-natal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste quantitativo da atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) para tratamento de pacientes com malária por Plasmodium vivax]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Transplantes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Transplante de Intestino Delgado e o Transplante Multivisceral]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[ Transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) alogênico  - ampliação da idade máxima para 75 anos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com afecções oculares]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com feridas crônicas e do pé diabético]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com queimaduras de pele]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Tratamento Medicamentoso Hospitalar do Paciente com Covid-19]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19 - Controle da Dor, Sedação e Delirium]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19 - Assistência Hemodinâmica e Medicamentos Vasoativos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Trombectomia Mecânica para AVC Isquêmico]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Videoartroscopia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Vitrectomia via pars plana (VVPP)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Processo Transexualizador no SUS]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Neuronavegador Eletromagnético]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Aspirador Ultrassônico]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Plástica Mamária no SUS]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Terapia Fotodinâmica para Tratamento de Câncer de Pele Não Melanoma do Tipo Carcinoma Basocelular Superficial e Nodular]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Procedimentos,_exames_e_insumos_incorporados_-_2026&amp;diff=73938</id>
		<title>Procedimentos, exames e insumos incorporados - 2026</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Procedimentos,_exames_e_insumos_incorporados_-_2026&amp;diff=73938"/>
				<updated>2026-05-22T13:43:41Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Segundo a CONITEC, de acordo com a Lei n° 12.401, de 28 de abril de 2011 e o Decreto n° 7.646, de 21 de dezembro de 2011 (art. nº 25), a partir da publicação da decisão de incorporar tecnologias em saúde, ou protocolo clínico e diretrizes terapêuticas, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta ao SUS. Este prazo se faz necessário para os trâmites operacionais de negociação de preço, compra, distribuição e elaboração de protocolo clínico para orientação de uso racional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-final/relatorio-de-recomendacao-no-1081-testes-de-elisa-para Relatório de recomendação procedimento Testes de Elisa para (MPO)-ANCA e para (PR3) - ANCA para diagnóstico de pacientes com Vasculite Associada aos Anticorpos Anti-citoplasma de Neutrófilos (ANCA)] - [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-2-de-8-de-janeiro-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 2, de 8 de janeiro de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-final/relatorio-de-recomendacao-no-1080-esfincter-urinario-artificial_secretaria Relatório de recomendação produto Esfíncter urinário artificial no tratamento da incontinência urinária grave pós-prostatectomia radical] - [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-102-de-8-de-janeiro-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 102, de 8 de janeiro de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-092-transplante-de-membrana-amniotica-pe-diabetico Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com feridas crônicas e do pé diabético] - [https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-22-de-14-de-abril-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 22, de 14 de abril de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-093-transplante-de-membrana-amniotica Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com afecções oculares] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-20-de-14-de-abril-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 20, de 14 de abril de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-095-tomografia-por-emissao-de-positrons-pet-ct Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET-CT) para o diagnóstico do câncer de mama metastático (quando os exames de imagem convencionais apresentarem achados equívocos] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026 https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade ] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026 PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Procedimentos,_exames_e_insumos_incorporados_-_2026&amp;diff=73937</id>
		<title>Procedimentos, exames e insumos incorporados - 2026</title>
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				<updated>2026-05-22T13:41:47Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Segundo a CONITEC, de acordo com a Lei n° 12.401, de 28 de abril de 2011 e o Decreto n° 7.646, de 21 de dezembro de 2011 (art. nº 25), a partir da publicação da decisão de incorporar tecnologias em saúde, ou protocolo clínico e diretrizes terapêuticas, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta ao SUS. Este prazo se faz necessário para os trâmites operacionais de negociação de preço, compra, distribuição e elaboração de protocolo clínico para orientação de uso racional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-final/relatorio-de-recomendacao-no-1081-testes-de-elisa-para Relatório de recomendação procedimento Testes de Elisa para (MPO)-ANCA e para (PR3) - ANCA para diagnóstico de pacientes com Vasculite Associada aos Anticorpos Anti-citoplasma de Neutrófilos (ANCA)] - [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-2-de-8-de-janeiro-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 2, de 8 de janeiro de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-final/relatorio-de-recomendacao-no-1080-esfincter-urinario-artificial_secretaria Relatório de recomendação produto Esfíncter urinário artificial no tratamento da incontinência urinária grave pós-prostatectomia radical] - [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-102-de-8-de-janeiro-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 102, de 8 de janeiro de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-092-transplante-de-membrana-amniotica-pe-diabetico Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com feridas crônicas e do pé diabético] - [https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-22-de-14-de-abril-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 22, de 14 de abril de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-093-transplante-de-membrana-amniotica Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com afecções oculares] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-20-de-14-de-abril-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 20, de 14 de abril de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-095-tomografia-por-emissao-de-positrons-pet-ct Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET-CT) para o diagnóstico do câncer de mama metastático (quando os exames de imagem convencionais apresentarem achados equívocos] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026 https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

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		<title>Procedimentos, exames e insumos incorporados - 2026</title>
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				<updated>2026-05-22T13:40:25Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Segundo a CONITEC, de acordo com a Lei n° 12.401, de 28 de abril de 2011 e o Decreto n° 7.646, de 21 de dezembro de 2011 (art. nº 25), a partir da publicação da decisão de incorporar tecnologias em saúde, ou protocolo clínico e diretrizes terapêuticas, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta ao SUS. Este prazo se faz necessário para os trâmites operacionais de negociação de preço, compra, distribuição e elaboração de protocolo clínico para orientação de uso racional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-final/relatorio-de-recomendacao-no-1081-testes-de-elisa-para Relatório de recomendação procedimento Testes de Elisa para (MPO)-ANCA e para (PR3) - ANCA para diagnóstico de pacientes com Vasculite Associada aos Anticorpos Anti-citoplasma de Neutrófilos (ANCA)] - [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-2-de-8-de-janeiro-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 2, de 8 de janeiro de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-final/relatorio-de-recomendacao-no-1080-esfincter-urinario-artificial_secretaria Relatório de recomendação produto Esfíncter urinário artificial no tratamento da incontinência urinária grave pós-prostatectomia radical] - [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-102-de-8-de-janeiro-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 102, de 8 de janeiro de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-092-transplante-de-membrana-amniotica-pe-diabetico Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com feridas crônicas e do pé diabético] - [https://https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-22-de-14-de-abril-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 22, de 14 de abril de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-093-transplante-de-membrana-amniotica Transplante de membrana amniótica para o tratamento de pacientes com afecções oculares] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-20-de-14-de-abril-de-2026 Portaria SCTIE/MS nº 20, de 14 de abril de 2026]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Incorporar no SUS:''' [https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-095-tomografia-por-emissao-de-positrons-pet-ct] -[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73935</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73935"/>
				<updated>2026-05-22T13:31:56Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro.pdf Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade ]&amp;lt;/ref&amp;gt; referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73934</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:31:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro.pdf ]&amp;lt;/ref&amp;gt; referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73933</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73933"/>
				<updated>2026-05-22T13:29:47Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade&amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro.pdf Relatório de Recomendação de Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade]&amp;lt;/ref&amp;gt; referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73932</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:29:12Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade&amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro.pdf Relatório de Recomendação de Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade ]&amp;lt;/ref&amp;gt; referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

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		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:28:00Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro.pdf Relatório de Recomendação de Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade ]&amp;lt;/ref&amp;gt; referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026.pdf PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73930</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:26:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro Relatório de Recomendação de Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade ]&amp;lt;/ref&amp;gt; referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026 PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73929</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:24:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade  referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. &lt;br /&gt;
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== Decisão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026 &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2026/portaria-sctie-ms-no-17-de-10-de-marco-de-2026 PORTARIA SCTIE/MS Nº 17, DE 10 DE MARÇO DE 2026]&amp;lt;/ref&amp;gt;, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

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		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:21:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade  referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 1.088/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73927</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73927"/>
				<updated>2026-05-22T13:21:16Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro Relatório de Recomendação de Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade  ]&amp;lt;/ref&amp;gt;   referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 1.088/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73926</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:16:32Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* O Relatório de Recomendação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Relatório de Recomendação do Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para&lt;br /&gt;
determinação de prematuridade  referiu-se  à avaliação crítica das evidências científicas apresentadas pelo demandante BirthTech Dispositivos para a Saúde Ltda sobre eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do equipamento Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliação da maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1087-leitor-optico-prematuro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 1.088/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

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		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Leitor_%C3%93ptico_da_Maturidade_da_Pele_Neonatal_para_a_avaliar_a_maturidade_cut%C3%A2nea_e_pulmonar_em_rec%C3%A9m-nascidos_para_determina%C3%A7%C3%A3o_de_prematuridade&amp;diff=73925</id>
		<title>Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade</title>
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				<updated>2026-05-22T13:09:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: Criou página com '== Prematuridade ==  A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Prematuridade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prematuridade constitui uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo. Estima-se que cerca de 15 milhões de bebês nasçam prematuros (&amp;lt;37 semanas de idade gestacional) anualmente em todo o mundo, o que indica uma taxa global de nascimentos prematuros de cerca de 11%. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 1 milhão de crianças morrendo devido a partos prematuros antes dos 5 anos de idade, o parto prematuro é a principal causa de morte entre crianças. A idade gestacional (IG) é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal, influenciando diretamente as condutas clínicas e os prognósticos do RN, especialmente os pré-termos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A determinação precisa da IG ao nascimento representa um desafio persistente na neonatologia, sobretudo em contextos nos quais o acesso a exames de imagem e o acompanhamento prénatal são limitados. O padrão-ouro para a datação gestacional continua sendo a ultrassonografia realizada até a 14ª semana de gestação (preferencialmente entre a 8ª e 13ª semana + 6 dias). Todavia, especialmente em países em desenvolvimento, a ausência de ultrassonografia obstétrica precoce dificulta a datação gestacional precisa. A possibilidade do uso de tecnologias diagnósticas baseadas em métodos ópticos automatizados seria uma das alternativas de avaliação da IG e da identificação de RNs prematuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Evidências clínicas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos incluídos avaliaram um total de 2.926 recém-nascidos, com média de idade gestacional (IG) entre 34,1 e 38,1 semanas, e peso ao nascer variando de 1.930 g a 2.740 g. Todos incluíram recém-nascidos prematuros, com diferentes classificações de crescimento intrauterino. Parte dos estudos utilizou a mesma base populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal estudo analisado foi um ensaio clínico multicêntrico que validou o dispositivo, um leitor óptico de maturidade cutânea neonatal. O dispositivo apresentou alta correlação com a IG estimada por métodos convencionais, com acurácia de 89,6% na classificação de prematuros em casos sem DUM confiável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitral et al. (2023), também demonstraram boa acurácia na estimativa da IG em recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ainda que com menor precisão para identificar o parâmetro “pequenos” para a idade gestacional (PIG). Além da IG, o estudo mostrou que a reflectância da pele avaliada pelo dispositivo se associou significativamente à ocorrência de síndrome do desconforto respiratório (SDR), necessidade de ventilação e admissão em UTI neonatal. Isso indica que o dispositivo pode atuar como um marcador indireto de maturidade pulmonar, reforçando seu potencial em contextos em que a IG é desconhecida ou incerta. Para o NATS, os resultados da síntese indicaram que o dispositivo representa uma ferramenta promissora para estimar a idade gestacional e identificar recém-nascidos prematuros. Além disso, a tecnologia demonstrou potencial utilidade na identificação precoce da SDR. No entanto, para recém-nascidos com muito baixo peso ao nascer, a capacidade preditiva do dispositivo revelou-se limitada. A aplicação do sistema GRADE, utilizado para avaliar a certeza das evidências quanto aos desfechos de acurácia e ocorrência de SDR, indicou níveis de confiança classificados como baixa e moderada, respetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Relatório de Recomendação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição Técnica da Tecnologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é um dispositivo médico que utiliza tecnologia óptica não invasiva para determinar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar do recém-nascido. Sua tecnologia baseia-se em uma sonda equipada com emissores e receptores de luz—incluindo luzes de LED—que, quando posicionada sobre o pé do recém-nascido, capta sinais ópticos específicos dos tecidos neonatais. Esses sinais são digitalmente processados por meio de algoritmos avançados, incluindo técnicas de inteligência artificial, que analisam as características ópticas para estimar com precisão a idade&lt;br /&gt;
gestacional e indicar a maturidade pulmonar, bem como para prever a necessidade de suporte ventilatório e outras intervenções imediatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest é indicado para uso por profissionais de Saúde (médico obstetra ou neonatologista, enfermeira obstetra ou neonatologista e obstetriz (assistente de parto humanizado), podendo ser usado em casa (por assistentes de parto treinadas), SAMUs neonatais e maternidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest deve sempre que possível, ser usado sob a supervisão de um médico, devendo ser usado como um dispositivo de triagem para o diagnóstico de prematuridade em conjunto com outros sinais clínicos. O operador do PreemieTest deve ser treinado para sua utilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O PreemieTest® é indicado para '''uso nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido'''. Portanto, seu emprego é contraindicado em neonatos com mais&lt;br /&gt;
de 24 horas, pois alterações fisiológicas posteriores podem comprometer a acurácia da medição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integridade da Pele: A tecnologia do PreemieTest® depende da leitura óptica do pé do recém-nascido. Assim, seu uso é contraindicado em situações em que a área de aplicação apresente lesões, abrasões, inflamações, edemas ou qualquer outra alteração que possa interferir nas propriedades fotobiológicas da pele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação Final da Conitec ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na 148ª Reunião Ordinária Conitec, realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, após as apresentações e considerações, os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos, deliberaram por maioria simples recomendar favoravelmente à incorporação do leitor óptico da maturidade da pele neonatal para pacientes recém nascidos. Foi assinado o Registro de Deliberação nº 1.088/2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decisão ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Procedimentos_M%C3%A9dicos_Diagn%C3%B3sticos&amp;diff=73924</id>
		<title>Procedimentos Médicos Diagnósticos</title>
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				<updated>2026-05-22T12:56:54Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;- [[Calprotectina fecal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cintilografia Cerebral com TRODAT-1]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cultura líquida automatizada para detecção de micobactérias e teste de sensibilidade aos antimicrobianos utilizados no tratamento da tuberculose]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Detecção pré-natal de infecção pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) 1/2 em gestantes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Dosagem de Peptídeos Natriuréticos Tipo B (BNP e NT-ProBNP) para a Faixa Etária de 18 a 44 anos - Ampliação de Uso]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Dosagem de porfobilinogênio urinário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Ecobroncoscopia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Elastografia Hepática]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[ Exame de dosagem de anticorpo anti-receptor de acetilcolina para diagnóstico da Miastenia Gravis  ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Exames Diagnósticos para Trombofilia em Gestantes]]        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Exame Farmacogenético]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Leitor Óptico da Maturidade da Pele Neonatal para a avaliar a maturidade cutânea e pulmonar em recém-nascidos para determinação de prematuridade]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Monitorização Neurofisiológica Intra-Operatória]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Monitorização Residencial da Pressão Arterial para Diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica em Adultos com Suspeita da Doença]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Neuroimagem funcional]] (Ressonância magnética funcional, PET-CT, SPECT)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Pet-Scan]] ou PET-CT&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Sequenciamento de Exoma]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Tomografia de Coerência Óptica (OCT)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Videoartroscopia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Pesquisa de C4d por Imuno-Histoquímica e anticorpos Anti-HLA (DSA)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Potencial Visual Evocado (PVE)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Potencial de Acuidade Visual (PAM)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cápsula Endoscópica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Vídeo Eletroencefalograma (Vídeo-EEG)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Enteroscopia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[rt-PCR para identificação de mutação do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Testes de Elisa para (MPO)-ANCA e para (PR3) -ANCA para diagnóstico de pacientes com Vasculite Associada aos Anticorpos Anti-citoplasma de Neutrófilos (ANCA)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Testes Para Detecção do Complexo ''Mycobacterium tuberculosis'' (MTB) de Resistência a Rifampicina e Isoniazida (1ª linha) e a Fluoroquinolonas e Aminoglicosídeos (2ª linha)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Testagem Molecular para Detecção de HPV e rastreamento do câncer do colo do útero]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste de detecção de HLA-B27]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-[[Teste de detecção em soro de anticorpos anti-aquaporina 4 por imunofluorescência indireta em ensaio baseado em células para pacientes com apresentação clínica-radiológica do distúrbio do espectro da neuromielite óptica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste Citogenético por Hibridização in Situ por Fluorescência (FISH) em Pacientes com Mieloma Múltiplo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste de Fluxo Lateral para Detecção de Lipoarabinomanano em Urina (LF-LAM) Para Rastreamento e Diagnóstico de Tuberculose em HIV/AIDS]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste imunoenzimático para detecção do antígeno galactomanana de Histoplasma capsulatum para o diagnóstico de Histoplasmose]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste Imunoenzimático para Detecção do Antígeno Galactomanana de Aspergillus]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste de Liberação de Interferon-gama (IGRA) - Detecção de Infecção Latente Pelo ''Mycobacterium tuberculosis'' em Pacientes com Doenças Inflamatórias Imunomediadas ou Receptores de Transplante de Órgãos Sólidos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste de Liberação de Interferon-gama (IGRA) - Detecção de Tuberculose Latente em Pacientes Imunocomprometidos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste de Provocação Oral para Alergia à Proteína do Leite de Vaca]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste do Pezinho - Ampliação para a Detecção da Toxoplasmose Congênita]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste Molecular de DNA para a detecção da Atrofia Muscular Espinhal (AME)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste Molecular ''Mycobacterium leprae'' para Diagnóstico de Hanseníase]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste PCR multiplex para detecção de causadores de meningites e encefalites]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste por Amplificação de DNA e Hibridização Reversa &amp;quot;Mycobacterium leprae&amp;quot; Resistente a Rifampicina, Dapsona ou Ofloxacino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste rápido para Determinação de Anticorpos IgM anti-''Mycobacterium leprae'' para Diagnóstico Complementar de Hanseníase]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Exame Pentacam ou Tomografia de Córnea]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste da Elastase-1 Fecal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Teste antigliadina deaminada IgG para diagnóstico de doença celíaca em pacientes com deficiência de IgA e suspeita de doença celíaca e crianças menores de dois anos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Tomografia Computadorizada por Emissão de Pósitrons para Pacientes com Câncer de Pulmão de Células Pequenas]]  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Tomografia Computadorizada por Emissão de Pósitrons (PET-CT) para Estadiamento de Pacientes com Doença Localmente Avançada de Carcinoma de Esôfago não Sabidamente Metastático (após resultados inconclusivos na TC)]]    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Triagem neonatal por espectrometria de massas em tandem (MS/MS) para a detecção da Homocistinúria Clássica (HCU)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Triagem neonatal por espectrometria de massas em tandem (MS/MS) para detecção da deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCADD)]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Ultrassonografia Endoscópica]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Alimenta%C3%A7%C3%A3o_Parenteral_Domiciliar&amp;diff=73795</id>
		<title>Alimentação Parenteral Domiciliar</title>
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				<updated>2026-05-18T20:51:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Alimentação Parenteral ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à '''administração intravenosa''' em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. Geralmente, deve ser indicada quando há contraindicação absoluta para o uso do trato gastrointestinal (inacessível ou não funcional), como por exemplo:&lt;br /&gt;
. Obstrução intestinal.&lt;br /&gt;
. Síndrome de intestino curto (insuficiência intestinal).&lt;br /&gt;
. Fístulas enterocutâneas de alto débito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da Terapia de Nutrição Parenteral (TNP) exige o comprometimento e a capacitação de uma '''equipe multiprofissional''' para garantia da sua eficácia e segurança para os pacientes. A equipe de Terapia Nutricional formal e obrigatoriamente constituída de, pelo menos, um profissional de cada categoria, que cumpra efetivamente com treinamento específico para essa atividade, a saber: '''médico, farmacêutico, enfermeiro e nutricionista'''.&lt;br /&gt;
O médico é o responsável pela a prescrição da TNP.&lt;br /&gt;
A prescrição da TNP deve contemplar o tipo e a quantidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, de acordo com seu estado mórbido, estado nutricional e requerimentos nutricionais. A TNP deve atender a objetivos de curto e longo prazos.&lt;br /&gt;
Entende-se como curto prazo a interrupção ou redução da progressão das doenças, a cicatrização das feridas, a passagem para nutrição por via digestiva e a melhora do estado de desnutrição.&lt;br /&gt;
Entende-se por longo prazo a manutenção do estado nutricional normal e a reabilitação do paciente em termos de recuperação física e social.&lt;br /&gt;
A TNP deve abranger, obrigatoriamente, as seguintes etapas:&lt;br /&gt;
- Indicação e prescrição médica;&lt;br /&gt;
- Preparação: avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte;&lt;br /&gt;
- Administração;&lt;br /&gt;
- Controle clínico e laboratorial;&lt;br /&gt;
- Avaliação final.&lt;br /&gt;
'''A Nutrição Parenteral pode ser interpretada como terapêutica extremamente segura, quando seus procedimentos técnicos e de higienização são seguidos rigorosamente pelos profissionais. Caso contrário, é uma via direta à septicemia e um consequente perigo para a sobrevivência dos pacientes.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nutrição Parenteral Domiciliar ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes da Espen (a European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) apontam que a nutrição parenteral domiciliar deve ser administrada aos pacientes incapazes de suprir suas necessidades nutricionais por via oral e/ou enteral, desde que eles possam ser tratados com segurança fora do hospital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser uma terapia de alta complexidade, o cuidado domiciliar (home care) exige um protocolo rígido para evitar infecções ou complicações metabólicas. Geralmente, envolve:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Treinamento da família: A equipe de enfermagem capacita os cuidadores para o manuseio asséptico, troca de curativos e manuseio da bomba de infusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Equipe multidisciplinar: Exige monitoramento contínuo com médicos (nutrólogos), enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''síndrome do intestino curto''' foi a primeira indicação para nutrição parenteral prolongada em seres humanos e, no Brasil, o primeiro motivo para que o método fosse realizado no domicílio do paciente. Atualmente continua sendo a principal indicação na criança, seguida da síndrome da pseudo-obstrução intestinal e outras afecções, citadas na literatura, porém pouco frequentes em nosso meio como: doença de Crohn, diarreia crônica de causas indeterminadas e enteropatias por deficiência imunológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Indicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Síndrome do Intestino Curto: Perda significativa de área de absorção intestinal (por ressecção cirúrgica), sendo a principal causa em crianças e adultos;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Doença de Crohn grave: Quando há inflamação severa, fístulas ou fístulas entero-cutâneas que impedem a absorção;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Obstruções Mecânicas Inoperáveis: Tumores ou aderências que bloqueiam completamente a passagem ou absorção de alimentos no trato digestivo;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Síndromes de Má Absorção Severas: Casos causados por enterite actínica (danos por radioterapia) ou outras doenças crônicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Motilidade Intestinal Comprometida: Pseudo-obstrução intestinal crônica ou paralisia grave do trato digestivo;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cuidados Paliativos: Utilizada para conforto e nutrição em estágios terminais, quando o paciente não tolera mais a alimentação enteral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Da Produção a Administração ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NPT deve ser manipulada em sala limpa classe ISO 7, em cabines de fluxo laminar classe ISO 5, com pressão positiva. Deve possuir uma antecâmara para desinfecção e paramentação de vestuário próprio e adequado, que não libere partículas e esteja esterilizado.&lt;br /&gt;
Segundo a portaria 272/98, o transporte deve ser feito sob condições validadas, que garantam a integridade físico-química e de esterilidade do produto. A temperatura de transporte não deve exceder 20°C. O tempo de transporte não deve exceder 12 horas. O Armazenamento que antecede a administração da nutrição parenteral deve ser feito em refrigerador exclusivo para medicamentos e sua temperatura deve estar entre + 2°C a +8°C.&lt;br /&gt;
Assim que recebida da farmácia, a enfermagem, se não for utilizar imediatamente, deve armazenar a NPT em refrigerador próprio para medicamentos. A NPT não deve ficar exposta a iluminação direta ou fontes de calor. A infusão de cada frasco de NPT não deve ser superior a 24 horas.&lt;br /&gt;
Deve-se manter um gotejamento rigoroso, conforme plano de infusão. De acordo com a Portaria 272, a infusão deve ocorrer, em via própria, exclusiva para esta finalidade. Quando isto não for possível, a Comissão de Terapia Nutricional deve ser acionada, a fim de orientar sobre possíveis interações ou outros problemas que possam vir a ocorrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Complicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas principais complicações dividem-se em infecciosas (contaminação do cateter), mecânicas (obstrução ou trombose) e metabólicas (desequilíbrio de açúcar no sangue, lesões hepáticas ou deficiências de nutrientes).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. '''Complicações Infecciosas''': &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Infecção de cateter: É a complicação mais comum e grave. Ocorre quando bactérias ou fungos entram na corrente sanguínea pelo ponto de inserção do cateter central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sepse: Se a infecção não for tratada rapidamente, pode evoluir para uma infecção sistêmica generalizada, exigindo internação hospitalar urgente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. '''Complicações Mecânicas''':&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oclusão do cateter: O tubo pode entupir devido à formação de coágulos ou à cristalização de minerais e gorduras da própria fórmula de nutrição;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Trombose venosa: Formação de coágulos ao redor do cateter dentro da veia central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deslocamento: O cateter pode sair do lugar, dobrar (torção) ou se romper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. '''Complicações Metabólicas''':&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Problemas no fígado: O uso prolongado está associado ao acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), colestase (dificuldade na liberação da bile) ou elevação das enzimas hepáticas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Desequilíbrio de glicose: Pode causar picos de açúcar no sangue (hiperglicemia) ou quedas bruscas (hipoglicemia);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Alterações ósseas: A terapia a longo prazo pode causar desmineralização, aumentando o risco de osteoporose e fraturas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Distúrbios hidroeletrolíticos: Desequilíbrio nos níveis de minerais cruciais, como fósforo, potássio e magnésio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ministério da Saúde ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998, do MS Regulamenta a Técnica para a Terapia De Nutrição Parenteral. &lt;br /&gt;
Art. 2º Definir as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional e Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, suas competências e qualidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009, NORMAS DE CREDENCIAMENTO/HABILITAÇÃO DAS UNIDADES DE ASSISTÊNCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL E CENTROS DE REFERÊNCIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§1º São Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares que possuírem condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência integral e especializada em nutrição enteral ou enteral/parenteral, a pacientes em risco nutricional ou desnutridos, incluindo triagem e avaliação nutricional, indicação e acompanhamento nutricional, dispensação e administração da fórmula nutricional, podendo ainda ser responsável pela manipulação/fabricação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§2º São '''Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares''' que, além de preencherem os critérios do §1º deste artigo, executem ações de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional, de manipulação/fabricação, dispensação e administração da fórmula enteral e/ou parenteral necessária, e que possuam as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - Ser Hospital de Ensino, certificado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, de acordo com a Portaria Interministerial MEC/MS Nº 2.400, de 02 de outubro de 2007;&lt;br /&gt;
II - Estar integrado com o sistema local e regional do SUS que permita exercer o papel auxiliar, de caráter técnico, aos gestores na Política Nacional de Terapia Nutricional;&lt;br /&gt;
III - Dispor de estrutura de pesquisa e ensino organizados, com programas e protocolos estabelecidos em terapia nutricional;&lt;br /&gt;
IV - Ter estrutura gerencial capaz de zelar pela eficiência, eficácia e efetividade das ações prestadas;&lt;br /&gt;
V - Ter estrutura para subsidiar as ações dos gestores na regulação, fiscalização, controle e avaliação, incluindo estudos de qualidade e estudos de custo - efetividade tecnológica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 3º Determinar que as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional poderão prestar atendimento em:&lt;br /&gt;
I - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral;&lt;br /&gt;
II - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral e Parenteral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tabela SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É padronizado no Sistema Único de Saúde os procedimentos abaixo, porém, '''todos apenas na modalidade Hospitalar''':&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.007-1 - NUTRICAO PARENTERAL EM ADULTO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.008-0 - NUTRICAO PARENTERAL EM NEONATOLOGIA;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.009-8 - NUTRIÇÃO PARENTERAL EM PEDIATRIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Conclusão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática clínica o fornecimento de alimentação parenteral domiciliar não é rotineira devido a sua alta complexidade envolvida desde o seu preparo, manuseio, além dos riscos ao paciente de um manejo inadequado. A nível hospitalar se faz necessário atendimento de equipe multidisciplinar devidamente habilitada e cadastrada. Acreditamos que a nível domiciliar, inevitavelmente, há a necessidade da vinculação de atendimento &amp;quot;HomeCare&amp;quot;. No Estado de Santa Catarina não há programa de nutrição parental domiciliar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998 [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009 [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0120_14_04_2009.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf [https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/122/encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESPEN guidelines práticas: nutrição parentérica no domicílio [https://www.espen.org/files/ESPEN-Guidelines/HPN-Guideline-Portuguese.pdf] Acesso em 18/05/2026&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terapia Nutricional Pediátrica Domiciliarhttps://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/OS19658B_DocCient_TerapiaNutriPediatDomiciliar.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Alimenta%C3%A7%C3%A3o_Parenteral_Domiciliar&amp;diff=73794</id>
		<title>Alimentação Parenteral Domiciliar</title>
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				<updated>2026-05-18T20:46:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Alimentação Parenteral ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à '''administração intravenosa''' em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. Geralmente, deve ser indicada quando há contraindicação absoluta para o uso do trato gastrointestinal (inacessível ou não funcional), como por exemplo:&lt;br /&gt;
. Obstrução intestinal.&lt;br /&gt;
. Síndrome de intestino curto (insuficiência intestinal).&lt;br /&gt;
. Fístulas enterocutâneas de alto débito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da Terapia de Nutrição Parenteral (TNP) exige o comprometimento e a capacitação de uma '''equipe multiprofissional''' para garantia da sua eficácia e segurança para os pacientes. A equipe de Terapia Nutricional formal e obrigatoriamente constituída de, pelo menos, um profissional de cada categoria, que cumpra efetivamente com treinamento específico para essa atividade, a saber: '''médico, farmacêutico, enfermeiro e nutricionista'''.&lt;br /&gt;
O médico é o responsável pela a prescrição da TNP.&lt;br /&gt;
A prescrição da TNP deve contemplar o tipo e a quantidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, de acordo com seu estado mórbido, estado nutricional e requerimentos nutricionais. A TNP deve atender a objetivos de curto e longo prazos.&lt;br /&gt;
Entende-se como curto prazo a interrupção ou redução da progressão das doenças, a cicatrização das feridas, a passagem para nutrição por via digestiva e a melhora do estado de desnutrição.&lt;br /&gt;
Entende-se por longo prazo a manutenção do estado nutricional normal e a reabilitação do paciente em termos de recuperação física e social.&lt;br /&gt;
A TNP deve abranger, obrigatoriamente, as seguintes etapas:&lt;br /&gt;
- Indicação e prescrição médica;&lt;br /&gt;
- Preparação: avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte;&lt;br /&gt;
- Administração;&lt;br /&gt;
- Controle clínico e laboratorial;&lt;br /&gt;
- Avaliação final.&lt;br /&gt;
'''A Nutrição Parenteral pode ser interpretada como terapêutica extremamente segura, quando seus procedimentos técnicos e de higienização são seguidos rigorosamente pelos profissionais. Caso contrário, é uma via direta à septicemia e um consequente perigo para a sobrevivência dos pacientes.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nutrição Parenteral Domiciliar ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes da Espen (a European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) apontam que a nutrição parenteral domiciliar deve ser administrada aos pacientes incapazes de suprir suas necessidades nutricionais por via oral e/ou enteral, desde que eles possam ser tratados com segurança fora do hospital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser uma terapia de alta complexidade, o cuidado domiciliar (home care) exige um protocolo rígido para evitar infecções ou complicações metabólicas. Geralmente, envolve:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Treinamento da família: A equipe de enfermagem capacita os cuidadores para o manuseio asséptico, troca de curativos e manuseio da bomba de infusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Equipe multidisciplinar: Exige monitoramento contínuo com médicos (nutrólogos), enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''síndrome do intestino curto''' foi a primeira indicação para nutrição parenteral prolongada em seres humanos e, no Brasil, o primeiro motivo para que o método fosse realizado no domicílio do paciente. Atualmente continua sendo a principal indicação na criança, seguida da síndrome da pseudo-obstrução intestinal e outras afecções, citadas na literatura, porém pouco frequentes em nosso meio como: doença de Crohn, diarreia crônica de causas indeterminadas e enteropatias por deficiência imunológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ministério da Saúde ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998, do MS Regulamenta a Técnica para a Terapia De Nutrição Parenteral. &lt;br /&gt;
Art. 2º Definir as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional e Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, suas competências e qualidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009, NORMAS DE CREDENCIAMENTO/HABILITAÇÃO DAS UNIDADES DE ASSISTÊNCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL E CENTROS DE REFERÊNCIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§1º São Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares que possuírem condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência integral e especializada em nutrição enteral ou enteral/parenteral, a pacientes em risco nutricional ou desnutridos, incluindo triagem e avaliação nutricional, indicação e acompanhamento nutricional, dispensação e administração da fórmula nutricional, podendo ainda ser responsável pela manipulação/fabricação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§2º São '''Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares''' que, além de preencherem os critérios do §1º deste artigo, executem ações de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional, de manipulação/fabricação, dispensação e administração da fórmula enteral e/ou parenteral necessária, e que possuam as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - Ser Hospital de Ensino, certificado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, de acordo com a Portaria Interministerial MEC/MS Nº 2.400, de 02 de outubro de 2007;&lt;br /&gt;
II - Estar integrado com o sistema local e regional do SUS que permita exercer o papel auxiliar, de caráter técnico, aos gestores na Política Nacional de Terapia Nutricional;&lt;br /&gt;
III - Dispor de estrutura de pesquisa e ensino organizados, com programas e protocolos estabelecidos em terapia nutricional;&lt;br /&gt;
IV - Ter estrutura gerencial capaz de zelar pela eficiência, eficácia e efetividade das ações prestadas;&lt;br /&gt;
V - Ter estrutura para subsidiar as ações dos gestores na regulação, fiscalização, controle e avaliação, incluindo estudos de qualidade e estudos de custo - efetividade tecnológica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 3º Determinar que as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional poderão prestar atendimento em:&lt;br /&gt;
I - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral;&lt;br /&gt;
II - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral e Parenteral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Da Produção a Administração ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NPT deve ser manipulada em sala limpa classe ISO 7, em cabines de fluxo laminar classe ISO 5, com pressão positiva. Deve possuir uma antecâmara para desinfecção e paramentação de vestuário próprio e adequado, que não libere partículas e esteja esterilizado.&lt;br /&gt;
Segundo a portaria 272/98, o transporte deve ser feito sob condições validadas, que garantam a integridade físico-química e de esterilidade do produto. A temperatura de transporte não deve exceder 20°C. O tempo de transporte não deve exceder 12 horas. O Armazenamento que antecede a administração da nutrição parenteral deve ser feito em refrigerador exclusivo para medicamentos e sua temperatura deve estar entre + 2°C a +8°C.&lt;br /&gt;
Assim que recebida da farmácia, a enfermagem, se não for utilizar imediatamente, deve armazenar a NPT em refrigerador próprio para medicamentos. A NPT não deve ficar exposta a iluminação direta ou fontes de calor. A infusão de cada frasco de NPT não deve ser superior a 24 horas.&lt;br /&gt;
Deve-se manter um gotejamento rigoroso, conforme plano de infusão. De acordo com a Portaria 272, a infusão deve ocorrer, em via própria, exclusiva para esta finalidade. Quando isto não for possível, a Comissão de Terapia Nutricional deve ser acionada, a fim de orientar sobre possíveis interações ou outros problemas que possam vir a ocorrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Complicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas principais complicações dividem-se em infecciosas (contaminação do cateter), mecânicas (obstrução ou trombose) e metabólicas (desequilíbrio de açúcar no sangue, lesões hepáticas ou deficiências de nutrientes).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Complicações Infecciosas: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Infecção de cateter: É a complicação mais comum e grave. Ocorre quando bactérias ou fungos entram na corrente sanguínea pelo ponto de inserção do cateter central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sepse: Se a infecção não for tratada rapidamente, pode evoluir para uma infecção sistêmica generalizada, exigindo internação hospitalar urgente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Complicações Mecânicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oclusão do cateter: O tubo pode entupir devido à formação de coágulos ou à cristalização de minerais e gorduras da própria fórmula de nutrição;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Trombose venosa: Formação de coágulos ao redor do cateter dentro da veia central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deslocamento: O cateter pode sair do lugar, dobrar (torção) ou se romper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Complicações Metabólicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Problemas no fígado: O uso prolongado está associado ao acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), colestase (dificuldade na liberação da bile) ou elevação das enzimas hepáticas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Desequilíbrio de glicose: Pode causar picos de açúcar no sangue (hiperglicemia) ou quedas bruscas (hipoglicemia);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Alterações ósseas: A terapia a longo prazo pode causar desmineralização, aumentando o risco de osteoporose e fraturas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Distúrbios hidroeletrolíticos: Desequilíbrio nos níveis de minerais cruciais, como fósforo, potássio e magnésio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tabela SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É padronizado no Sistema Único de Saúde os procedimentos abaixo, porém, todos apenas na modalidade Hospitalar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.007-1 - NUTRICAO PARENTERAL EM ADULTO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.008-0 - NUTRICAO PARENTERAL EM NEONATOLOGIA;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.009-8 - NUTRIÇÃO PARENTERAL EM PEDIATRIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Conclusão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática clínica o fornecimento de alimentação parenteral domiciliar não é rotineira devido a sua alta complexidade envolvida desde o seu preparo, manuseio, além dos riscos ao paciente de um manejo inadequado. A nível hospitalar se faz necessário atendimento de equipe multidisciplinar devidamente habilitada e cadastrada. Acreditamos que a nível domiciliar, inevitavelmente, há a necessidade da vinculação de atendimento &amp;quot;HomeCare&amp;quot;. No Estado de Santa Catarina não há programa de nutrição parental domiciliar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998 [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009 [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0120_14_04_2009.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf [https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/122/encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESPEN guidelines práticas: nutrição parentérica no domicílio [https://www.espen.org/files/ESPEN-Guidelines/HPN-Guideline-Portuguese.pdf] Acesso em 18/05/2026&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Alimenta%C3%A7%C3%A3o_Parenteral_Domiciliar&amp;diff=73793</id>
		<title>Alimentação Parenteral Domiciliar</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Alimenta%C3%A7%C3%A3o_Parenteral_Domiciliar&amp;diff=73793"/>
				<updated>2026-05-18T20:45:41Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Alimentação Parenteral ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à '''administração intravenosa''' em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. Geralmente, deve ser indicada quando há contraindicação absoluta para o uso do trato gastrointestinal (inacessível ou não funcional), como por exemplo:&lt;br /&gt;
. Obstrução intestinal.&lt;br /&gt;
. Síndrome de intestino curto (insuficiência intestinal).&lt;br /&gt;
. Fístulas enterocutâneas de alto débito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da Terapia de Nutrição Parenteral (TNP) exige o comprometimento e a capacitação de uma '''equipe multiprofissional''' para garantia da sua eficácia e segurança para os pacientes. A equipe de Terapia Nutricional formal e obrigatoriamente constituída de, pelo menos, um profissional de cada categoria, que cumpra efetivamente com treinamento específico para essa atividade, a saber: '''médico, farmacêutico, enfermeiro e nutricionista'''.&lt;br /&gt;
O médico é o responsável pela a prescrição da TNP.&lt;br /&gt;
A prescrição da TNP deve contemplar o tipo e a quantidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, de acordo com seu estado mórbido, estado nutricional e requerimentos nutricionais. A TNP deve atender a objetivos de curto e longo prazos.&lt;br /&gt;
Entende-se como curto prazo a interrupção ou redução da progressão das doenças, a cicatrização das feridas, a passagem para nutrição por via digestiva e a melhora do estado de desnutrição.&lt;br /&gt;
Entende-se por longo prazo a manutenção do estado nutricional normal e a reabilitação do paciente em termos de recuperação física e social.&lt;br /&gt;
A TNP deve abranger, obrigatoriamente, as seguintes etapas:&lt;br /&gt;
- Indicação e prescrição médica;&lt;br /&gt;
- Preparação: avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte;&lt;br /&gt;
- Administração;&lt;br /&gt;
- Controle clínico e laboratorial;&lt;br /&gt;
- Avaliação final.&lt;br /&gt;
'''A Nutrição Parenteral pode ser interpretada como terapêutica extremamente segura, quando seus procedimentos técnicos e de higienização são seguidos rigorosamente pelos profissionais. Caso contrário, é uma via direta à septicemia e um consequente perigo para a sobrevivência dos pacientes.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nutrição Parenteral Domiciliar ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes da Espen (a European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) apontam que a nutrição parenteral domiciliar deve ser administrada aos pacientes incapazes de suprir suas necessidades nutricionais por via oral e/ou enteral, desde que eles possam ser tratados com segurança fora do hospital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser uma terapia de alta complexidade, o cuidado domiciliar (home care) exige um protocolo rígido para evitar infecções ou complicações metabólicas. Geralmente, envolve:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Treinamento da família: A equipe de enfermagem capacita os cuidadores para o manuseio asséptico, troca de curativos e manuseio da bomba de infusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Equipe multidisciplinar: Exige monitoramento contínuo com médicos (nutrólogos), enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''síndrome do intestino curto''' foi a primeira indicação para nutrição parenteral prolongada em seres humanos e, no Brasil, o primeiro motivo para que o método fosse realizado no domicílio do paciente. Atualmente continua sendo a principal indicação na criança, seguida da síndrome da pseudo-obstrução intestinal e outras afecções, citadas na literatura, porém pouco frequentes em nosso meio como: doença de Crohn, diarreia crônica de causas indeterminadas e enteropatias por deficiência imunológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ministério da Saúde ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998, do MS Regulamenta a Técnica para a Terapia De Nutrição Parenteral. &lt;br /&gt;
Art. 2º Definir as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional e Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, suas competências e qualidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009, NORMAS DE CREDENCIAMENTO/HABILITAÇÃO DAS UNIDADES DE ASSISTÊNCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL E CENTROS DE REFERÊNCIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§1º São Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares que possuírem condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência integral e especializada em nutrição enteral ou enteral/parenteral, a pacientes em risco nutricional ou desnutridos, incluindo triagem e avaliação nutricional, indicação e acompanhamento nutricional, dispensação e administração da fórmula nutricional, podendo ainda ser responsável pela manipulação/fabricação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§2º São '''Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares''' que, além de preencherem os critérios do §1º deste artigo, executem ações de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional, de manipulação/fabricação, dispensação e administração da fórmula enteral e/ou parenteral necessária, e que possuam as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - Ser Hospital de Ensino, certificado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, de acordo com a Portaria Interministerial MEC/MS Nº 2.400, de 02 de outubro de 2007;&lt;br /&gt;
II - Estar integrado com o sistema local e regional do SUS que permita exercer o papel auxiliar, de caráter técnico, aos gestores na Política Nacional de Terapia Nutricional;&lt;br /&gt;
III - Dispor de estrutura de pesquisa e ensino organizados, com programas e protocolos estabelecidos em terapia nutricional;&lt;br /&gt;
IV - Ter estrutura gerencial capaz de zelar pela eficiência, eficácia e efetividade das ações prestadas;&lt;br /&gt;
V - Ter estrutura para subsidiar as ações dos gestores na regulação, fiscalização, controle e avaliação, incluindo estudos de qualidade e estudos de custo - efetividade tecnológica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 3º Determinar que as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional poderão prestar atendimento em:&lt;br /&gt;
I - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral;&lt;br /&gt;
II - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral e Parenteral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Da Produção a Administração ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NPT deve ser manipulada em sala limpa classe ISO 7, em cabines de fluxo laminar classe ISO 5, com pressão positiva. Deve possuir uma antecâmara para desinfecção e paramentação de vestuário próprio e adequado, que não libere partículas e esteja esterilizado.&lt;br /&gt;
Segundo a portaria 272/98, o transporte deve ser feito sob condições validadas, que garantam a integridade físico-química e de esterilidade do produto. A temperatura de transporte não deve exceder 20°C. O tempo de transporte não deve exceder 12 horas. O Armazenamento que antecede a administração da nutrição parenteral deve ser feito em refrigerador exclusivo para medicamentos e sua temperatura deve estar entre + 2°C a +8°C.&lt;br /&gt;
Assim que recebida da farmácia, a enfermagem, se não for utilizar imediatamente, deve armazenar a NPT em refrigerador próprio para medicamentos. A NPT não deve ficar exposta a iluminação direta ou fontes de calor. A infusão de cada frasco de NPT não deve ser superior a 24 horas.&lt;br /&gt;
Deve-se manter um gotejamento rigoroso, conforme plano de infusão. De acordo com a Portaria 272, a infusão deve ocorrer, em via própria, exclusiva para esta finalidade. Quando isto não for possível, a Comissão de Terapia Nutricional deve ser acionada, a fim de orientar sobre possíveis interações ou outros problemas que possam vir a ocorrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Complicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas principais complicações dividem-se em infecciosas (contaminação do cateter), mecânicas (obstrução ou trombose) e metabólicas (desequilíbrio de açúcar no sangue, lesões hepáticas ou deficiências de nutrientes).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Complicações Infecciosas: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Infecção de cateter: É a complicação mais comum e grave. Ocorre quando bactérias ou fungos entram na corrente sanguínea pelo ponto de inserção do cateter central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sepse: Se a infecção não for tratada rapidamente, pode evoluir para uma infecção sistêmica generalizada, exigindo internação hospitalar urgente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Complicações Mecânicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oclusão do cateter: O tubo pode entupir devido à formação de coágulos ou à cristalização de minerais e gorduras da própria fórmula de nutrição;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Trombose venosa: Formação de coágulos ao redor do cateter dentro da veia central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deslocamento: O cateter pode sair do lugar, dobrar (torção) ou se romper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Complicações Metabólicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Problemas no fígado: O uso prolongado está associado ao acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), colestase (dificuldade na liberação da bile) ou elevação das enzimas hepáticas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Desequilíbrio de glicose: Pode causar picos de açúcar no sangue (hiperglicemia) ou quedas bruscas (hipoglicemia);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Alterações ósseas: A terapia a longo prazo pode causar desmineralização, aumentando o risco de osteoporose e fraturas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Distúrbios hidroeletrolíticos: Desequilíbrio nos níveis de minerais cruciais, como fósforo, potássio e magnésio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tabela SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É padronizado no Sistema Único de Saúde os procedimentos abaixo, porém, todos apenas na modalidade Hospitalar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.007-1 - NUTRICAO PARENTERAL EM ADULTO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.008-0 - NUTRICAO PARENTERAL EM NEONATOLOGIA;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.009-8 - NUTRIÇÃO PARENTERAL EM PEDIATRIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Conclusão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática clínica o fornecimento de alimentação parenteral domiciliar não é rotineira devido a sua alta complexidade envolvida desde o seu preparo, manuseio, além dos riscos ao paciente de um manejo inadequado. A nível hospitalar se faz necessário atendimento de equipe multidisciplinar devidamente habilitada e cadastrada. Acreditamos que a nível domiciliar, inevitavelmente, há a necessidade da vinculação de atendimento &amp;quot;HomeCare&amp;quot;. No Estado de Santa Catarina não há programa de nutrição parental domiciliar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998 [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009 [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0120_14_04_2009.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
Encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf [https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/122/encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
ESPEN guidelines práticas: nutrição parentérica no domicílio [https://www.espen.org/files/ESPEN-Guidelines/HPN-Guideline-Portuguese.pdf] Acesso em 18/05/2026&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Alimenta%C3%A7%C3%A3o_Parenteral_Domiciliar&amp;diff=73792</id>
		<title>Alimentação Parenteral Domiciliar</title>
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				<updated>2026-05-18T20:43:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: /* Complicações */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Alimentação Parenteral ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à '''administração intravenosa''' em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. Geralmente, deve ser indicada quando há contraindicação absoluta para o uso do trato gastrointestinal (inacessível ou não funcional), como por exemplo:&lt;br /&gt;
. Obstrução intestinal.&lt;br /&gt;
. Síndrome de intestino curto (insuficiência intestinal).&lt;br /&gt;
. Fístulas enterocutâneas de alto débito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da Terapia de Nutrição Parenteral (TNP) exige o comprometimento e a capacitação de uma '''equipe multiprofissional''' para garantia da sua eficácia e segurança para os pacientes. A equipe de Terapia Nutricional formal e obrigatoriamente constituída de, pelo menos, um profissional de cada categoria, que cumpra efetivamente com treinamento específico para essa atividade, a saber: '''médico, farmacêutico, enfermeiro e nutricionista'''.&lt;br /&gt;
O médico é o responsável pela a prescrição da TNP.&lt;br /&gt;
A prescrição da TNP deve contemplar o tipo e a quantidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, de acordo com seu estado mórbido, estado nutricional e requerimentos nutricionais. A TNP deve atender a objetivos de curto e longo prazos.&lt;br /&gt;
Entende-se como curto prazo a interrupção ou redução da progressão das doenças, a cicatrização das feridas, a passagem para nutrição por via digestiva e a melhora do estado de desnutrição.&lt;br /&gt;
Entende-se por longo prazo a manutenção do estado nutricional normal e a reabilitação do paciente em termos de recuperação física e social.&lt;br /&gt;
A TNP deve abranger, obrigatoriamente, as seguintes etapas:&lt;br /&gt;
- Indicação e prescrição médica;&lt;br /&gt;
- Preparação: avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte;&lt;br /&gt;
- Administração;&lt;br /&gt;
- Controle clínico e laboratorial;&lt;br /&gt;
- Avaliação final.&lt;br /&gt;
'''A Nutrição Parenteral pode ser interpretada como terapêutica extremamente segura, quando seus procedimentos técnicos e de higienização são seguidos rigorosamente pelos profissionais. Caso contrário, é uma via direta à septicemia e um consequente perigo para a sobrevivência dos pacientes.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nutrição Parenteral Domiciliar ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes da Espen (a European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) apontam que a nutrição parenteral domiciliar deve ser administrada aos pacientes incapazes de suprir suas necessidades nutricionais por via oral e/ou enteral, desde que eles possam ser tratados com segurança fora do hospital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser uma terapia de alta complexidade, o cuidado domiciliar (home care) exige um protocolo rígido para evitar infecções ou complicações metabólicas. Geralmente, envolve:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Treinamento da família: A equipe de enfermagem capacita os cuidadores para o manuseio asséptico, troca de curativos e manuseio da bomba de infusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Equipe multidisciplinar: Exige monitoramento contínuo com médicos (nutrólogos), enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''síndrome do intestino curto''' foi a primeira indicação para nutrição parenteral prolongada em seres humanos e, no Brasil, o primeiro motivo para que o método fosse realizado no domicílio do paciente. Atualmente continua sendo a principal indicação na criança, seguida da síndrome da pseudo-obstrução intestinal e outras afecções, citadas na literatura, porém pouco frequentes em nosso meio como: doença de Crohn, diarreia crônica de causas indeterminadas e enteropatias por deficiência imunológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ministério da Saúde ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998, do MS Regulamenta a Técnica para a Terapia De Nutrição Parenteral. &lt;br /&gt;
Art. 2º Definir as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional e Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, suas competências e qualidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009, NORMAS DE CREDENCIAMENTO/HABILITAÇÃO DAS UNIDADES DE ASSISTÊNCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL E CENTROS DE REFERÊNCIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§1º São Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares que possuírem condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência integral e especializada em nutrição enteral ou enteral/parenteral, a pacientes em risco nutricional ou desnutridos, incluindo triagem e avaliação nutricional, indicação e acompanhamento nutricional, dispensação e administração da fórmula nutricional, podendo ainda ser responsável pela manipulação/fabricação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§2º São '''Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares''' que, além de preencherem os critérios do §1º deste artigo, executem ações de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional, de manipulação/fabricação, dispensação e administração da fórmula enteral e/ou parenteral necessária, e que possuam as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - Ser Hospital de Ensino, certificado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, de acordo com a Portaria Interministerial MEC/MS Nº 2.400, de 02 de outubro de 2007;&lt;br /&gt;
II - Estar integrado com o sistema local e regional do SUS que permita exercer o papel auxiliar, de caráter técnico, aos gestores na Política Nacional de Terapia Nutricional;&lt;br /&gt;
III - Dispor de estrutura de pesquisa e ensino organizados, com programas e protocolos estabelecidos em terapia nutricional;&lt;br /&gt;
IV - Ter estrutura gerencial capaz de zelar pela eficiência, eficácia e efetividade das ações prestadas;&lt;br /&gt;
V - Ter estrutura para subsidiar as ações dos gestores na regulação, fiscalização, controle e avaliação, incluindo estudos de qualidade e estudos de custo - efetividade tecnológica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 3º Determinar que as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional poderão prestar atendimento em:&lt;br /&gt;
I - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral;&lt;br /&gt;
II - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral e Parenteral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Da Produção a Administração ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NPT deve ser manipulada em sala limpa classe ISO 7, em cabines de fluxo laminar classe ISO 5, com pressão positiva. Deve possuir uma antecâmara para desinfecção e paramentação de vestuário próprio e adequado, que não libere partículas e esteja esterilizado.&lt;br /&gt;
Segundo a portaria 272/98, o transporte deve ser feito sob condições validadas, que garantam a integridade físico-química e de esterilidade do produto. A temperatura de transporte não deve exceder 20°C. O tempo de transporte não deve exceder 12 horas. O Armazenamento que antecede a administração da nutrição parenteral deve ser feito em refrigerador exclusivo para medicamentos e sua temperatura deve estar entre + 2°C a +8°C.&lt;br /&gt;
Assim que recebida da farmácia, a enfermagem, se não for utilizar imediatamente, deve armazenar a NPT em refrigerador próprio para medicamentos. A NPT não deve ficar exposta a iluminação direta ou fontes de calor. A infusão de cada frasco de NPT não deve ser superior a 24 horas.&lt;br /&gt;
Deve-se manter um gotejamento rigoroso, conforme plano de infusão. De acordo com a Portaria 272, a infusão deve ocorrer, em via própria, exclusiva para esta finalidade. Quando isto não for possível, a Comissão de Terapia Nutricional deve ser acionada, a fim de orientar sobre possíveis interações ou outros problemas que possam vir a ocorrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Complicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas principais complicações dividem-se em infecciosas (contaminação do cateter), mecânicas (obstrução ou trombose) e metabólicas (desequilíbrio de açúcar no sangue, lesões hepáticas ou deficiências de nutrientes).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Complicações Infecciosas: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Infecção de cateter: É a complicação mais comum e grave. Ocorre quando bactérias ou fungos entram na corrente sanguínea pelo ponto de inserção do cateter central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sepse: Se a infecção não for tratada rapidamente, pode evoluir para uma infecção sistêmica generalizada, exigindo internação hospitalar urgente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Complicações Mecânicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oclusão do cateter: O tubo pode entupir devido à formação de coágulos ou à cristalização de minerais e gorduras da própria fórmula de nutrição;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Trombose venosa: Formação de coágulos ao redor do cateter dentro da veia central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deslocamento: O cateter pode sair do lugar, dobrar (torção) ou se romper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Complicações Metabólicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Problemas no fígado: O uso prolongado está associado ao acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), colestase (dificuldade na liberação da bile) ou elevação das enzimas hepáticas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Desequilíbrio de glicose: Pode causar picos de açúcar no sangue (hiperglicemia) ou quedas bruscas (hipoglicemia);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Alterações ósseas: A terapia a longo prazo pode causar desmineralização, aumentando o risco de osteoporose e fraturas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Distúrbios hidroeletrolíticos: Desequilíbrio nos níveis de minerais cruciais, como fósforo, potássio e magnésio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tabela SIGTAP ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É padronizado no Sistema Único de Saúde os procedimentos abaixo, porém, todos apenas na modalidade Hospitalar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.007-1 - NUTRICAO PARENTERAL EM ADULTO;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.008-0 - NUTRICAO PARENTERAL EM NEONATOLOGIA;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03.09.01.009-8 - NUTRIÇÃO PARENTERAL EM PEDIATRIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Conclusão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática clínica o fornecimento de alimentação parenteral domiciliar não é rotineira devido a sua alta complexidade envolvida desde o seu preparo, manuseio, além dos riscos ao paciente de um manejo inadequado. A nível hospitalar se faz necessário atendimento de equipe multidisciplinar devidamente habilitada e cadastrada. Acreditamos que a nível domiciliar, inevitavelmente, há a necessidade da vinculação de atendimento &amp;quot;HomeCare&amp;quot;. No Estado de Santa Catarina não há programa de nutrição parental domiciliar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
[https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
[https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0120_14_04_2009.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
[https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/122/encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
[https://www.espen.org/files/ESPEN-Guidelines/HPN-Guideline-Portuguese.pdf] Acesso em 18/05/2026&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php?title=Alimenta%C3%A7%C3%A3o_Parenteral_Domiciliar&amp;diff=73791</id>
		<title>Alimentação Parenteral Domiciliar</title>
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				<updated>2026-05-18T20:40:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Anonimo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Alimentação Parenteral ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à '''administração intravenosa''' em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. Geralmente, deve ser indicada quando há contraindicação absoluta para o uso do trato gastrointestinal (inacessível ou não funcional), como por exemplo:&lt;br /&gt;
. Obstrução intestinal.&lt;br /&gt;
. Síndrome de intestino curto (insuficiência intestinal).&lt;br /&gt;
. Fístulas enterocutâneas de alto débito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A complexidade da Terapia de Nutrição Parenteral (TNP) exige o comprometimento e a capacitação de uma '''equipe multiprofissional''' para garantia da sua eficácia e segurança para os pacientes. A equipe de Terapia Nutricional formal e obrigatoriamente constituída de, pelo menos, um profissional de cada categoria, que cumpra efetivamente com treinamento específico para essa atividade, a saber: '''médico, farmacêutico, enfermeiro e nutricionista'''.&lt;br /&gt;
O médico é o responsável pela a prescrição da TNP.&lt;br /&gt;
A prescrição da TNP deve contemplar o tipo e a quantidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, de acordo com seu estado mórbido, estado nutricional e requerimentos nutricionais. A TNP deve atender a objetivos de curto e longo prazos.&lt;br /&gt;
Entende-se como curto prazo a interrupção ou redução da progressão das doenças, a cicatrização das feridas, a passagem para nutrição por via digestiva e a melhora do estado de desnutrição.&lt;br /&gt;
Entende-se por longo prazo a manutenção do estado nutricional normal e a reabilitação do paciente em termos de recuperação física e social.&lt;br /&gt;
A TNP deve abranger, obrigatoriamente, as seguintes etapas:&lt;br /&gt;
- Indicação e prescrição médica;&lt;br /&gt;
- Preparação: avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte;&lt;br /&gt;
- Administração;&lt;br /&gt;
- Controle clínico e laboratorial;&lt;br /&gt;
- Avaliação final.&lt;br /&gt;
'''A Nutrição Parenteral pode ser interpretada como terapêutica extremamente segura, quando seus procedimentos técnicos e de higienização são seguidos rigorosamente pelos profissionais. Caso contrário, é uma via direta à septicemia e um consequente perigo para a sobrevivência dos pacientes.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nutrição Parenteral Domiciliar ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes da Espen (a European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) apontam que a nutrição parenteral domiciliar deve ser administrada aos pacientes incapazes de suprir suas necessidades nutricionais por via oral e/ou enteral, desde que eles possam ser tratados com segurança fora do hospital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser uma terapia de alta complexidade, o cuidado domiciliar (home care) exige um protocolo rígido para evitar infecções ou complicações metabólicas. Geralmente, envolve:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Treinamento da família: A equipe de enfermagem capacita os cuidadores para o manuseio asséptico, troca de curativos e manuseio da bomba de infusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Equipe multidisciplinar: Exige monitoramento contínuo com médicos (nutrólogos), enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''síndrome do intestino curto''' foi a primeira indicação para nutrição parenteral prolongada em seres humanos e, no Brasil, o primeiro motivo para que o método fosse realizado no domicílio do paciente. Atualmente continua sendo a principal indicação na criança, seguida da síndrome da pseudo-obstrução intestinal e outras afecções, citadas na literatura, porém pouco frequentes em nosso meio como: doença de Crohn, diarreia crônica de causas indeterminadas e enteropatias por deficiência imunológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ministério da Saúde ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 272, DE 8 DE ABRIL DE 1998, do MS Regulamenta a Técnica para a Terapia De Nutrição Parenteral. &lt;br /&gt;
Art. 2º Definir as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional e Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, suas competências e qualidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PORTARIA Nº 120, DE 14 DE ABRIL DE 2009, NORMAS DE CREDENCIAMENTO/HABILITAÇÃO DAS UNIDADES DE ASSISTÊNCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL E CENTROS DE REFERÊNCIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§1º São Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares que possuírem condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência integral e especializada em nutrição enteral ou enteral/parenteral, a pacientes em risco nutricional ou desnutridos, incluindo triagem e avaliação nutricional, indicação e acompanhamento nutricional, dispensação e administração da fórmula nutricional, podendo ainda ser responsável pela manipulação/fabricação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§2º São '''Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional, as unidades hospitalares''' que, além de preencherem os critérios do §1º deste artigo, executem ações de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional, de manipulação/fabricação, dispensação e administração da fórmula enteral e/ou parenteral necessária, e que possuam as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - Ser Hospital de Ensino, certificado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, de acordo com a Portaria Interministerial MEC/MS Nº 2.400, de 02 de outubro de 2007;&lt;br /&gt;
II - Estar integrado com o sistema local e regional do SUS que permita exercer o papel auxiliar, de caráter técnico, aos gestores na Política Nacional de Terapia Nutricional;&lt;br /&gt;
III - Dispor de estrutura de pesquisa e ensino organizados, com programas e protocolos estabelecidos em terapia nutricional;&lt;br /&gt;
IV - Ter estrutura gerencial capaz de zelar pela eficiência, eficácia e efetividade das ações prestadas;&lt;br /&gt;
V - Ter estrutura para subsidiar as ações dos gestores na regulação, fiscalização, controle e avaliação, incluindo estudos de qualidade e estudos de custo - efetividade tecnológica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 3º Determinar que as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional poderão prestar atendimento em:&lt;br /&gt;
I - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral;&lt;br /&gt;
II - Serviços de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional - Enteral e Parenteral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Da Produção a Administração ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NPT deve ser manipulada em sala limpa classe ISO 7, em cabines de fluxo laminar classe ISO 5, com pressão positiva. Deve possuir uma antecâmara para desinfecção e paramentação de vestuário próprio e adequado, que não libere partículas e esteja esterilizado.&lt;br /&gt;
Segundo a portaria 272/98, o transporte deve ser feito sob condições validadas, que garantam a integridade físico-química e de esterilidade do produto. A temperatura de transporte não deve exceder 20°C. O tempo de transporte não deve exceder 12 horas. O Armazenamento que antecede a administração da nutrição parenteral deve ser feito em refrigerador exclusivo para medicamentos e sua temperatura deve estar entre + 2°C a +8°C.&lt;br /&gt;
Assim que recebida da farmácia, a enfermagem, se não for utilizar imediatamente, deve armazenar a NPT em refrigerador próprio para medicamentos. A NPT não deve ficar exposta a iluminação direta ou fontes de calor. A infusão de cada frasco de NPT não deve ser superior a 24 horas.&lt;br /&gt;
Deve-se manter um gotejamento rigoroso, conforme plano de infusão. De acordo com a Portaria 272, a infusão deve ocorrer, em via própria, exclusiva para esta finalidade. Quando isto não for possível, a Comissão de Terapia Nutricional deve ser acionada, a fim de orientar sobre possíveis interações ou outros problemas que possam vir a ocorrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Complicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas principais complicações dividem-se em infecciosas (contaminação do cateter), mecânicas (obstrução ou trombose) e metabólicas (desequilíbrio de açúcar no sangue, lesões hepáticas ou deficiências de nutrientes).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Complicações Infecciosas: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Infecção de cateter: É a complicação mais comum e grave. Ocorre quando bactérias ou fungos entram na corrente sanguínea pelo ponto de inserção do cateter central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sepse: Se a infecção não for tratada rapidamente, pode evoluir para uma infecção sistêmica generalizada, exigindo internação hospitalar urgente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Complicações Mecânicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oclusão do cateter: O tubo pode entupir devido à formação de coágulos ou à cristalização de minerais e gorduras da própria fórmula de nutrição;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Trombose venosa: Formação de coágulos ao redor do cateter dentro da veia central;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deslocamento: O cateter pode sair do lugar, dobrar (torção) ou se romper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Complicações Metabólicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Problemas no fígado: O uso prolongado está associado ao acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), colestase (dificuldade na liberação da bile) ou elevação das enzimas hepáticas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Desequilíbrio de glicose: Pode causar picos de açúcar no sangue (hiperglicemia) ou quedas bruscas (hipoglicemia);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Alterações ósseas: A terapia a longo prazo pode causar desmineralização, aumentando o risco de osteoporose e fraturas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Distúrbios hidroeletrolíticos: Desequilíbrio nos níveis de minerais cruciais, como fósforo, potássio e magnésio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 == Conclusão ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática clínica o fornecimento de alimentação parenteral domiciliar não é rotineira devido a sua alta complexidade envolvida desde o seu preparo, manuseio, além dos riscos ao paciente de um manejo inadequado. A nível hospitalar se faz necessário atendimento de equipe multidisciplinar devidamente habilitada e cadastrada. Acreditamos que a nível domiciliar, inevitavelmente, há a necessidade da vinculação de atendimento &amp;quot;HomeCare&amp;quot;. No Estado de Santa Catarina não há programa de nutrição parental domiciliar.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
[https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
[https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0120_14_04_2009.html] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
[https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/122/encarte_farmAcia_hospitalar_pb72.pdf] Acesso em 04/04/2022.&lt;br /&gt;
[https://www.espen.org/files/ESPEN-Guidelines/HPN-Guideline-Portuguese.pdf] Acesso em 18/05/2026&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Anonimo</name></author>	</entry>

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